Repetindo o que já tínhamos feito na época passada, e enquanto esperamos pela conclusão do play-off da Liga 2 para anunciar os melhores treinadores da época nas competições profissionais em Portugal, adiantamos serviço em relação ao melhor “mister” português a treinar por essa Europa fora.

RTG™ | O Treinador português do ano 15/16... lá fora
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Em 2015/16, o melhor foi Marco Silva, depois de uma época em que bateu todos os recordes pelo Olympiacos, mas o ranking já deixava pistas para o que viria a acontecer esta época, como o bom desempenho de Pedro Emanuel em Chipre, que se veio a confirmar no Estoril, ou a fraca prestação de Nuno Espírito Santo no Valência, que foi repetida no FC Porto.

Numa altura em que ainda se discute quem deve suceder a NES no comando técnico dos “dragões”, e com vários nomes que treinam “lá fora” a virem à baila, importa perceber como estes treinadores estiveram na época que está prestes a terminar, à luz do critério objectivo ditado pelo grau de dificuldade de cada jogo segundo as casas de apostas.

11º a 16º Vítor Pereira cai com estrondo

Entre os 16 treinadores portugueses que treinaram esta época em campeonatos minimamente relevantes da Europa, apenas seis terminaram a temporada com pontuação negativa, o que se pode considerar positivo. No entanto, há “nomes grandes” entre as desilusões.

Desde logo José Mourinho. Depois de já ter sido o pior pontuado na época passada, quando treinava o Chelsea, o “Special One” não foi tão especial assim e voltou a estar abaixo das expectativas. Na Premier League, venceu menos de metade dos jogos, terminando em sexto lugar, e nem a vitória na Liga Europa, com um percurso bastante acidentado, conseguiu virar a pontuação a seu favor.

Paulo Bento não conseguiu igualar o bom percurso de Marco Silva ao serviço do Olympiacos, acabando por ser despedido antes do final da época, sobretudo graças a uma campanha pobre na Europa. Ainda assim, entre os técnicos mais conhecidos a grande desilusão foi mesmo Vítor Pereira. Depois de entrar no 1860 Munique em Janeiro, elevando ele próprio as expectativas com promessas de bons resultados e futebol atractivo, o último treinador campeão ao serviço do FC Porto acabou por descer ao terceiro escalão germânico.

Pior que Vítor Pereira apenas dois nomes que, sem surpresa, não duraram até final da época nos seus clubes. Leonel Pontes conseguiu apenas oito vitórias em 28 jogos ao serviço do Debrecen, pondo em risco a manutenção de um clube que se tinha qualificado para as competições europeias na época anterior. Já José Morais entrou no AEK a meio da época e venceu apenas cinco dos 14 jogos que disputou, numa equipa que acabaria por ficar em segundo lugar no campeonato.

a 10º Confirmações de Carvalhal e Marco Silva

Fora do “pódio” mas com épocas positivas, encontramos sete treinadores portugueses. Curiosamente, entre o quinto e o nono lugar estão técnicos que foram chamados a meio da época para resolver situações complicadas e mostraram serviço. À cabeça, Marco Silva, com 553 pontos. O ex-treinador do Sporting pode até não ter conseguido o objectivo de manter o Hull na Premier League, mas desafiou as probabilidades ao manter-se na luta até à penúltima jornada, dispondo provavelmente do pior plantel do campeonato.

Também pelas Ilhas britânicas deixou boa impressão Pedro Caixinha, que assumiu os últimos meses desta época como uma fase de transição para uma época 17/18 mais ambiciosa no Rangers e, mesmo assim, conseguiu resultados positivos. Toni Conceição, Lito Vidigal e Ricardo Sá Pinto foram outros treinadores a confirmar carreiras com resultados tipicamente acima da média.

Mesmo à porta dos três primeiros ficou Carlos Carvalhal, treinador para quem a época foi ingrata mais uma vez, vendo-se afastado da subida à Premier League através de grandes penalidades. No entanto, à semelhança da época passada, conseguiu resultados acima das expectativas, tendo até em conta a atípica onda de lesões que enfrentou.

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