Já o prevíamos. A revisão do Barómetro GoalPoint do desempenho dos candidatos apenas duas jornadas após o último ponto de situação acaba por resultar em poucas novidades, mas ainda assim… curiosas.

Se noutras épocas as diferenças de produção entre os “grandes” terão sido mais pronunciadas por esta altura do campeonato, desta feita nota-se uma interessante proximidade em diversos indicadores, o que acaba por ter expressão na curta diferença pontual que, a poucas jornadas do fim, ainda se mantém. Mas antes da análise vamos ao barómetro após a 27ª jornada da Liga NOS 15/16:

Barómetro 25ª J | Eficácia vai fazendo a diferença
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Eficácia garante a “águia”

Na última revisão do Barómetro focámos o desperdício dos candidatos enquanto principal factor diferenciador na corrida ao título. Sem nos querermos repetir, torna-se impossível não regressar ao tema quando, em dois jogos, Sporting e Porto falharam três ocasiões flagrantes cada, enquanto o Benfica falhou… zero. Se a isto somarmos o registo próximo de remates enquadrados e o cruzarmos com as diferenças de concretização, estas mais evidentes, torna-se fácil perceber o que vai fazendo a (curta) diferença no topo da classificação: a eficácia diante da baliza adversária, até mais do que a solidez defensiva.

Jesus atenua desperdício?

A defesa deixou, aliás, de distinguir os dois candidatos mais próximos do título: Benfica e Sporting permitem agora precisamente o mesmo número de remates enquadrados com a sua baliza, com um único golo sofrido de diferença a justificar a maior eficácia de Rui Patrício face aos homens que já ocuparam a baliza “encarnada”, Júlio César e agora Ederson. Mas se olharmos para a frente percebemos que o Sporting (50) atingiu precisamente o dobro das ocasiões flagrantes falhadas pelo Benfica (25). Uma diferença tão acentuada poderia, em condições normais, justificar uma maior distância pontual, mas a verdade é que os “leões” se mantém bem vivos na luta pelo título, pelo que, confrontados com a eventual falta de qualidade individual diante da baliza, sobra o trabalho colectivo, e logo… Jorge Jesus, o treinador que consegue colocar Bruno César a render (e bem) a lateral-esquerdo.

Peseiro aguenta “dragão”

Por fim o Porto. O “dragão” continua a não se destacar pela positiva em nenhum factor relevante e mesmo aquele em que merece atenção (média de passes para ocasião de golo por jogo) apenas sublinha o que já sabíamos: os “azuis-e-brancos” são o candidato que menos aproveita as ocasiões que cria. Apesar de tudo o Porto mantém a diferença pontual e até melhorou marginalmente (uma décima) o seu desempenho estatístico GoalPoint Ratings, pelo que, a manter as ligeiras melhorias, apenas irá contribuir para o que já poucos duvidam: um final de Liga NOS emocionante.