O jovem avançado do FC Porto, André Silva, foi a grande figura da vitória de Portugal por 6-0 sobre as Ilhas Faroé, que colocou a formação campeã da Europa no segundo lugar do Grupo B de apuramento para o Mundial de 2018. O atacante marcou três golos na primeira parte, quando praticamente se decidiu a partida. E na segunda esteve perto do “poker”, mas foram outros a marcar, numa goleada que se compreende mesmo olhando apenas os números.

André e mais dez

Portugal marcou cedo, por André Silva, aos 12 minutos, e se a ideia das Ilhas Faroé era enervar Portugal, tal plano caiu por terra rapidamente. Um golo cedo matou a estratégia dos da casa e o avançado do Porto ampliou a vantagem aos 22 minutos. O domínio português era absoluto e, aos 25 minutos, a formação lusa já somava dois golos em dez remates, metade de dentro da grande área, três deles enquadrados, 64% de posse de bola e 80% e passes certos. Ronaldo já somava três “tiros”, todos desenquadrados, face aos dois com boa pontaria do número 18. E como não há duas sem três, aos 37 minutos André Silva completou o “hat-trick”.

Nunca pareceu que as Ilhas Faroé tinham capacidade para importunar Portugal. O resultado ao intervalo é fruto de 14 remates da formação das “quinas”, contra nenhum dos homens da casa, cinco enquadrados para os campeões da Europa e 71% de posse de bola. A única coisa que os insulares conseguiram em termos de ataque foi um fora-de-jogo e um pontapé-de-canto e nem um passe para ocasião mostraram ao descanso, só para animar as suas hostes. Ao invés, Portugal somava sete.

Destaque nesta fase também para André Gomes, que acertou todos os 31 passes que realizou, e Pepe, que ganhou seis de oito duelos (apesar dos 13 passes falhados). Mas a figura foi mesmo André Silva, com um GoalPoint Rating de 8.0, graças a três golos em outros tantos remates. A seguir João Mário, um “patrão” que registava nesta altura 6.4.

Menos clarividência

O primeiro remate das Ilhas Faroé surgiu apenas aos 63 minutos, mas logo a seguir Cristiano Ronaldo rematou forte para o 4-0. Nesta fase, curiosamente, Portugal estava mais eficaz, com três de quatro remates a seguirem a direcção da baliza (oito em 18 no total), mas aos poucos o jogo perdeu energia, o que levou Fernando Santos a lançar Gelson Martins. O extremo do Sporting deu um safanão no jogo na segunda metade e, quando se enquadrou com o jogo, abriu o livro. Gelson conseguiu terminar como quinto jogador mais influente da partida, com um GoalPoint Rating de 6.6, fruto de quatro passes para ocasiões, dois deles assistências, e seis entradas na área adversária. Tudo isto em apenas 26 minutos.

A superioridade portuguesa foi total, como mostram os números, não escandalizando se mais golos tivessem surgido. Os 23 remates contra três das Ilhas Faroé (11 enquadrados contra… zero), os 13 disparos dentro da área, os 68% de posse de bola e os 85% de passes certos dizem tudo sobre o encontro. E até final, já em período de descontos, João Moutinho e João Cancelo (três golos em três internacionalizações) fecharam a contagem.

André Silva para o futuro

A discussão em torno do ponta-de-lança para a selecção, que havia esfriado graças ao golo histórico de Éder em França, regressou ao topo dos temas, ao mesmo tempo quase desapareceu de imediato. Porquê? Porque se André Silva estreou-se a marcar contra Andorra e facturou logo aos 12 minutos esta segunda-feita, o “hat-trick” em apenas 37 minutos colocam no jovem portista numa posição privilegiada nas escolhas de Fernando Santos – pelo menos, quatro golos em outros tantos jogos sugerem isso mesmo. O atacante acabou com 8.5 no GoalPoint Ratings, fruto dos três golos, mas também de 100% de eficácia de remate (quatro em quatro), um passe para ocasião – e uma grande mobilidade em toda a frente de ataque.

No segundo lugar surge João Mário. O médio foi o cérebro de todo o jogo de Portugal, o que lhe valeu um GoalPoint Rating de 7.6 – dois passes para ocasião, uma assistência, 84% de passes certos, 63% de duelos ganhos e um reportório técnico e táctico impressionante. Seguiu-se Ronaldo, que marcou um golo e somou 7.0, fruto de seis remates (dois enquadrados), o que o coloca no topo dos mais rematadores da qualificação nesta fase.

Outros números:

  • William 6.7 – Foi o português com mais desarmes (4), intercepções (4) e ainda rematou duas vezes na primeira parte
  • Gelson Martins 6.6 – Jogou apenas 22 minutos mas ainda foi a tempo de ser o português que mais ocasiões criou (4), sendo que duas delas resultaram em assistências
  • Pepe 5.9 – O melhor a defender, com oito acções defensivas e cinco dos sete duelos aéreos ganhos. No entanto esteve mal no passe, falhando um total de 16, três deles no próprio meio-campo
  • José Fonte 4.6 – Praticamente invisível a defender, somou apenas dois alívios e cometeu três faltas, duas em zonas perigosas
goalpoint-faroe-portugal-ql-mundial-2018-ratings
Clique para ampliar
goalpoint-faroe-portugal-ql-mundial-2018-mvp
Clique para ampliar
goalpoint-faroe-portugal-ql-mundial-2018-45m
Clique para ampliar
goalpoint-faroe-portugal-ql-mundial-2018-90m
Clique para ampliar