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O Benfica sofreu na Amoreira, mas venceu por 1-0, golo de Raúl Jiménez, de penalty, recuperando os quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto. Para a história fica um jogo intenso, que valeu pela segunda parte, com falta de eficácia e inspiração ofensiva, e que ficou marcado pelo regresso de Jonas aos relvados.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Arranque repartido, muita luta, pouca lucidez. Apenas um remate nos primeiros dez minutos, e para o Benfica – desenquadrado, de Gonçalo Guedes, na primeira ocasião do jogo -, 57% de posse para os da Luz, 47% de passes certos por parte do Estoril.
  • Por volta dos 20 minutos já as “águias” tinham o domínio total da partida, com 67% de posse, quatro remates (um à baliza), contra nenhum dos homens da “linha”, 80% de passes certos, e com os dois laterais, André Almeida e Nélson Semedo, donos do maior número de passes (17 e 19, respectivamente).
  • À meia-hora, na sequência de um livre, Bruno Gomes atirou ao poste direito da baliza de Ederson, no primeiro disparo dos da casa. E mais perto do intervalo, os números de Pizzi explicavam, em parte, a falta de ideias do Benfica: três passes para ocasião e quatro bolas colocadas na área adversária, mas nove passes falhados em 25 (64% de eficácia) e 16 perdas de posse em 37 toques na bola. O Estoril, por seu turno, somava cinco foras-de-jogo.

  • Intervalo O nulo ao descanso castigava sobretudo a pouca eficácia benfiquista no remate, pois os visitantes chegaram a esta fase com seis remates, apenas um enquadrado – Estoril com um disparo, e ao ferro. Os 65% de posse do Benfica não deixam margem para dúvida quanto a quem mandou no jogo, mas os apenas quatro passes para ocasião dos “encarnados” (três de Pizzi) e um do Estoril eram demonstrativos do pouco futebol jogado. Nesta altura, Nélson Semedo liderava o GoalPoint Rating, com 5.9 – até aqui os números eram modestos -, com três dribles eficazes em três tentativas, três cruzamentos (sem sequência), 44 toques na bola e dois foras-de-jogo provocados.

  • Estoril muito faltoso no reatamento, com quatro infracções nos primeiros dez minutos da segunda parte, e o Benfica com seis cruzamentos de bola corrida nesta fase, contra os nove que realizou em todo o primeiro tempo. A pressão do Benfica acabou por dar frutos aos 61 minutos, quando Raúl Jiménez marcou de penalty, a castigar mão na bola de Ailton.

  • A saída de Franco Cervi, para a entrada de Mitroglou, aos 68 minutos, voltou a coincidir com um perigoso recuo do Benfica, e com o Estoril a estar perto de marcar. Mas esse mau momento da equipa de Rui Vitória foi prontamente esquecido pelos adeptos benfiquistas, pois aos 78 minutos, Jonas entrou para o lugar de Jiménez, após longa ausência.
  • Jonas não perdeu tempo para criar pânico, pois aos 85 minutos rematara já duas vezes de cabeça com muito perigo, em apenas sete minutos em campo. Gustavo Tocantins também falhou de baliza aberta, já em período de compensação, num cabeceamento quase em cima da linha de golo que saiu ao lado.

  • Final de jogo emocionante, face à pressão do Estoril, que poderia ter empatado ao cair do pano. Mas o Benfica lá aguentou a vantagem, com números que sustentam o triunfo: 13 remates (12 dentro da área) contra oito, cinco enquadrados para três, 68% de posse de bola, nove passes para ocasião.

O Homem do Jogo 👑

Na primeira parte, Pizzi era uma sombra de si mesmo, muito face à estratégia do Estoril, que soube pressionar o médio e impedir espaços nas zonas em que o internacional português melhor trabalha. No entanto, a segunda parte mudou tudo e Pizzi terminou o jogo como melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 6.9. É que nesta fase efectuou mais três passes para ocasião – um total de seis, dos nove de toda a equipa benfiquista -, criou uma ocasião flagrante, acertou duas de quatro tentativas de drible, tocou 102 vezes na bola e fez 15 recuperações – o recorde nesta Liga NOS é de 16 – e entrou 12 vezes na área contrária. Ponto negativo, as 33 perdas de bola.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Jiménez 6.8 – O mexicano liderou o nosso rating durante quase toda a segunda parte. Fez o único golo da partida, em quatro remates, dois enquadrados, porém não mostrou a inspiração de outros jogos.
  • Moreira 6.6 – Pizzi e Moreira foram destaque na antevisão, por serem os melhores das respectivas equipas, e nesta partida tal voltou a acontecer. O ex-Benfica fez quatro defesas, três delas a remates dentro da área.
  • Jonas 5.7 – Impossível não falar nele. O brasileiro regressou à competição três meses depois, esteve 11 minutos em campo e mexeu com o jogo todo: dois remates (muito perigosos) de cabeça, um passe para ocasião, três duelos ganhos em quatro. Nem parece que esteve parado tanto tempo.
  • N. Semedo 6.5 – O lateral está em todas. Mais uma boa exibição, com sete cruzamento (ineficazes), três dribles eficazes em quatro tentativas, dez duelos ganhos em 16, seis desarmes, seis recuperações, seis entradas na área adversária.
  • Franco Cervi 5.4 – Não foi, nem de perto, o melhor jogo do argentino. Mas sempre que sai de campo o Benfica ressente-se e os adversários pressionam. Explica-se pela forma aguerrida como se entrega às acções defensivas em zonas mais adiantadas, e na Amoreira fez três recuperações e quatro desarmes.