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O Benfica voltou a repor em cinco os pontos de vantagem no topo em relação ao Sporting, que caiu para o terceiro lugar, com um ponto a menos que o FC Porto. As “águias” bem podem agradecer à eficácia de concretização e ao seu guarda-redes, Ederson, pelos três pontos somados no derby ante os “leões”, graças ao 2-1 final. Eduardo Salvio e Raúl Jiménez marcaram para os “encarnados”, Bas Dost para os de Alvalade.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Primeiros dez minutos com um Sporting aparentemente mais tranquilo e dono do remate inaugural do jogo (e enquadrado), para além de 51% de posse. Porém, os jogadores do Benfica mostravam-se mais fortes nos duelos individuais, com nove ganhos em dez.
  • Benfica fez o primeiro remate aos 12 minutos, por Rafa, que surgiu solto na esquerda, mas Rui Patrício amarrou. “Leões” com defesa muito subida a tirar espaços aos da casa, mas a exporem-se a passes para as suas costas.
  • Mais Sporting nos primeiros 25 minutos, altura em que somava seis remates, três enquadrados, contra um do Benfica, mas num rápido lance de contra-ataque, Rafa aproveitou o espaço na esquerda e, de “trivela”, assistiu Eduardo Salvio para o 1-0.

  • Tacticamente um jogo muito interessante. Ambas as formações conseguiam, à meia-hora, registar todos os seus remates de dentro das duas áreas. E os “leões” somavam já cinco passes para ocasião, contra dois do Benfica. Em termos individuais, Adrien Silva tinha acertado todos os 14 passes e Ederson registava três defesas.
  • Aos 44 minutos o Benfica fez o seu quarto remate (terceiro enquadrado), num erro leonino que isolou Raúl Jiménez, mas Rui Patrício negou um golo feito ao mexicano, que perdeu assim uma grande ocasião para marcar.
  • Intervalo O Benfica chegou ao descanso na frente, apesar de não ter dominado o jogo em termos de posse de bola (48%), nem em remates (sete para o Sporting, quatro para as “águias”, os mesmos três enquadrados), mas esteve superior nos duelos individuais (60%) e foi mais eficaz na concretização. Realce para o facto de os 11 disparos nesta fase terem acontecido todos dentro das grandes áreas e de o Benfica ter feito apenas duas faltas, para 12 dos “leões”. Três benfiquistas na liderança do GoalPoint Rating intercalar, Ederson na frente, com 6.6 graças às três defesas realizadas, duas com as mãos, uma com os pés. Segurança partilhada com Luisão (terceiro), com 5.8, e acompanhada pela eficácia de Salvio, que somava 6.2. Gelson (4.8), perigoso, não esteve inspirado, pois falhou as seis tentativas de drible.

  • Grande arranque de segundo tempo! Ocasião para o Sporting no arranque, com Joel Campbell a cruzar atrasado e Bas Dost a rematar forte ao ferro… mas na resposta o Benfica ampliou para 2-0, golo de Raúl Jiménez de cabeça, assistência de Nélson Semedo.
  • No entanto, Ederson continuou a brilhar e, à hora de jogo, o guarda-redes realizou espectacular defesa a remate de William Carvalho. E logo a seguir negou o golo a Bas Dost. O Sporting pressionava bastante nesta fase e registava seis remates no segundo tempo, para um do Benfica, e 56% de posse.
  • A dupla que criou aquele lance de perigo no reatamento voltou a fazer das suas, desta feita com Bas Dost (69′) a marcar mesmo, de cabeça, assistência de Campbell. Um golo que se estava a adivinhar.
  • Aos 75 minutos o Benfica ainda somava um só remate no segundo tempo (o do golo) e parcos 42% de posse de bola, tendência que se agravou após a entrada de Danilo para o lugar de Salvio, numa tentativa de segurar a vantagem. Ao invés, William Carvalho tinha já 11 recuperações de bola e 64 toques, o máximo de todo o jogo.
  • Últimos minutos menos esclarecidos de parte a parte, mas números totais a mostrarem um Sporting superior nos principais indicadores, como posse de bola (58%), remates (14 contra seis do Benfica por volta dos 85 minutos), e uma diferença pouco usual nas faltas cometidas, com 25 dos “leões”, nove das “águias”. Mas os benfiquistas lá aguentaram a vantagem, apesar de dar a ideia de que o empate iria surgir a qualquer momento.

