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A Selecção de Portugal cumpriu a sua obrigação de ganhar na visita a Andorra. Assim, uma vitória basta sobre a Suíça, na terça-feira, para garantir a presença no Mundial de 2018. Mas nem tudo foi fácil. Após uma primeira parte de intenso domínio, mas sem qualquer golo, Cristiano Ronaldo teve de ser chamado por Fernando Santos ao intervalo para resolver a questão. E resolveu. Marcou um golo e esteve no lance do 2-0, resultado final deste encontro do Grupo B.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Domínio avassalador de Portugal nos primeiros dez minutos no sintético de Andorra, com 88% de posse de bola, mas a esbarrar na muralha da selecção da casa. Por isso, apenas um remate, e desenquadrado, de Pepe, mas cinco cruzamentos e 92% de eficácia de passe eram bons indicadores.

  • Aos 25 minutos, Quaresma falhou um golo quase feito, ao surgir ao segundo poste, na esquerda, a cabecear para fora, quando tinha tudo para marcar. Nesta altura, a turma das “quinas” registava 84% de posse, 89% de passes certos, três remates, todos desenquadrados, e 13 cruzamentos de bola corrida. Apenas dois passes para finalização em todo o jogo, ambos de Portugal, por Danilo e Quaresma. Muito pouco.
  • Aos 33, André Silva atirou por cima, em força, quando tinha apenas Josep Gomes pela frente. Nesta fase, Danilo Pereira destacava-se dos demais, com um GoalPoint Rating de 6.1, fruto de seis duelos ganhos em oito, dois desarmes e uma eficácia de passe assinalável.

  • Perto dos 40 minutos, a formação lusa levava já oito remates, contra nenhum de Andorra, mas apenas dois enquadrados, para além de 84% de posse. Os anfitriões já se aprestavam para fulminar, nesta altura, a média de faltas por jogo, que se cifrava em 17,8 por 90 minutos, uma vez que já registavam 14.

  • Intervalo Primeira parte frustrante para Portugal. Perante um adversário claramente de outra “divisão”, os campeões da Europa não foram capazes de consumar uma superioridade total ao longo dos primeiros 45 minutos. Ao descanso, os lusos somavam nove remates, dois enquadrados, contra nenhum disparo de Andorra, 83% de posse de bola, 17 cruzamentos e 87% de eficácia de passe. Danilo era o melhor em campo nesta altura, com um GoalPoint Rating de 6.3. Dos seis passes para finalização, dois foram da autoria do médio do FC Porto, que terminou ainda com 92% de eficácia de passe, sete duelos ganhos em nove, dois em dois no que toca aos aéreos.

  • Cristiano Ronaldo saltou do banco para entrar na segunda parte. Parecia inevitável Fernando Santos ter de recorrer à sua estrela maior. Mas não teve, de imediato, o efeito pretendido. Aliás, nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, Portugal teve uma posse de bola de 65%, em relação aos 83% da primeira parte. E somente um remate, enquadrado, por Quaresma.
  • Mas com Ronaldo, tudo é diferente. Aos 63 minutos, após cruzamento de João Mário, a bola chegou ao capitão na grande área e este fez o seu 12º golo nesta fase de qualificação. Estava feito o mais difícil… ao 11º disparo, quarto enquadrado.

  • A grande diferença em relação à primeira parte era, de facto, a eficácia. Em apenas quatro remates, Portugal conseguiu no segundo tempo igualar os dois enquadrados da etapa inicial, que aconteceram em nove tentativas. Por volta dos 80 minutos, Portugal mantinha-se totalmente empenhado em chegar ao 2-0. Em extremos opostos, os lusos somavam 29 cruzamentos de bola corrida, e Andorra tentava aproximar-se deste número em… faltas: 20.
  • Ainda antes do final, André Silva tranquilizou as hostes lusas, com o 2-0, a emendar facilmente ao segundo poste, assistência de Danilo Pereira, mas com Cristiano Ronaldo na jogada.

O Homem do Jogo 👑

Cristiano Ronaldo? Sim, entrou, marcou um golo, esteve na origem do segundo, mas o melhor da noite foi Danilo Pereira. O médio foi, durante os 90 minutos, o mais esclarecido dos jogadores de Portugal. Terminou com um GoalPoint Rating de 7.4, mercê de uma assistência em quatro passes para ocasião, uma eficácia de passe de 93%, dez duelos ganhos em 14, três desarmes e duas intercepções. E ainda sofreu cinco faltas.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Cristiano Ronaldo 7.3 – Danilo levou o “prémio” MVP, mas o capitão foi decisivo. Ronaldo entrou e marcou logo na primeira ocasião de que dispôs. Esteve ainda na origem da jogada do 2-0, terminando com cinco remates, dois enquadrados e um passe para finalização.
  • Pepe 6.4 – Num jogo de sentido único, Pepe teve, ainda assim, uma palavra importante a dizer. Rematou duas vezes, uma enquadrada, ganhou os quatro duelos em que participou e ainda registou três alívios.
  • André Silva 5.6 – Um jogo de contrastes. Na primeira parte esteve activo, mas algo trapalhão, registando mesmo uma ocasião flagrante desperdiçada. Lá acabou por marcar um golo, o que lhe elevou o rating. Mas terminou com apenas um remate enquadrado em cinco.
  • Nélson Semedo 5.7 – O que dizer da exibição de Semedo? Foi uma autêntica seta do lado direito, terminando a partida com 110 acções com bola, apenas superado pelas 112 de Eliseu. Realizou dez dos 32 cruzamentos de Portugal, mas não teve sucesso em nenhum. E colocou oito vezes a bola na área contrária. Jogo de contrastes.
  • Ricardo Quaresma 4.9 – O jogador de Portugal com o pior rating. Esforçado, colocou a bola 13 vezes na área contrária, o máximo da noite, rematou quatro vezes, duas delas enquadradas, mas teve sucesso em apenas um de dez cruzamentos e desperdiçou uma ocasião flagrante de golo.

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