GoalPoint-Benfica-Dortmund-Champions-League-201617-Ratings
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O Benfica bateu o Borussia Dortmund, por 1-0, e segurou uma vantagem importante para o encontro da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Na noite em que Luisão fez a sua 500ª partida pelo Benfica, as “águias” contaram com alguma sorte e com uma exibição de luxo de Ederson para levarem de vencida um Borussia que foi superior durante a maior parte do encontro.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início de jogo verdadeiramente frenético aquele que se viveu no Estádio da Luz. Passados dez minutos já se tinha assistido a quatro remates, mas nenhum deles enquadrado, o que espelhava o nervosismo que ambas as equipas transpareciam. A baixa eficácia de passe “encarnada” (74%) permitia ver as enormes dificuldades que as “águias” sentiam para sair para o ataque, perante a sufocante pressão exercida pelos germânicos.
  • À entrada para o minuto 11, Aubameyang, a estrela do Dortmund, teve nos pés o 1-0, mas foi incapaz de bater Ederson no confronto directo, atirando por cima. O gás que havia impulsionado o Benfica nos primeiros minutos depressa se esgotou, de tal modo que, aos 30, o Borussia já controlava vários indicadores, como o número de remates (4-3), posse de bola (60%) e número de passes (173-115).

  • A enorme pressão dos jogadores alemães levava a inúmeras perdas de bola por parte de jogadores como Salvio e Fejsa, e a uma baixa eficácia de passe no primeiro tempo. A somar a este cenário negro havia ainda o facto de unidades como Carrillo e Rafa estarem completamente apagadas. Juntos, os dois atacantes “encarnados” somavam cinco passes no meio-campo adversário ao intervalo.
  • Intervalo Findos 45 minutos, o destaque pela positiva ia para Piszczek. O lateral-direito polaco liderava o GoalPoint Ratings ao intervalo, com 5.9, com 90% dos seus 51 passes a serem certeiros e com uma eficácia nos duelos de 100%. No Benfica, surgia Luisão à cabeça, com 5.7, graças a seis acções defensivas, 100% de duelos ganhos e ainda uma eficácia de passe de 83% – curiosamente, o máximo “encarnado” da noite até então.
  • O Benfica entrou na segunda parte com Filipe Augusto no lugar de Carrillo e com uma nova atitude, que trouxe frutos logo aos 48 minutos, quando Mitroglou empurrou a bola para o fundo da baliza com dois toques preciosos, desviando um cabeceamento de Luisão.
  • A reacção do Borussia não se fez esperar: em apenas seis minutos, os germânicos fizeram três disparos à baliza, mas Ederson apareceu sempre pela frente para negar o golo. Aos 58 minutos, uma grande penalidade cometida por Fejsa parecia ser castigo demasiado duro para o guarda-redes “encarnado”, mas este esteve mais uma vez à altura do desafio, parando o remate de Aubameyang, que acabaria por sair momentos depois.

  • Com as substituições realizadas, o Dortmund voltou à carga, de tal modo que, à entrada para os derradeiros dez minutos, os visitantes tinham já 71% de posse de bola. Mas não haveria nada que os germânicos pudessem fazer para bater Ederson, que ainda teria tempo para fazer mais uma defesa do outro mundo, segurando uma vantagem preciosa, obtida no único remate enquadrado do Benfica. Quanto à equipa alemã, terminou a partida com 14 remates (quase o triplo dos do Benfica), cinco dos quais enquadrados com a baliza, 69% de posse de bola e uma eficácia de passe de 86% (contra 65% dos da casa), tendo razões de queixa da exibição do outro mundo de Ederson, mas também da péssima noite de Aubameyang.

O Homem do Jogo 👑

Há jogos assim, dignos de um verdadeiro conto de fadas. Na noite em que cumpriu 500 jogos pelo Benfica, Luisão rubricou uma exibição como há muito não se via, terminando a partida como o Homem do Jogo GoalPoint Ratings, com 6.6. Para além da assistência para o golo, o brasileiro somou 16 acções defensivas, recuperou a posse de bola cinco vezes e venceu quatro dos cinco duelos pelo ar que disputou.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Ederson 6.5 – Não fosse aquela saída incompreensível na primeira parte e teria sido o melhor em campo. Na segunda parte fez cinco defesas, algumas delas inacreditáveis, aguçando o apetite aos “tubarões” europeus que alegadamente o seguem.
  • Bartra 5.9 – Foi o jogador do Dortmund que mais passes fez (113) e mais vezes tocou na bola (132). A exibição fica manchada pelo facto de ter perdido a bola 21 vezes e por ter vencido apenas 43% dos duelos que disputou.
  • Raphael Guerreiro 5.2 – Esteve uns furos abaixo do que é habitual. Ganhou apenas três do sete duelos que protagonizou, conseguiu somente um passe para ocasião e não rematou nenhuma vez.
  • Fejsa 3.9 – Uma sombra daquilo que costuma ser. Cometeu quatro faltas (o máximo benfiquista da noite), uma delas resultante em grande penalidade, perdeu a bola 16 vezes e venceu apenas 40% dos duelos disputados.
  • Aubameyang 1.6 – A estrela da selecção do Gabão teve a pior nota desta edição da Liga dos Campeões. Falhou vários golos “cantados”, desperdiçou uma grande penalidade e foi apanhado em fora-de-jogo três vezes.