Ao mesmo tempo que os treinadores portugueses são reconhecidos em todo o mundo pela sua competência, e numa época marcada por excelentes trabalhos de Leonardo Jardim, Paulo Fonseca, Sérgio Conceição, Marco Silva, entre outros, aconteceu a nível interno uma das mais caóticas temporadas no que à “dança” de treinadores diz respeito. Foram 33 os técnicos que passaram pelos 18 clubes da Primeira Liga, aos quais se somam 45 no segundo escalão. Números que deviam fazer corar quem dirige, e que clamam por uma melhor regulação que não permita que épocas destas se voltem a repetir.

A única parte positiva no meio deste “caos do chicote” é sempre o aparecimento de novos valores, e esta época também foi profícua nisso. Prova disso é o facto de, entre os quatro nomes que pusemos a votação aos nossos seguidores, dois deles serem rookies (Nuno Manta e Daniel Ramos), e um dos quais, apesar da votação não ser vinculativa para o resultado, até liderar as preferências até à data da redacção deste artigo.

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تم نشره بواسطة ‏‎GoalPoint.pt‎‏ في 6 يونيو، 2017

 

Ao invés, 2016/2017 não foi uma época positiva para alguns dos “catedráticos” da Primeira Divisão Nacional, e é por aí que vamos começar a “desembrulhar” a classificação final.

22º a 33º Duas estrondosas desilusões

RTG-2016-2017-PrimeiraLiga-Classificao-Parte1

Manuel Machado, um dos treinadores com mais jogos na Primeira Liga, foi o pior treinador da temporada. Ficar directamente associado à descida de divisão de dois clubes não é tarefa fácil, mas o técnico vimaranense conseguiu-o graças a uma péssima passagem por Arouca, já após ter abandonado o Nacional.

Logo acima de Manuel Machado aparece um companheiro seu de longa data, em várias aventuras e desventuras dentro do nosso campeonato. Falamos de Jorge Jesus. Depois de ter lutado pelo título com o Sporting na sua época de estreia em Alvalade, o que lhe valeu um quinto lugar e avaliação positiva em 15/16, o técnico de 62 anos fez a sua pior época da última década e obteve pontuação negativa em todas as competições em que participou. Com oito resultado extremamente negativos durante a temporada (Tondela, Braga e Belenenses, em casa, e Rio Ave, Legia, Vitória Setúbal, Chaves e Feirense, fora), Jorge Jesus foi ainda o pior da época nesse particular.

Também entre os treinadores dos grandes surge Nuno Espírito Santo. Não tendo somado tantos desaires como o treinador do Sporting, NES também não foi capaz de surpreender a favor do Porto em quase nenhuma situação, somando apenas 10% de resultados positivos desafiadores das probabilidades, registo apenas melhor que o de Predrag Jokanovic. A carreira na Liga NOS até nem foi particularmente má, contribuindo apenas com 45% dos pontos negativos que registou, mas o péssimo percurso nas Taças, onde em cinco jogos só venceu o Gafanha, ajudou a colocar Nuno entre os quatro piores da época.

Neste lote destaque ainda para Augusto Inácio, treinador de extremos que fez uma brilhante campanha na Taça da Liga – terminou em troféu –, mas que no campeonato venceu apenas três dos 15 jogos que disputou, deixando o Moreirense em muito maus lençóis.

14º a 21º Negativos, mas pouco

RTG-2016-2017-PrimeiraLiga-Classificao-Parte2Neste grupo de oito treinadores encontram-se aqueles que terminaram a época com pontuação negativa, mas dos quais não se pode dizer que tenham estado muito mal.

Nuno Capucho, treinador do Rio Ave até à 10ª jornada, foi aquele que terminou a época com a pior percentagem de desaires extremos (29%), mas deixou o clube num confortável 11º lugar.

Domingos Paciência, que entrou para o lugar de Quim Machado, também está presente neste lote. Só ganhou um dos seus cinco jogos, mas conseguiu o resultado que mais desafiou as probabilidades entre os 422 jogos analisados, quando foi ganhar a Alvalade por 1-3, num jogo em que a vitória do Belenenses valia 13,5€ a quem nela apostasse um Euro.

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