Portugal venceu por 1-0 a Dinamarca e garantiu o apuramento para o Euro 2016, objectivo para o qual bastava apenas o empate à selecção “lusa”. A exibição pode não ter “enchido olho” (raramente o tem sido) mas Moutinho selou um apuramento digno dos pergaminhos da equipa das “quinas”.

Fernando Santos apostou num onze com miolo reforçado, com Danilo, Moutinho, Tiago e Bernardo Silva, embora este descaído na direita, a fazer lembrar o que, por vezes, Lopetegui tem feito com André André. Já os dinamarqueses (a quem a noite sorriu noutras paragens, com a vitória da Sérvia na Albânia por 2-0) abordaram o encontro num 4-4-1-1, com Bendtner solto na frente e com um irrequieto Braithwaite a personificar atrevidas incursões pelo flanco direito (sobretudo na primeira parte).

TOADA MORNA

Portugal entrou forte na partida, embora com pouca objectividade, defeito que marcaria toda uma primeira parte na qual os “lusos” remataram pouco (cinco remates, um enquadrado), cruzaram muito (20 cruzamentos de bola corrida) mas somaram poucas oportunidades, também por culpa de uma defesa nórdica que teimava em anular os passes de “morte” na hora H, com destaque para Kjaer, que terminou a partida com nada menos do que… 16! alívios defensivos, muitos deles fundamentais à manutenção do empate.

O encontro chegava empatado ao intervalo sem grande surpresa, dado a pouca acutilância portuguesa e o desacerto dinamarquês, que apesar de somar três remates não enquadrou nenhum com a baliza de Rui Patrício.

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