O escasso volume de jogos no nosso campeonato nos últimos meses – jogaram-se quatro jornadas em 60 dias – fez com que decidíssemos juntar Outubro e Novembro na hora de eleger os melhores do “mês”. O resultado é a confirmação daquela que tem sido uma das grandes surpresas do campeonato: o Portimonense. Duas vitórias e dois empates nos últimos quatro jogos, com 11 golos marcados, dão o direito aos algarvios de ter três representantes e ainda uma menção honrosa. Só o FC Porto coloca tantos, num “onze” que não conta com nenhum jogador do Sporting.

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  • Ricardo Ferreira (Portimonense) 6.36 – Pode parecer estranho o facto de termos aqui um guarda-redes com seis golos sofridos nos últimos quatro jogos. O facto é que, sem ele, podiam ter sido muitos mais. Ricardo Ferreira registou uma média de quatro defesas por jogo (a mais alta entre todos) e terminou o mês com uma eficácia de 73% nos remates enquadrados defendidos. Junte-se a isso o facto de não ter falhado qualquer saída dos postes, tanto pelo ar como pelo solo, e a escolha está mais que justificada. O belenense Muriel 6.28 foi quem ficou mais perto.
  • Ricardo Pereira (Porto) 7.49 – Foi o melhor entre os melhores e já mereceu análise detalhada. Para além de dois golos e duas assistências, só foi batido por Bebeto (Marítimo) e Celis (Vitória Guimarães) na média de desarmes a cada 90 minutos: 4,3.
  • Felipe (Porto) 6.29 – Já tinha impressionado na Liga dos Campeões, fazendo parte do “onze” ideal da última ronda, e agora aparece como destaque na Liga NOS. Neste período, Felipe marcou um golo e somou cinco remates – mais do que alguns avançados – e a defender foi o “patrão” do costume. Três intercepções por jogo e uma eficácia de 75% nos duelos aéreos defensivos são alguns dos bons registos que o brasileiro tem para mostrar.
  • Luisão (Benfica) 6.14 – Continuem a dizer que está velho que ele vai fazendo “disto”. Abriu o activo no último jogo contra o Vitória, mas também esteve a muito bom nível defensivamente. Nos últimos quatro jogos não foi driblado uma única vez e registou uma média de 2,75 intercepções e 5,75 recuperações de posse.
  • Jefferson (Braga) 6.73 – Quanto mais se vê Jefferson jogar pelo Braga, menos se entende onde andou “escondido” este jogador na última época. No período em análise, só Mabil (Paços de Ferreira) registou uma média de passes para finalização (4,1 / 90m) mais alta que o brasileiro (3,3 / 90m), mostrando um grande acerto, sobretudo na marcação de pontapés de canto (43% eficazes). Defensivamente, foi dos menos driblados e teve 87,5% de acerto no desarme.
  • Héctor Herrera (Porto) 6.87 – Outro “patinho feio” que começa a ganhar créditos. Herrera jogou todos os minutos dos últimos quatro jogos e o segundo jogador com a mais alta média de acções com bola (81,5 / 90m) nesse período. Marcou um golo e assistiu dois, registando uma média de três passes para finalização a cada jogo. Na hora de defender também apresenta números muito acima da média: 2,75 desarmes, 3 intercepções e 7,5 recuperações de posse, por jogo.
  • Dener (Portimonense) 6.43 – Não fez um único jogo a titular na época passada e aparece nesta forma na Primeira Liga. Dener foi responsável por dois golos e uma assistência nos últimos jogos do Portimonense. Foi o médio com mais remates dentro da área (1,9 / 90m) e teve 60% de eficácia nos dribles que tentou. Defensivamente também dá o seu apoio, registando 2,2 desarmes por jogo e uma eficácia de 57% nos duelos aéreos defensivos.
  • João Novais (Rio Ave) 6.70 – A única coisa que faltava a João Novais era uma oportunidade. Aproveitando o castigo de Francisco Geraldes, o filho de Abílio Novais ganhou-lhe o lugar, trazendo à equipa talvez a única coisa que falta a este Rio Ave: golo. Só marcou um, é certo, mas não tem pejo em rematar (4,7 / 90m), sobretudo de fora da área. Para além de tudo isso também sabe assistir, e criou 2,5 passes para finalização a cada 90 minutos.
  • Yacine Brahimi (Porto) 7.25 – Foi o terceiro melhor do mês. Um golo e duas assistências são o que salta mais à vista, mas onde o argelino se destaca, hoje e sempre, é no drible. Foram sete tentativas a cada 90 minutos, com uma impressionante eficácia de 88,5%, ou seja, só falhou três das 26 tentativas que fez nos últimos quatro jogos. O segundo jogador com mais dribles eficazes, Victor Andrade, fez quase metade dos de Brahimi.
  • Jonas (Benfica) 7.45 – Caiu o mito. O sistema mudou, Jonas joga agora sozinho na frente, mas o rendimento mantém-se. Foi por apenas quatro milésimas que não repetiu o prémio de melhor do mês que tinha conseguido em Setembro, graças a seis golos e duas assistências, ou seja, uma acção directa para golo a cada 42 minutos. Números “do outro mundo”, aos quais junta o facto de ser o homem que mais acerta na baliza em toda a Europa.
  • Fabrício (Portimonense) 6.76 – A par de Paulinho e Nakajima, tem sido outra das grandes figuras deste Portimonense. Mesmo ficando de fora num dos jogos, Fabrício somou três golos e duas assistências no período em análise, alguns deles de belo efeito, e registou uma média de 3,9 remates a cada 90 minutos.

Menções honrosas

No “top 10” dos melhores de Setembro, mas que por terem a sua posição ocupada não conseguiram entrar no melhor “onze”, ficaram três jogadores.

  • Jesús Corona (Porto) 7.38 – Estava no bom caminho para entrar neste “onze” ideal, mas a expulsão nas Aves estragou tudo, porque não lhe permitiu somar o número mínimo de minutos (240).
  • Bruno Viana (Braga) 7.02 – Marcou nos dois jogos que fez neste período. Nada mau para um defesa-central, mas a rotatividade de Abel (jogou apenas 180 minutos) não lhe permitiu entrar no “onze”.
  • Alex Telles (Porto) 6.44 – Mais um mês em grande nível para o brasileiro. Só os grandes números de Jefferson evitaram uma terceira presença consecutiva.
  • Nakajima (Portimonense) 6.44 – Ou era Brahimi ou ele, e calhou a “sorte” ao argelino. No entanto, tal não ofusca o excelente momento de forma do japonês.

GoalPoint-T-shirts-2017-bannerParabéns aos eleitos!

Nota metodológica: “Onze” elaborado tendo em conta o GoalPoint Rating médio de todos os jogadores que cumpriram um mínimo de 240 minutos jogados na Liga NOS em Outubro e Novembro.