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O FC Porto adiantou “serviço” vencendo o Marítimo por 2-1 no Dragão, em partida antecipada da 15ª jornada da Liga NOS. Os “dragões” justificaram os três pontos com produtividade, apesar da eficácia maritimista ter criado suspense imprevisto nos instantes finais do encontro.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Os “dragões” entraram claramente ao ataque, somando dois remates nos primeiros sete minutos, mas perdendo rapidamente a objectividade. O Porto só voltaria a alvejar a baliza aos 21 minutos, num livre de Alex Telles. Muito domínio (70% de posse) mas pouco perigo.
  • Apesar de contar com Corona e Brahimi nas alas, o Porto procurava sobretudo as triangulações e o jogo interior. Os cruzamentos chegariam mais tarde mas sem consequências. Aos 41 minutos os “dragões” somavam já oito disparos, mas, enquadrados, apenas os dois registados nos primeiros minutos. O Marítimo, esse, limitava-se a defender, até aqui com desafogada eficácia…

  • …até que a “magia” de Brahimi desbloqueou o que parecia complicado, com o golo inaugural mesmo em cima do intervalo, num remate cruzado de ângulo improvável, ao quarto “tiro” enquadrado dos “dragões”.

  • Intervalo Yacine Brahimi chegava ao descanso como naturalidade como protagonista do melhor rating, 7.7, ele que não só marcara o golo como reclamava dois dos quatro disparos certeiros dos da casa e ainda cinco dribles eficazes. Atrás do argelino surgiam Corona 6.3, que com três passes-chave surgia como segundo destaque, e Danilo 6.3, forte (como habitualmente) nos duelos e recuperações. Entre os maritimistas destacava-se Gottardi 5.6, que somava três defesas em quatro possíveis.
  • O arranque da segunda parte traria um Marítimo com mais posse (53% nos primeiros dez minutos). A ténue reacção madeirense foi sol de pouca dura: aos 67′ os “dragões” aumentaram a contagem no primeiro remate enquadrado da etapa complementar, por intermédio de André Silva, a passe do (cada vez mais inevitável) Brahimi.

  • Com a partida aparentemente controlada e com Brahimi já substituído, os “dragões” acabariam por ser surpreendidos por uma “bomba” do maritimista Djousse, de fora da área, no primeiro remate enquadrado dos visitantes. Eficácia com “nota artística”. O golo fortuito lançaria dúvida relativa sobre o resultado, nos instantes finais, mas o Porto não permitiu mais veleidades aos visitantes até ao apito final.

O Homem do Jogo 👑

Aparentemente proscrito no arranque da temporada, Brahmi tem vindo a reconquistar a preponderância de outrora, motivando talvez aquilo que Nuno Espírito Santo não esperaria: a antevisão de saudades do argelino, quando este partir rumo à CAN 2016. O extremo voltou a ser determinante, com um golo em três remates, uma assistência em dois passes para ocasião e cinco dribles eficazes, a contribuírem para um rating de 8.0. Com um registo recente em crescendo, Brahimi deixou mais um sinal: a “serpente” está de volta.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Corona 7.3 – O mexicano é outro que nem sempre mereceu a confiança de NES, mas vai confirmando em campo ser a melhor opção na ala direita. Esta quinta-feira não influenciou directamente o resultado, mas jogou e deu a jogar: somou sete dribles e ainda fez seis passes-chave para os colegas.
  • Djousse 6.8 – O maritimista jogou apenas 12 minutos mas ainda foi a tempo de fazer quase tudo bem feito em apenas… seis toques na bola: para lá da “bomba”, acertou os dois passes que foi chamado a fazer, somando ainda um desarme.
  • Danilo 6.6 – A categoria habitual: seis duelos ganhos em nove disputados, 13 recuperações de posse e 88% de passes certos. Ao Danilo da época passada só falta mais golo.
  • André Silva 5.8 – Marcou o “golinho da ordem” e fartou-se de trabalhar, mas teve algumas intervenções infelizes, como provam os sete passes falhados e os seis duelos perdidos (em nove).
  • Maxi 5.4 – Muito interventivo (88 toques na bola). Quase não falhou passes (95% de eficácia) mas foi o mais faltoso da partida, com seis infracções.
  • Gervásio J. F. Lopes

    Grande Brahimi