O Homem do Jogo 👑

Brasileiro salvador das “águias”. Ederson foi o melhor em campo no derby da Luz, pois foi o bastião da equipa de Rui Vitória quando esta não conseguia travar o seu adversário. Os números finais mostram um Sporting superior, mas Ederson esteve à altura, com um GoalPoint Rating de 7.0, mercê de um punhado de grandes intervenções. No total, cinco defesas, algumas decisivas, à totalidade de remates de dentro da grande área, e ainda fez três recolhas.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Nélson Semedo 6.9 – Fugiu à mediania dos benfiquistas em termos individuais com mais uma exibição de garra defensiva e acutilância atacante. Fez a assistência para o 2-0, num de dois cruzamentos eficazes, e foi o jogador que fez mais desarmes (sete) e alívios (oito).
  • M. Zeegelaar 6.7 – Foi o melhor dos “leões”. Não conseguiu evitar o golo de Salvio, mas dificultou muito a vida ao argentino, que saiu em dificuldades físicas. Foi o único em campo a rematar de fora da área, fez cinco desarmes e duas intercepções e ganhou oito de 14 duelos.
  • Adrien Silva 6.0 – A meio da primeira parte ainda não tinha falhado qualquer passe, mas foi perdendo clarividência e terminou com somente 81% de passes certos, algo abaixo do que o médio nos tem habituado. Perdeu ainda 16 vezes a posse e foi cinco vezes desarmado… respondeu com cinco desarmes.
  • William Carvalho 5.7 – Não teve o melhor dos ratings, mas foi fundamental no posicionamento, para empurrar o Benfica na segunda parte. Acertou três de quatro tentativas de drible (!), foi quem mais tocou na bola (76), ganhou nove de 13 duelos e recuperou 11 vezes a bola.
  • Raúl Jiménez 4.7 – Custa ver um rating tão baixo no mexicano. Marcou um golo, trabalhou muito em prol da equipa, foi um quebra-cabeças para a defensiva leonina, enquadrou os seus dois remates. Mas as 21 perdas de posse e a ocasião flagrante falhada frente a Rui Patrício deixaram marca.
  • Alex Santos

    Mais um derby, mais uma tarde ou noite de emoções. Um estádio completamente cheio, com uma coreografia muito agradável. Nas bancadas o publico e a claque já davam um bigode ao Sporting, mas o importante era o que se passava dentro das quatro linhas.

    Na primeira parte vi um jogo fechado, ambas as equipas preocupadas em não dar espaços. Grande parte do tempo a nota predominante foi o equilíbrio. Aqui e ali algumas oportunidades de golo para ambos os conjuntos. Golo que nasce as 24 minutos, marcado por Sálvio perante uma assistência de Rafa. Em 3 contra ataques do Benfica, um deles dá golo.

    O Sporting sente o golo nos minutos seguintes, a equipa leonina andou algo atordoada e nesse período podia ter sofrido o segundo por Jimenez, valeu Patrício. O lado mais objectivo para o Sporting e mais frágil para o Benfica era efectivamente pelo lado de André Almeida, em algumas situações foi predominante as defesas de Ederson. Nos últimos minutos o
    Sporting teve um pouco melhor. No geral e em resumo a primeira parte avalia-se com muita
    intensidade, as equipas muito iguais na abordagem ao jogo, só faltava ver quem iria ter mais pulmão no decorrer da 2º parte. O resultado, no meu ponto de vista, é merecido para o Benfica.

    A segunda parte começa com as pilhas no máximo. Benfica e Sporting entram com fome e determinação para a obtenção de um golo. Ou seria a igualdade, ou seria dilatar o marcador. Houve oportunidade para o Sporting empatar, com uma bola ao poste. Por parte do Benfica a conclusão foi mais feliz, Jimenez de cabeça faz o segundo aos 47 minutos. O jogo continuou a ser intenso um bom derby diga-se de passagem. Também é certo que Ederson evitou por várias vezes o golo do Sporting, pelo menos em duas oportunidades flagrantes. Se o jogo estava bom e intenso até ás substituições por parte do Benfica, depois de executadas as coisas no meu ponto de vista ficaram mais “negras”. Admito, e volto a frisar, admito que tivessem que ser efectuadas por cansaço dos jogadores, no entanto e estou convicto que os mais atentos notaram que as alterações não melhoraram a equipa.

    Com as alterações efectuadas e com as modificações em campo operadas por Rui Vitória, o
    meio campo do Benfica deixou de existir. Se Pizzi era o “maestro” e o que pautava o jogo ofensivo do Benfica até então, a partir do momento que foi para uma das alas com a entrada de Danilo, não mais o Benfica foi ofensivo o suficiente para empurrar e não deixar jogar o Sporting. Pelo contrário, a partir dessas alterações tácticas, o Benfica começou a ser empurrado pelo Sporting. O golo do Sporting é produto disso mesmo, pela cavalgada ofensiva que conseguia impor no terreno de jogo. As transições ofensivas seguiam-se tanto no miolo do terreno, como nas costas de Nelson Semedo. Mesmo nos últimos minutos o Sporting conseguia sufocar o Benfica. Graças a Deus que o jogo estava no fim, com o apoio do publico o Benfica teve um ultimo fôlego, conseguio esticar-se para se chegar á frente e terminar a partida saindo vencedor.

    No rescaldo. É certo que estou muito satisfeito pela vitória, é certo que estou muito satisfeito
    por continuar líder no campeonato, é certo que estou muito satisfeito por estar novamente com 5 pontos de vantagem, mas também é certo que o Benfica necessita com muita urgência de contratar um médio centro ofensivo de grande qualidade. Danilo e companhia não me satisfazem. Esteve á vista de toda a gente que quando Pizzi saiu da zona central, o caudal ofensivo do Benfica caiu a pique. Volto a dizer, estou muito satisfeito pela vitória, mas a equipa necessita e muito de um médio ofensivo de qualidade, hoje mais uma vez isso foi evidente. Peço á direcção do Benfica que abra os olhos para este pormenor. Admito
    também que possa ter havido alguma grande penalidade por marcar, mas como não tenho a certeza.! Homem do jogo, vou eleger Ederson. Não fosse ele e o resultado podia ter sido bem diferente. Também é justo dizer que a defesa do Benfica esteve hoje mais certinha.

  • Roger

    Ha hipótese de consultar as estatisticas individuas de cada jogador? Gostava de saber a distribuição de faltas por parte dos jogadores do Sporting. Obrigado