Já haviamos efectuado exercícios semelhantes à 10ª e 11ª jornadas da Liga NOS 16/17, na senda da tradição estabelecida pelo Barómetro GoalPoint, na comparação do desempenho acumulado de Benfica, Porto e Sporting. Finda a primeira volta para os três “grandes”, revisitamos esta análise, comparando os candidatos não só entre si mas também face ao que fizeram na época passada.

Começamos pelo desempenho equiparado entre os três emblemas para, em seguida, darmos conta de como a “radiografia” actual se compara com o que fizeram na Liga 15/16. Recomendamos uma visita rápida às nossas definições de variáveis caso surja qualquer dúvida face aos conceitos apresentados.

O “Barómetro” no final da 1ª volta

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O Barómetro GoalPoint atribui um ligeiro ascendente estatístico ao FC Porto, uma conclusão polémica mas cuja surpresa não será novidade para quem nos acompanhou na época passada, durante boa parte da qual o nosso Barómetro gerou discussão (por atribuir aos “encarnados” semelhante ascendente), desfeita à medida que a época se foi desenrolando.

Neste momento é caso para dizer que os “dragões” são os seus principais adversários, tendo em conta o enorme desperdício que protagonizam. Tendo em conta o acerto defensivo que demonstram, este ano é fácil perceber que o conjunto de Nuno Espírito Santo podia estar “taco a taco” com o Benfica ou mesmo a liderar a prova, caso apresentasse um pouco mais de acerto.

Já no que toca aos “leões” a quebra é clara face ao que fizeram em 15/16 e nota-se, não só no comparativo com os rivais, mas também (e sobretudo) com o Sporting da última época, conforme iremos demonstrar nas próximas páginas.

Benfica
Vai bastando manter o nível

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A primeira volta do Benfica 16/17 tem sido bem menos angustiante para os “encarnados” do que o foi na época passada, bastando para isso olhar para a tabela classificativa. Curiosamente, tal não corresponde aparentemente a uma real necessidade de melhoria de um Benfica que, apesar da liderança, não contou ao longo destes 17 jogos com algumas das suas principais unidades com a regularidade expectável.

O Benfica líder remata mais do que a sua versão 15/16 mas fica-se por aí no que diz respeito a incremento de produção relevante. O sector ofensivo é, compreensivelmente, aquele que regista as principais quebras, ou não tivesse a “águia” aprendido a viver sem o preponderante Jonas durante boa parte deste período: os “encarnados” criam menos ocasiões claras de golo e concretizam menos do que o faziam, mantendo, no entanto, o mesmo registo de golos sofridos com que se sagraram campeões em Maio.

Na próxima página: o “check-up” de “Dragões” e “Leões”