O empate sem golos no “clássico” do Dragão, entre FC Porto e SL Benfica, já fez correr muita tinta. E há até quem tenha falado de futebol ao analisar o jogo grande da 13ª jornada! Como ficámos entusiasmados com isso, e não nos cansamos de abordar o jogo jogado, nada como um pequeno rescaldo ao que ficou de mais relevante do encontro de sexta-feira, tendo como ponto de partida alguns duelos individuais – aliás, como o fizemos numa das diversas peças de antevisão ao encontro.

Dois jogadores estão nas bocas do mundo, por motivos diferentes: Bruno Varela, pelo que dele alguns adeptos desconfiam, mas que fez questão de fazer calar as críticas – pelo menos durante uma semana; Moussa Marega, em foco pelos piores motivos, neste caso desperdiçar três ocasiões flagrantes de golo (como a definimos? confirme neste link), ao mesmo tempo que estabelecia um novo registo.

Mas a partida não se limitou a estes dois jogadores e teve muitos protagonistas. Decidimos olhar para os números de seis elementos de cada um dos conjuntos, que ocupam as mesmas posições no terreno, para percebermos quem se superiorizou a quem na soma de qualidades individuais, reflectidas nos desempenhos colectivos.

Fiabilidade nas balizas

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  • José Sá até começou o jogo com uma saída pelo ar falhada, mas acabou por ter uma prestação positiva, com duas defesas, ambas a remates dentro da sua área, uma delas, na segunda parte, a negar o golo a Krovinovic (a quarta ocasião flagrante do jogo, todas desperdiçadas)
  • Bruno Varela foi, para muitos, um dos grandes responsáveis pelo ponto conquistado pelo Benfica. O guardião fez quatro defesas, três delas a remates dentro da sua área, e ganhou os dois duelos que disputou pelo ar.
  • O guarda-redes benfiquista pecou apenas no passe, pois tentou 31 e apenas conseguiu 23% de entregas certas para os seus colegas.

Torres eficazes

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  • Jogo com algum trabalho para as duas defesas, mais para a do Benfica na segunda parte. No comparativo de desempenhos, o portista Felipe terminou com um rating bem acima do benfiquista Jardel – que, porém, também teve uma prestação positiva.
  • Jardel teve números próprios de uma equipa que jogou com linhas bem juntas e a defesa mais subida, pois sozinho provocou os cinco foras-de-jogo em que caíram os jogadores do Porto, três deles Aboubakar.
  • O benfiquista somou 15 acções defensivas, contra as 14 do portista, mas este último ganhou a totalidade dos cinco duelos aéreos que disputou – Jardel venceu quatro de cinco.

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