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O FC Porto falhou a oportunidade de carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões ao empatar na Dinamarca frente ao Copenhaga, deixando a decisão para a última jornada. A equipa portista, que teve dificuldade em fazer valer o seu jogo num ambiente frio e piso escorregadio, a fazer lembrar uma pista de gelo, teve várias ocasiões para marcar na segunda parte mas acabou por não conseguir traduzir o seu domínio em golos.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Os primeiros dez minutos do desafio foram de grande indefinição, como comprova o facto de ambas as equipas apresentarem uma baixa eficácia de passe, inferior a 65%. Com o passar dos minutos, foi o Copenhaga quem se libertou no terreno, e aos 25 minutos os dinamarqueses levavam já três remates e ainda apresentavam mais passes e uma maior eficácia na distribuição do que o FC Porto.
  • Foi só aos 30 minutos que surgiu o primeiro remate enquadrado do desafio, da autoria de Peter Ankersen, a obrigar Casillas a aplicar-se. Pouco depois, André Silva faria o primeiro remate da partida para os “dragões”, mas sem qualquer perigo.

  • Intervalo Os “dragões” regressaram ao balneário sem sequer terem importunado o guarda-redes adversário, depois de 45 minutos em que os dinamarqueses tiveram mais posse de bola (58%) e remataram mais (oito disparos contra dois) e melhor. Jensen, com dois passes para ocasião, e Ankersen, com dois remates (um deles enquadrado), um passe para ocasião e quatro acções defensivas, davam nas vistas pelo Copenhaga, com GoalPoint Ratings de 6.4, enquanto na equipa do FC Porto era Otávio, com 5.8, fruto de um passe para ocasião e quatro acções defensivas, quem mais brilhava.
  • O que quer que Nuno Espírito Santo tenha dito aos seus jogadores no intervalo, resultou. Os portistas reentraram em campo com uma atitude completamente diferente e passaram a ditar as leis do jogo. Volvidos dez minutos, os “dragões” levavam já 67% de posse de bola e dois remates (contra nenhum do adversário). Foi nesta altura que o FC Porto esteve, pela primeira vez, à beira do golo, com André Silva a desperdiçar uma dupla oportunidade para marcar.

  • Com o passar dos minutos, acentuou-se ainda mais o domínio “azul-e-branco”, perante a passividade do Copenhaga, uma verdadeira sombra da equipa da primeira parte. À cabeça do ataque surgia sempre Otávio, que aos 70 minutos levava já quatro passes para ocasião – mais do que os companheiros de equipa juntos. Mas o camisola 25 portista não se destacava apenas nas manobras ofensivas, aparecendo por diversas vezes junto da sua defesa para “destruir” jogo adversário.
  • Até ao apito final o jogo continuou a ser de sentido único, mas o desacerto nas hostes portistas impediu o marcador de sofrer qualquer alteração. A equipa azul-e-branca terminou a segunda parte com um total de 14 remates, quatro deles enquadrados, e 58% de posse de bola – números que espelham o domínio portista frente a uma equipa que, no segundo tempo, se limitou a defender, não tendo efectuado qualquer remate.

O Homem do Jogo 👑

Foi o principal motor da sua equipa e teve ainda um papel crucial nas tarefas defensivas. Otávio acabou a partida como o melhor em campo, com umGoalPoint Rating de 7.2Para além de ter sido o portista com mais toques na bola e passes para ocasião, deu uma “mão amiga” a Danilo, somando seis desarmes e vencendo 75% dos duelos aéreos em que participou, apesar da sua baixa estatura.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Felipe 7.1 – Liderou a defesa portista e compensou a fraca exibição de Marcano. Fez 19 acções defensivas e esteve muito bem nas alturas, vencendo 67% de duelos aéreos.
  • Johansson 7.0 – Venceu os quatro duelos aéreos em que participou e esteve sempre bastante seguro, somando 13 alívios.
  • Olsen6.8 – Depois de uma primeira parte em que foi um mero espectador, mostrou as suas qualidades e parou os quatro remates dirigidos à sua baliza.
  • Maxi 5.1 – Não conseguiu fazer esquecer Layún. Perdeu a posse de bola 22 vezes e foi ainda desarmado outras três. Ganhou apenas 36% dos duelos que protagonizou. Salvaram-se os dois cruzamentos eficazes que realizou.
  • Diogo Jota 4.5 – Noite desinspirada do avançado português, que venceu apenas 8% dos duelos que protagonizou, foi desarmado seis vezes e controlou mal a bola em cinco ocasiões.