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O Benfica cumpriu perante o seu público e bateu o Rio Ave por 2-0, graças a uma primeira parte de bom nível. Os vila-condenses reagiram no segundo tempo, mas não foram acutilantes o suficiente no ataque, pelo que as “águias” asseguraram um Natal com quatro pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o FC Porto.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Entrada autoritária do Benfica, que aos dez minutos somava 71% de posse de bola, 92% de passes certos e três remates, um enquadrado, de Pizzi, para excelente defesa de Cássio. Cheirava a golo numa fase madrugadora do jogo.
  • Golo que surgiu aos 13 minutos, por Mitroglou, a não desperdiçar frente a Cássio após assistência de Pizzi. Foi o quinto golo do grego nesta Liga NOS, e a quarta assistência de Pizzi. O marcador funcionou ao sexto remate da partida para as “águias”, segundo enquadrado. O Rio Ave não tinha qualquer disparo nesta fase, mas registava já seis faltas.

  • Pizzi era, por volta dos 25 minutos, o jogador mais influente em campo. Para além da assistência, falhara apenas um passe até esta altura (em 28 entregas), e tocara 37 vezes na bola. O segundo em toques era Fejsa, que não falhara nenhum dos 21 passes. Mitroglou, com quatro remates em oito do Benfica, era o mais perigoso.
  • Aos poucos o Rio Ave assentou o seu jogo e “roubou” a bola ao Benfica, conseguindo aumentar para 45% a sua posse de bola por volta dos 40 minutos e 86% de passes certos. Ainda assim, sem conseguir rematar.
  • O Benfica parecia adormecido, mas acabou por marcar o 2-0, por Pizzi (42′), o sexto da conta pessoal na Liga NOS, com um toque subtil sobre Cássio, após uma extraordinária jogada de combinação com Rafa. Foi o nono remate dos “encarnados” no jogo, quarto enquadrado.

  • Intervalo Benfica com vantagem confortável ao intervalo, apesar da boa réplica do Rio Ave – conseguiu 45% de posse, 86% de passes certos, mas não realizou qualquer remate. As “águias” somaram nove disparos no primeiro tempo, quatro deles enquadrados, o que demonstrava boa eficácia. Mas esteve melhor ainda no passe, com 92% certos, muito por “culpa” dos 94% de acerto de Fejsa, dos 95% de Gonçalo Guedes e dos 91% de Pizzi. O médio português chegou ao descanso com um GoalPoint Rating de 8.8, mercê de uma bela exibição coroada com uma assistência, um golo, 60 toques na bola, três remates (dois à baliza) e dois passes para ocasião.
  • O primeiro remate do Rio Ave surgiu apenas aos 60 minutos, e enquadrado, por Rúben Ribeiro, e o segundo logo no lance seguinte, menos de um minuto volvido. Os nortenhos davam os primeiros sinais de querer discutir o resultado.
  • O Benfica revelava-se menos eficaz no passe nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, com apenas 69% de acerto, em comparação com os 92% da etapa inicial.
  • Curioso o facto de, por volta dos 65 minutos, o Benfica ter apenas cinco cruzamentos de bola corrida, para os oito do Rio Ave. A mobilidade dos seus extremos, Guedes, Cervi e Rafa, acabou por afunilar em demasia o futebol benfiquista. E nos remates, os “encarnados” não somavam qualquer tentativa aos 25 minutos do segundo tempo, contra as quatro dos vila-condenses.

  • Benfica “q.b.” no segundo tempo, com apenas 49% de posse por volta dos 80 minutos, e somente um remate, 70% de passes certos, contra um Rio Ave que chegava aos 77% nas entregas, cinco remates (dois à baliza), mas apenas dois passes para ocasião. Muito curto para disputar o “score” final.

O Homem do Jogo 👑

Pizzi, seis vezes Pizzi. Esta é a sexta ocasião em que o bragantino é o melhor em campo esta temporada, o dobro dos segundos mais “premiados”, e a quarta nos últimos cinco encontros. O médio registou um GoalPoint Rating de 8.0, e nem o segundo tempo mais apagado e a expulsão por duplo amarelo perto do fim lhe retiraram a distinção, pois o segundo melhor desempenho (Mitroglou) ficou a alguma distância. Trata-se do primeiro “MVP” a consegui-lo após ser expulso. Um golo, uma assistência, 87% de passes certos, dois passes para ocasião, 92 toques na bola e três intercepções. Imagem de marca.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Mitroglou 6.3 – O grego foi o segundo melhor em campo. Foi um perigo constante na primeira parte, fez o 1-0 e foi o mais rematador esta quarta-feira, com quatro disparos, dois enquadrados.
  • Roderick 6.1 – O ex-Benfica foi o melhor do Rio Ave. Ganhou dez de 11 duelos individuais, recuperou cinco vezes a bola e fez três desarmes, um deles dentro da grande área.
  • Luisão 6.3 – O capitão benfiquista teve uma noite de muita segurança, com quatro intercepção, um alívio (fundamental, dentro da área) e um desarme, e ainda subiu à área contrária para realizar dois remates.
  • G. Guedes 6.1 – Esteve em todo o lado. Teve sucesso em três de dez dribles tentados (o máximo do jogo), fez dois passes para ocasião, acertou 27 de 30 passes, fez cinco desarmes – o máximo foram seis, de… Cervi – e ganhou 12 de 19 duelos. Faltou-lhe calma para decidir melhor.
  • R. Ribeiro 5.5 – Não teve o melhor dos ratings, mas causou muitos problemas a Fejsa e à defesa do Benfica com a sua movimentação na segunda parte. Fez três remates, um enquadrado, e obrigou Ederson a aplicar-se. Ganhou dez de 17 duelos e ainda recuperou seis vezes a bola.