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O FC Porto prosseguiu a forma avassaladora demonstrada na pré-época, no arranque da Liga NOS. No primeiro jogo oficial dos portistas, estes golearam o Estoril Praia por 4-0, no Estádio do Dragão. Um jogo fácil, de sentido único, muito futebol de ataque pelos flancos, em especial pela direita, muita gente na grande área “canarinha”, graças ao 4-4-2 implementado por Sérgio Conceição, e uma dinâmica atacante assinalável. E poderiam ter sido marcados mais golos.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Muitos esperariam um FC Porto avassalador no primeiro jogo da Liga NOS, perante aquilo que foi a pré-temporada. De facto, os “dragões” registavam 81% de posse de bola ante o Estoril aos dez minutos, mas nenhum remate (nem numa baliza, nem na outra). Notava-se também alguma dificuldade da equipa em imprimir velocidade nas transições.

  • Aos 15 minutos, Ricardo Pereira cruzou para golo de Aboubakar, mas o camaronês estava fora-de-jogo. E, por volta dos 20 minutos, Jesús Corona aproveitava as facilidades concedidas por Joel Ferreira para ser o mais influente, com um cruzamento, eficaz, duas tentativas de drible (sucesso numa), quatro de seis duelos ganhos e três recuperações de bola, mais três intercepções – acções defensivas em que registava o máximo no jogo nesta altura.
  • Por volta da meia-hora, o FC Porto somava 73% de posse de bola, quatro cantos, três remates, mas apenas um enquadrado, contra nenhum disparo dos estorilistas – Aboubakar registava todos os remates do encontro. O domínio estava lá, faltava clarividência no último terço do terreno.

  • Soares ressentiu-se de lesão (32′), teve de sair para dar o lugar a Moussa Marega, e na primeira vez que este tocou na bola, aos 35 minutos, fez o 1-0, ao aproveitar um erro tremendo de Mano. Foi ao sexto remate, segundo enquadrado, dos comandados de Sérgio Conceição.
  • Intervalo Vantagem que se ajustava plenamente ao intervalo. Praticamente só deu Porto, apesar de alguma falta de intensidade inicial. Sete remates, dois enquadrados, 67% de posse de bola, 85% de passes certos, 5-1 em cantos e 23 vezes a bola na grande área adversária mostram um jogo de sentido único. Apesar de o golo ter sido da autoria de Marega, Vincent Aboubakar destacava-se neste primeiro tempo, com quatro remates, um enquadrado, um passe para finalização, 92% de eficácia de passe e quatro duelos aéreos ganhos em quatro. Dados que lhe valiam nesta altura um GoalPoint Rating de 6.1.
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    Ténue tentativa de reacção do Estoril, prontamente anulada pelo Porto, que chegou ao 2-0 logo aos 54 minutos, por Brahimi. O argelino concluiu uma combinação colectiva frente a Moreira, através de um remate colocado. Terminava de forma prematura as dúvidas quanto ao vencedor do jogo, pois o Estoril não parecia capaz de chegar sequer perto da baliza de Iker Casillas.

  • O 3-0 não demorou, com Marega a bisar aos 62 minutos, a centro de Óliver Torres. Em 17 minutos da etapa complementar o Porto conseguia realizar sete remates, tantos quanto em toda a primeira parte, quatro deles enquadrados, e cinco de dentro da grande área. Tudo muito fácil.

  • A História do jogo estava feita. Aos 80 minutos, os números não enganavam e apontavam para o domínio total e absoluto do FC Porto em todos os sentidos do jogo: 16 remates contra nove (7-3 enquadrados), 62% de posse para os “dragões”, dez cantos contra cinco, 86% de eficácia de passe e a ideia de que mais golos poderiam ter sido marcados até esta altura.

O Homem do Jogo 👑

Mas que grande regresso de Marega ao FC Porto! Uma espécie de “patinho feio” dos “dragões” há duas épocas, o atacante, que brilhou no V. Guimarães, foi chamado cedo para substituir o lesionado “Tiquinho” Soares e bisou na partida, o primeiro na primeira fez que tocou na bola. Terminou com um GoalPoint Rating de 7.7, graças a quatro remates, três deles enquadrados, um passe para ocasião flagrante e um drible eficaz numa tentativa.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Y. Brahimi 7.5 – Que grande jogo de Brahimi. Imparável no seu flanco, mas também sempre que flectia para o meio. Tentou nove vezes o drible e teve sucesso em quatro, rematou duas vezes, uma delas enquadrada, fez dois passes para finalização e ganhou nove de 18 duelos.
  • Eduardo 6.5 – O melhor do Estoril. O médio fez um remate (desenquadrado), três passes para finalização, teve sucesso em duas de três tentativas de drible e registou seis desarmes.
  • Marcano 6.7 – Impecável a defender e também a atacar. O espanhol marcou um golo, o 4-0, no único remate que realizou, mas registou ainda um passe para ocasião, acertou dez de 12 passes longos, ganhou quatro de seis duelos e fez seis alívios.
  • Óliver Torres 6.4 – Apenas com Danilo Pereira nas costas, no centro do terreno, Óliver não se deixou intimidar por um “miolo” estorilista tímido, acabando a partida com duas assistências, 84% de passes certos, nove passes em que colocou a bola na área contrária, cinco de nove duelos ganhos.
  • Alex Telles 6.3 – Parece querer manter a bitola da última época. O lateral-esquerdo brasileiro terminou a partida com quatro passes para ocasião, o máximo do jogo, 92% de eficácia de passe, colocou dez vezes a bola na área contrária e fez quatro alívios.

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