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O FC Porto caiu novamente ao terceiro lugar da Liga NOS, ao não conseguir marcar na visita ao Belenenses. O nulo penaliza sobretudo os “dragões”, pela total inoperância ofensiva quer no momento da finalização, quer do último passe. Pressa em fazer as coisas, pouco discernimento e alguma cabeça perdida (patente nas picardias entre os jogadores, em especial na primeira parte) não ajudaram os comandados de Nuno Espírito Santo, que terminaram com 14 remates e apenas três enquadrados, o mesmo registo do Sporting mas… sem golos.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início bem interessante de jogo, sem estudos mútuos e com um Belenenses exactamente como o seu treinador Quim Machado prometera: atrevido. Ataques repartidos, Fábio Sturgeon muito movimentado (nem sempre esclarecido), apesar do natural domínio portista: 2-1 em remates (nenhum enquadrado), 57% de posse de bola. Mas aos 13 minutos, André Sousa rematou forte ao poste direito de Iker Casillas.
  • O Belenenses conseguiu somar três remates contra dois do Porto entretanto, passando os “dragões” novamente para a frente deste detalhe perto dos 20 minutos. Nesta altura, Marcano destacava-se com seis duelos ganhos em seis, cinco deles pelo ar.

  • Óliver Torres surgiu isolado aos 23 minutos (servido por Jesús Corona), mas perante Joel Pereira o espanhol optou pelo passe, valendo o corte de Domingos Duarte no momento certo. Grande desperdício do Porto. E aos 32 foi a vez de Sturgeon atirar para as nuvens, quando tinha tudo para marcar.

  • A partir daqui e até ao descanso – e com a “ajuda” da chuva -, o jogo tornou-se algo incaracterístico e muito quezilento, com faltas duras e cartões amarelos, dando a ideia de que o árbitro Manuel Oliveira tinha perdido o controlo do jogo. Os zero remates enquadrados em 12 (seis para cada lado) mostram bem a desinspiração geral.
  • Intervalo Os primeiros minutos animados e de futebol ofensivo deram lugar a entradas duras, muitas faltas e pouco futebol. Cada uma das equipas teve oportunidade para marcar, mas ninguém mostrou talento para finalizar com êxito. Marcano manteve a bitola até ao descanso, com seis duelos ganhos em sete, quatro alívios e um remate, números que o ajudaram a ser o melhor no GoalPoint Ratings nesta altura, com 6.2, seguido de Otávio e Alex Telles, ambos com 5.8.

  • Marcano cabeceou para golo aos 54 minutos, mas Florent Hanin cortou quase em cima da linha, numa fase inicial de segundo tempo de total domínio portista: 65% de posse nesta altura, três cantos contra nenhum, mas empate em remates (2) e em enquadrados (1… finalmente). Ainda assim, de notar que seis dos disparos portistas até aqui realizaram-se dentro da área contrária.
  • Entrada de Depoitre à hora de jogo para o lugar do apagado Diogo Jota (zero remates, nenhuma ocasião criada, 15 passes, 29% de duelos ganhos) criou dificuldades acrescidas à defesa belenense, mas quando aos 69 minutos o belga se isolou e mal acertou na bola num “remate” que tentou, ficou-se com a ideia de que não seria muito mais do que isso, um incómodo.

  • No Belenenses, por volta dos 75 minutos o irrequieto Camará somava cinco remates, mas só um à baliza – aos 85 minutos viu Casillas negar-lhe o golo. Em termos globais, 59% de posse para o Porto na segunda parte, 10-10 em disparos no cômputo geral da partida para as duas equipas, sendo que o Porto somava dois enquadrados contra um dos da casa.
  • O jogo terminou com o Porto a atacar apenas com o coração, sem nenhuma cabeça, sendo que os 14 remates e apenas três à baliza para cada lado, apesar dos 58% de posse, diz muito do que os portistas não fizeram e do que o Belenenses conseguiu fazer, mesmo perante o domínio contrário.

O Homem do Jogo 👑

Marcano prometeu muito ao início e acabou mesmo por cumprir. Após um 6.2 no GoalPoint Ratings na primeira parte, o espanhol continuou seguro e concentrado, muito mais do que os colegas de equipa. Terminou com 6.8, pois conseguiu não só ser um defesa competente – sete alívios, dois desarmes, cinco recuperações, oito de dez duelos ganhos -, como ainda teve na cabeça uma das melhores ocasiões de golo do jogo – dois remates, um enquadrado.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Iker Casillas 6.5 – O espanhol até foi mais espectador do que interveniente, mas num dia em que a falada coesão defensiva que Nuno Espírito Santo apregoou “constipou-se” com a chuva, o guardião surgiu e realizou três defesas, uma delas de vulto.
  • Alex Telles 6.3 – É já um valor seguro neste Porto, embora acabe abafado pela mediocridade colectiva. Foi quem mais tocou na bola em todo o jogo (80), rematou duas vezes, fez um passe para ocasião, ganhou seis de oito duelos, recuperou oito vezes a bola e foi o portista com mais intercepções (3).
  • A. Camará 5.6 – Foi o sétimo classificado entre os da casa no GoalPoint Ratings, mas foi-o muito por culpa dos apenas 18% de 16 duelos ganhos e da falta de pontaria. É que registou oito remates na conta pessoal, dos 14 do Belenenses, só que apenas enquadrou três.
  • Maxi 6.2 – Não teve uma má nota, mas ainda está longe da melhor forma. O uruguaio fez três passes para ocasião e três desarmes, mas ganhou somente três de nove duelos individuais.