Moussa Marega já foi alvo das mais variadas análises. Tosco para alguns, muito útil para outros, o mais provável é que todos tenham razão, dependendo do contexto competitivo de que estamos a falar.

Se na Liga NOS o maliano tem sido alvo de rasgados elogios (desde a época passada em Guimarães), ao ponto de ter conquistado não só a crítica como a titularidade e as bancadas do Dragão, quando entramos num patamar competitivo mais elevado, como são exemplo os jogos da Liga dos Campeões, as suas fragilidades ficam bem expostas.

O jogo da terceira jornada, em Leipzig, foi apenas mais uma amostra de o que Moussa Marega (não) é capaz quando o nível de exigência aumenta. Obrigado a pisar zonas do terreno mais distantes da baliza e tendo menos apoio colectivo dos seus colegas, o maliano vê-se obrigado a tentar resolver problemas para os quais não está talhado, falhando quase invariavelmente nessas tarefas. O problema fica óbvio quando olhamos para as perdas de posse de Marega em comparação com o restante “plantel” da mais importante competição futebolística da Europa.

#JogadorEquipaAcções com bola% Perdas de posse
1MaregaPorto13352,6%
2TeodorczykAnderlecht8542,4%
3AloneftisAPOEL13441,8%
4P. RobertsCeltic7541,3%
5LayúnPorto9041,1%
21Gelson M.Sporting8235,4%
94R. JiménezBenfica6924,6%

Mínimo de 65 acções com bola na Champions League 17/18
Fonte: GoalPoint / Opta

Os números acima são quase chocantes. Marega é o único, entre 337 jogadores de campo, que perde mais de metade das jogadas em que participa, e a larga distância do segundo. As razões são simples: 53% de eficácia no passe, 11% de eficácia no cruzamento e 25% de eficácia no drible. Números que obrigam a uma reflexão, sobretudo ao lembrar que Marega jogou os 270 minutos já disputados pelo FC Porto na competição.

Ainda neste malfadado top-5 aparece Miguel Layún. O mexicano – que tem sido opção surpreendente num lugar que parecia ser de Ricardo Pereira – bateu ontem um recorde negativo desta edição da Liga dos Campeões, contribuindo muito, assim, para uma das piores exibições da “era Sérgio Conceição”.

Muito elogiado por alguns “coelhos” que já sacou da cartola esta época, o jovem técnico teve ontem várias opções negativas, das quais quererá tirar lições para o futuro. A mais polémica de todas, a saída de Casillas, também pareceu tudo menos acertada ainda antes do apito inicial, e a estatística, mais uma vez, já dava indicações para o que veio efectivamente a correr mal.

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