No que toca aos dribles (e não só), não é a primeira vez que se destacam por aqui os seus feitos. Na época passada, Bruma bateu recordes na Liga turca e foi dos melhores da Europa na arte de ultrapassar adversários, mas os registos eram muitas vezes relativizados pelo facto de actuar fora das competições de topo.

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Pois bem, a “resposta” não demorou, na competição mais difícil do Mundo. Após ter sido, na quarta-feira, uma das figuras daquele que foi, estatisticamente, um dos jogos mais espectaculares da última ronda da fase de grupos – com um total de nove dribles eficazes, registo apenas superado por Banega (11, no Maribor vs. Sevilla) e Salvio (10, no CSKA vs. Benfica) em toda a competição -, Bruma subiu mesmo ao topo do ranking de melhores dribladores da fase de grupos.

GoalPoint-Ranking-Champions-Dribles-infog
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O português tentou uma média de 9,6 dribles a cada 90 minutos de jogo, conseguindo uma excelente taxa de sucesso de 69%, o que lhe vale o registo de 6,6 dribles eficazes por 90 minutos, acima de craques como Neymar (6,3 / 90m, 52% sucesso), Hazard (5,6 / 90m, 71% sucesso) ou Messi (4,0 / 90m, 59% sucesso).

No “top 5” ficou o portista, e seu companheiro de grupo, Brahimi. O argelino também é um habitué destes rankings, tendo-o até já vencido noutras edições da prova, e voltou a não deixar créditos por “pés” alheios em 2017/18.

Mas se pensa que Bruma se limita a ser um rápido individualista, pense outra vez. O “nosso” craque não marcou ou assistiu, mas com 3,6 remates e 2,6 passes para finalização a cada 90 minutos, ficou no “top 20” da prova em ambas as variáveis, algo de que poucos se podem gabar. Isto deu-lhe o direito de ser o segundo melhor português no que aos GoalPoint Ratings diz respeito, apenas atrás do inevitável Cristiano Ronaldo.

#JogadorClubeGoalPoint Rating
1Cristiano RonaldoReal Madrid7.03
2BrumaRB Leipzig6.67
3PepeBesiktas6.24
4Bernardo SilvaMan City6.17
5Rui PatrícioSporting5.95

Melhores portugueses com um mínimo de 270 minutos de utiilização

Com o Mundial 2018 aí à porta, Bruma dá fortes sinais de vir a merecer um lugar nos 23 eleitos. Agora que já está a provar a sua qualidade ao mais alto nível, cabe ao seleccionador olhar para ele com muito atenção e saber aproveitar aquele que é, provavelmente, o melhor português da actualidade no que toca aos desequilíbrios individuais.