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O FC Porto realizou uma exibição de gala no Mónaco e venceu por 3-0 na visita à equipa de Leonardo Jardim, em jogo da segunda jornada do Grupo G da Liga dos Campeões. Os portistas deram o domínio de jogo aos campeões de França e controlaram todos os momentos do jogo, numa aposta nas transições rápidas que deram frutos logo desde a primeira parte. Pode não se ter superiorizado na posse de bola, mas a objectividade lusa garantiu-lhe mais remates, mais lances de perigo e três pontos saborosos, numa exibição que “incendiou” o Principado.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Surpresa portista com a inclusão de Sérgio Oliveira de início. Naturalmente (ou talvez não), o Mónaco assumiu cedo o controlo da partida, com o único remate (e enquadrado, da autoria de Falcao) da partida aos dez minutos, e 56% de posse de bola.

  • Os “dragões” equilibraram a partida aos poucos e, aos 20 minutos, a diferença de posse era mínima (51%-49%). Ofensivamente as duas equipas sentiam dificuldades para criar perigo e rematar.
  • Porém, o Porto estava a conseguir transições rápidas e, aos 31 minutos, os “dragões” marcaram. Danilo Pereira rematou, Diego Benaglio defendeu, Aboubakar fez a recarga para nova defesa do suíço, mas à terceira o camaronês marcou mesmo. Em poucos segundos o Porto fez os seus três primeiros remates, todos enquadrados, e colocou-se em vantagem.
  • O Mónaco sentiu o golpe e, apesar de manter um certo domínio, com 57% de posse e 88% de passes certos, era o Porto que mais perigo criava, com cinco remates, três deles enquadrados, por volta dos 40 minutos. Os monegascos mantinham-se nos dois disparos, ambos com boa direcção.

  • Intervalo Belíssima primeira parte do Porto. A colocação de Sérgio Oliveira de início deu capacidade de choque aos “dragões” que taparam os caminhos para a sua baliza e conseguiram marcar num dos lances de perigo que criaram. Ao intervalo o melhor em campo era Yacine Brahimi, com um GoalPoint Rating de 6.0. O argelino está em grande forma e chegou a esta fase com um remate (desenquadrado), um passe para finalização e cinco dribles certos em oito tentativas.

  • Aos 59 minutos, Marega isolou-se, mas rematou à figura de Benaglio. Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo os “dragões” registavam 43% de posse e os únicos dois remates do segundo tempo, embora sem a melhor direcção. Nesta fase os “azuis-e-brancos” tinham já oito disparos contra dois dos homens da casa. O Mónaco destacava-se nos cantos, com seis, contra dois dos portugueses.
  • Mas esta era noite do Porto e de Aboubakar. Aos 69 minutos, ataque rápido dos portistas pela direita, Marega cruzou rasteiro para o camaronês e este, só com o guarda-redes pela frente, fez o 2-0. Aconteceu ao décimo remate do Porto, quarto enquadrado.
  • Aos olhos saltava a facilidade com que o Porto entrava na grande área monegasca. Dos 12 remates realizados até aos 75 minutos, dez aconteceram dentro da área de Benaglio.

  • A exibição de gala do Porto ficou consumada aos 89 minutos. Numa jogada confusa, com vários remates e defesas, a bola acabou por chegar a Miguel Layún que, na grande área, rematou para o 3-0. A assistência foi de Marega, a segunda. E assim o Porto voltou a bater o Mónaco por 3-0, 13 anos após a final da Liga dos Campeões, em Gelsenkirchen.

O Homem do Jogo 👑

É o homem do momento no Dragão. Yacine Brahimi está numa forma excepcional e voltou a prová-lo esta terça-feira na Liga dos Campeões. Na prestação sumptuosa do FC Porto, o argelino foi o melhor em campo, apesar de não ter marcado qualquer golo. No entanto, esteve na génese da jogada do 2-0 e terminou a partida com nove tentativas de drible, tendo sucesso em seis delas, e acertou 85% dos passes que realizou. Ganhou ainda oito de 14 duelos e terminou com um GoalPoint Rating de 6.9.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Aboubakar 6.4 – O camaronês foi o homem-golo do jogo. Fez três remates, todos enquadrados, e marcou dois golos. Mostrou sentido de baliza e oportunismo, e só não terminou com um rating superior porque desperdiçou uma oportunidade flagrante.
  • Miguel Layún 6.5 – Só esteve 22 minutos em campo, mas foi tempo suficiente para acertar as suas duas tentativas de drible e marcar um golo no único remate que realizou.
  • Rachid Ghezzal 6.7 – Numa noite de argelinos, Ghezzal foi também o melhor da sua equipa, e foi o único a rivalizar com Yacine nos dribles: tentou sete e teve sucesso em cinco. Fez ainda dois passes para finalização e ganhou 11 de 18 duelos.
  • M. Marega 6.2 – Fez duas assistências para golo e só por isso merece destaque. Tentou seis vezes o drible e teve sucesso em dois, e enquadrou outros tantos remates em três disparos. Participou em 22 duelos e ganhou 12, mas pecou nos maus controlos de bola (5).
  • Falcao 5.1 – Grande era a expectativa em torno de Falcao, pelos golos que marca e pelo facto de defrontar uma das suas ex-equipas. Mas o colombiano esteve apagado. Rematou quatro vezes e apenas enquadrou um disparo, e fez dois passes para finalização. Pouco mais.

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