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O Benfica somou a sua segunda derrota consecutiva ao perder, por 1-2, frente ao Nápoles, no Estádio da Luz, com os três golos a surgir na última meia-hora do desafio. Apesar da derrota, os “encarnados” seguem em frente na Liga dos Campeões, fruto do desaire do Besiktas frente ao Dínamo de Kiev, mas os abundantes erros defensivos não deixarão Rui Vitória tranquilo, especialmente com um dérbi à porta.

O Jogo explicado em Números 📊

  • A partida começou de forma bastante viva, com o Benfica a mostrar desde cedo que pretendia discutir o resultado. À passagem do primeiro quarto de hora, os “encarnados” tinham 57% de posse de bola e  apresentavam-se mais eficazes no passe. No entanto, quanto a duelos ganhos o Nápoles era rei e senhor, com uma impressiontante percentagem de 79%.
  • O primeiro remate enquadrado dos “encarnados” surgiu apenas aos 24 minutos, por Jiménez, o jogador mais endiabrado da equipa. O mexicano levava já três dos quatro disparos da equipa, sempre muito apoiado por Gonçalo Guedes, que somava dois passes para ocasião neste momento.
  • Depois da meia-hora de jogo, começaram a surgir as primeiras brechas na defesa do Benfica. Erros de Nélson Semedo e de Lindelof resultaram em ocasiões de grande perigo, que Callejón e Gabbiadini só não conseguiram aproveitar, também por mérido de Ederson.

  • Intervalo Terminados os primeiros 45 minutos, o sinal mais estava do lado do Nápoles, que tinha feito três disparos à baliza, contra apenas um do Benfica, apesar de as “águias” terem feito mais remates ao todo. A clara dificuldade em construir jogo e as constantes perdas de posse de bola por parte dos jogadores benfiquistas reflectiam-se no facto de terem ganho apenas 12 dos 42 duelos disputados durante a primeira metade. Koulibaly liderava os GoalPoint Ratings, com 6.2, depois de uma primeira parte de luxo, durante a qual venceu todos os duelos que disputou e em que contabilizou sete acções defensivas. O melhor do Benfica era o guarda-redes Ederson, que com as suas três defesas tinha uma nota de 5.8.
  • A segunda parte arrancou da mesma forma como a primeira tinha terminado, com distracções dos jogadores benfiquistas que só não deram em golo de imediato por invulgar displicência dos italianos. Mas o Nápoles acabaria por marcar no primeiro remate enquadrado à baliza, com Callejón a picar a bola por cima de Ederson, depois de deixar Lindelof para trás.

  • Apesar da vantagem alcançada, o Nápoles liderava a posse de bola por uma margem curta (55% contra 45%) e tinha feito o mesmo número de disparos à baliza do que os “encarnados”. E até mesmo a percentagem de duelos ganhos, que tinha dado que falar na primeira parte, se encontrava agora perfeitamente nivelada. Ainda assim, os visitantes acabariam por chegar ao 2-0, por intermédio de Mertens, que aproveitou as facilidades concedidas pela defesa do Benfica para rematar rasteiro para o fundo da baliza e fazer o seu terceiro golo da época aos “encarnados”.
  • Já perto do fim, o Benfica reduziu para 2-1, por Jiménez, que “roubou” a bola a Albiol antes de rematar forte para o fundo das redes. Era o golo de honra dos “encarnados”, que não apagou as falhas defensivas demonstradas pelo segundo jogo consecutivo. Os homens de Rui Vitória remataram apenas menos uma vez do que italianos, que, no entanto, fizeram o dobro dos disparos enquadrados. E se em matéria de cantos o Benfica “goleou” o Nápoles (7-2), os 36% de duelos ganhos pelas “águias” deixarão o técnico português apreensivo, a poucos dias do dérbi com o Sporting.

O Homem do Jogo 👑

Precisou de pouco mais de meia-hora para espalhar o seu “perfume” pelo relvado. Dries Mertens, que entrou aos 57 minutos, terminou a partida como o melhor em campo, com 7.8 nos GoalPoint Ratings. Para além do golo apontado  – no único remate que fez, diga-se  –, o internacional belga fez ainda uma assistência e acertou 94% dos passes que realizou, reafirmando o seu estatuto como “carrasco” do Benfica.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Jiménez 5.9 – Foi o jogador dos “encarnados” que mais rematou, e acabou por ser recompensado com o golo. No entanto, venceu apenas um dos 11 duelos que disputou.
  • Allan 6.7 – Esteve bastante bem durante todo o desafio. A juntar aos dois passes para ocasião há o facto de ter sido o jogador do Nápoles com mais duelos disputados – 13. Efectuou ainda oito acções defensivas.
  • Gonçalo Guedes 4.5 – Fez quatro passes para ocasião mas acabou o jogo com nota negativa. Falhou uma ocasião flagrante de golo e acertou apenas 67% dos passes.
  • Salvio 4.3 – Noite desinspirada do extremo argentino, que acertou apenas 69% dos passes que fez, dois dos quais resultaram em ocasiões de perigo.
  • Albiol 3.9 – Já perto do fim, cometeu o deslize que resultou no golo do Benfica. Pouco mais há a dizer, a não ser o facto de ter feito sete alívios e de ter vencido dos quatro duelos aéreos que disputou.