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O Benfica respondeu da melhor forma ao empate de meio da semana ante o Besiktas com um triunfo folgado por 3-0 sobre o Moreirense, no Estádio da Luz. Futebol de ataque, envolvente, rápido, perante um adversário que fechou muito bem os espaços, e no qual Pizzi fez a diferença, com futebol de grande nível e dois golos. Uma vitória que nunca esteve em causa.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Sufoco do Benfica nos primeiros minutos, nos quais conseguiu 80% de posse de bola, ganhou 70% dos duelos, fez 87% de passes certos, mas apenas um remate. Pode-se dizer que o Moreirense mantinha um controlo ténue sobre os acontecimentos.
  • Eliseu saiu lesionado aos 15 minutos e deu lugar a André Almeida.
  • Aos 20 já Ljubomir Fejsa somava cinco recuperações de bola, um desarme, uma intercepção e um alívio.

  • À meia-hora o Benfica continuava com sérias dificuldades em furar as linhas muito juntas de um Moreirense recuado, e só somava quatro remates, dois deles enquadrados, 73% de posse. Mas, nem de propósito, aos 32 minutos Franco Cervi assistiu Pizzi para um golo fácil em zona frontal, o quarto golo do bragantino na Liga NOS – ao sexto remate, terceiro à baliza.

  • Intervalo O Benfica chegou ao intervalo em vantagem, com total domínio da partida, com 72% de posse de bola, 88% de passes certos, 53% de duelos ganhos, oito remates (três enquadrados) contra apenas um do Moreirense (à baliza). Porém nem tudo foram facilidades. Os minhotos fecharam muito bem os caminhos para a sua baliza, com linhas muito juntas e um futebol apoiado e pressionante. Mas Pizzi lá abriu o activo aos 32 minutos, embora o médio surgisse em segundo lugar no GoalPoint Ratings ao descanso, com 6.8. Umas centésimas apenas atrás de Salvio, o melhor no primeiro tempo. O argentino rematou quatro vezes, duas delas enquadradas, acertou 96% dos passes e esteve em todo o lado.

  • Novamente muito Benfica no arranque a segunda parte, com movimentações mas ainda perante um Moreirense a colocar muitos jogadores a pressionar o portador a bola. E aos 51 minutos, Nélson Semedo surgiu solto na direita e centrou, para Cervi, na recarga, obrigar Georgi Makaridze a grande defesa.
  • Adivinhava-se o segundo, que surgiu novamente por Pizzi (já é melhor marcador do Benfica na Liga), com um remate de pé esquerdo, cruzado, após assistência de Salvio. Foi o 13 remate das “águias”, quinto no segundo tempo, quinto enquadrado no global. E também o terceiro disparo do médio, segundo à baliza.
  • O segundo golo tirou um pouco de ritmo à partida, por menor necessidade “encarnada” de acelerar o seu jogo. Ainda assim, por volta dos 70 minutos, as “águias” somavam, só no segundo tempo, 73% de posse, 90% de passes certos (Fejsa 93% em 90 entregas!), sete remates, três enquadrados.
  • Aos 80 minutos, Fejsa já somava 119 toques na bola, 109 passes, com 92% de eficácia (bateu o recorde de passes certos), e 15 recuperações de bola (igualou nesta altura o recorde), para além de cinco intercepções.

  • O 3-0, de Raúl Jiménez, surgiu de um típico lance de contra-ataque, que Rafa conduziu e o mexicano acabou de concluir no coração da área – o primeiro golo do avançado nesta Liga NOS.
  • O triunfo benfiquista parece, pelos números, mais fácil do que o foi na realidade. Pouco espaço e um Moreirense muito recolhido, dificuldade em criar perigo, até que Pizzi abriu duas vezes o livro e tornou o segundo tempo mais simples. No final, 22 remates (14 no segundo tempo), nove enquadrados (6), contra apenas três tentativas dos minhotos, 70% de posse para os da casa, dez cantos e recordes individuais batidos.

O Homem do Jogo 👑

As exibições de Pizzi continuam a espantar tudo e todos e começam a faltar argumentos para qualificar a preponderância do jogador natural de Bragança. Marcou dois golos em cinco remates, fez três passes para ocasião, acertou 90% dos 90 passes que realizou, tocou 115 vezes na bola e foi o cérebro de todo o futebol do Benfica. Aproveitou bem a saída de Salvio a meio do segundo tempo para o ultrapassar e terminar como melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 8.8.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • L. Fejsa 5.9 – O rating não reflecte a sua importância neste jogo, muito por culpa da pouca influência ofensiva, mas o sérvio não só igualou o recorde de 15 recuperações na Liga (que pertencia a William Carvalho e Rúben Semedo), como bateu o melhor registo de passes certos – 104, o anterior era 98, de William.
  • Salvio 7.2 – Está comprovado: o melhor Salvio está de volta. Não marcou, mas rematou cinco vezes (duas à baliza), fez dois passes para ocasião e uma assistência. Esteve no melhor da sua equipa.
  • R. Jiménez 7.1 – Foi titular no lugar de Mitroglou e aproveitou para marcar o seu primeiro golo (em três remates) esta época na Liga. Acertou ainda 89% de passes (excelente para um ponta-de-lança), pecando apenas nos duelos – ganhou só sete de 17.
  • F. Cervi 6.8 – O pequeno argentino é uma “formiga atómica”. Não pára um segundo, a atacar e a defender. Assistiu Pizzi para o 1-0, fez três passes para ocasião, enquadrou todos os seus três remates e ainda fez quatro intercepções.