O FC Porto está diferente da época passada. Para melhor, arriscamos dizer. E um dos detalhes em que tal se nota é na relação do “dragão” com as ocasiões flagrantes (1×1 ou mesmo 1×0 com a baliza pela frente), não só na quantidade com que são criadas, como também na eficácia de aproveitamento – tal como já fizemos notar no Barómetro da Liga NOS à oitava jornada.

Se há números que impressionam é o das ocasiões flagrantes criadas pelos “azuis-e-brancos”. A equipa de Sérgio Conceição cria uma média de 4,0 destas oportunidades por jogo, muito acima das 2,5 da temporada transacta, número que, mesmo assim, foi o mais elevado em 2016/17. Este valor explica em grande parte o facto de os “dragões” serem o melhor ataque do campeonato, com 19 golos.

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A eficácia de aproveitamento destes lances também melhorou (44% em 2016/17 para 53% esta época), e esse facto deve-se à competência individual na frente de ataque. Sob o comando de Conceição, os “dragões” parecem mais inspirados frente à baliza, com Aboubakar em destaque no número total de ocasiões flagrantes em que se vê envolvido, mas Marega e Brahimi a mostrarem maior competência nestes lances, como pode conferir na infografia abaixo. Para lá da competência individual do finalizador terá também influência o contexto como, com Conceição, essas ocasiões são criadas pois apesar da adjectivação “flagrante”, há mesmo assim ocasiões… e ocasiões. O “dragão” está também mais “vertical”, como é possível conferir no já referido Barómetro.

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De notar que, à oitava jornada, Aboubakar já soma praticamente metade das ocasiões flagrantes de que André Silva dispôs em 2016/17, sendo que Marega já usufruiu de dez oportunidades nas oito primeiras rondas de 2017/18, para as 16 de “Tiquinho” Soares em 15 partidas. E Brahimi soma já metade das de Diogo Jota em toda a época transacta.

Curioso será perceber, à medida que a Liga NOS avança, até que ponto o FC Porto conseguirá manter estes valores até final da temporada. Será possível sustentar este pendor ofensivo, em qualidade e em quantidade? Estaremos cá para o esclarecer, um pouco mais à frente.