Após um interregno de três jornadas (a repetir, de agora em diante, para aumentar a relevância das variações analisadas) regressa o Barómetro GoalPoint do desempenho dos “três grandes” e… que confusão que para aqui vai. Para facilitar o entendimento da mesma optámos por converter algumas variáveis, cuja média entre os emblemas se apresentava demasiado próxima, em valor absoluto, opção à qual recorreremos sempre que se justificar para melhor esclarecer as diferenças entre os candidatos.

Eis os números após a 18ª jornada:

Barómetro 2015/16 - Jornada 18
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

É a eficácia meus caros

A curiosa proximidade entre Benfica, Porto e Sporting no número de remates que conseguiram enquadrar até ao momento salta desde logo à vista: o líder apenas fez menos dois disparos enquadrados com a baliza do que o segundo classificado e, no entanto…. dez golos separam as duas equipas. O registo perde estranheza ao constatarmos a taxa de concretização do total de remates que cada equipa produz, com os “encarnados” a naturalmente liderarem. A “águia” não só remata mais como obtém proveitos disso mesmo com maior regularidade. Não admira assim que os comandados de Rui Vitória sejam a equipa mais goleadora da Liga neste momento.

“Leão” passa a permitir veleidades

Sem nunca ter sido, estatisticamente, a equipa mais rematadora ou produtiva no plano ofensivo, o Sporting de Jesus foi durante várias semanas a melhor defesa, na hora de medir o número de remates enquadrados que permitia à sua baliza. Tudo mudou, após três jornadas e em especial as duas últimas, nas quais o “leão” sofreu quatro golos e permitiu 12 remates enquadrados à sua baliza, a uma média de quatro por jogo quando até então permitia apenas 1,9 por encontro. A dificuldade (de pelo menos um) dos adversários (Braga) poderá explicar parte da questão mas certamente não tudo, sobretudo se tivermos em conta que Jesus se viu forçado a substituir William Carvalho ao intervalo em dois dos três jogos em análise, com o “leão” a perder em ambos ao intervalo. Sinais de permeabilidade? Os próximos jogos ajudarão a esclarecer.

Um Porto de… andebol

Não vale a pena insistirmos no tema, tantas vezes abordado no GoalPoint, basta a ideia resumo: o principal legado que Lopetegui deixa no Dragão é uma equipa que se transformou, ao longo de dois anos, numa verdadeira máquina de desperdiçar jogo. Os “dragões” até lideram uma variável teoricamente importante, o número médio de passes para ocasião, mas esse facto apenas ilustra com exactidão quantificada o quanto desperdiçam os “azuis-e-brancos” as oportunidades que criam, tornando-se por vezes aflitivo observar a forma como uma equipa que coloca a bola com facilidade nas imediações da área adversária demonstra (há muito tempo) uma incapacidade crónica para apresentar proporcional acutilância nas acções que realmente podem resultar em golo.

No momento em que redigimos este Barómetro anuncia-se a chegada de José Peseiro ao Dragão, o qual poderá pelo menos confortar-se com o facto de, não fosse a falha de Iker Casillas em Guimarães e provavelmente o Porto teria, neste momento, um registo estatístico líder no plano defensivo, pois já é a equipa que menos remates enquadrados permitiu até agora, uma “coroa” que foi pertença dos “leões” durante quase toda a primeira volta.

O Barómetro regressa após a 20ª jornada, bons jogos!