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A História parece repetir-se. Mais uma vez Portugal entrou numa grande competição internacional com um empate, e sem deslumbrar. Por duas vezes colocou-se na frente, por duas vezes deixou-se empatar, a última já nos descontos. As transições rápidas criaram perigo, mas o domínio territorial dos sul-americanos acabou por ditar a igualdade 2-2.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Arranque complicado para a Selecção, ao ponto de nos recordarmos de como foi o EURO 2016 (talvez seja bom prenúncio). Muito México, com 68% de posse nos primeiros dez minutos e os dois únicos remates, embora desenquadrados. Portugal mal no passe, com apenas 62% de eficácia.

  • A grande diferença em relação a França é que na Rússia há vídeo-árbitro e, aos 21 minutos, o juiz da partida anulou um golo a Pepe, por fora de jogo, descortinado através desta nova ferramenta – segundos antes, Cristiano Ronaldo acertou na barra.
  • Pela meia-hora de jogo já Portugal começava a mostrar o seu futebol muito próprio, com recuperações de bola a anteceder transições rápidas. Assim, a formação lusa somava já quatro disparos contra três, sendo o único enquadrado pertencente a Portugal – mas a posse continuava a ser mexicana (62%).

  • Até que aos 34 minutos surgiu o que se adivinhava. Ronaldo recolheu com classe, fugiu, soube contemporizar e atrair três defesas contrários, e assistiu Ricardo Quaresma. Este, só com Ochoa pela frente, tirou o guarda-redes da frente e marcou.
  • Mas “Chicharito” Hernández começava a aparecer, bem como Carlos Vela, e este assistiu o primeiro para um empate, com um cruzamento da direita que encontrou a cabeça do seu colega de equipa na área lusa.
  • Intervalo O México dominou na primeira parte, com 59% de posse, sete remates contra seis de Portugal, dois enquadrados para cada equipa, mas a verdade é que a formação lusa esteve mais perigosa, pelo menos até aos últimos cinco minutos do primeiro tempo. Até que Carlos Vela abriu o livro e “Chicharito” acompanhou-o. O empate ajusta-se pelas ocasiões de golo de ambas as formações, com Quaresma a chegar ao descanso como o melhor em campo, graças a um GoalPoint Rating de 7.1. Fez um golo, quatro remates, dois enquadrados, um passe para finalização e acertou três de quatro tentativas de drible.

  • Domínio mexicano mais acentuado nos primeiros 15 minutos após o descanso, com 68% de posse e o único disparo nesta fase – para além de 92% de passes certos, contra 67% dos campeões europeus.
  • Mesma tendência ao longo da segunda parte. Equipas muito esforçadas, mas sem brilho, embora desse gosto ver o entendimento entre Ronaldo e Quaresma, os dois mais inconformados do jogo. Colectivamente, o México tinha 64% de posse aos 80 minutos, e apenas mais um remate que Portugal na etapa complementar (3-2). Quaresma acabou substituído nesta altura por André Silva, com seis remates registados, três enquadrados.

  • Nos últimos instantes, a presença de André Silva na grande área ajudou a empurrar os mexicanos para trás e, aos 86 minutos, Cédric Soares aproveitou uma bola solta na área contrária para rematar, com a bola a desviar em Herrera e a bater Ochoa.
  • Só que, tal como no primeiro tempo, o México empatou, desta feita na compensação, com o central Héctor Moreno a saltar mais do que toda a gente após canto da esquerda, para o 2-2.

O Homem do Jogo 👑

A estranha sensação de déjà-vu em relação ao EURO 2016 acompanhou-nos nesta partida. Também na Taça das Confederações, Portugal empatou, e mais uma vez Ricardo Quaresma foi dos que mais desequilibrou. Em Kazan, o “Mustang” foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.1.

Fez o 1-0, saiu aos 82 minutos como o jogador com mais remates – seis, metade deles enquadrados -, somou um passe para finalização e três de quatro dribles eficazes. Sofreu ainda quatro faltas.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Cristiano Ronaldo 6.0 – Não deslumbrou, não rematou como “louco” como aconteceu em França (apenas um disparo, e à barra…), mas foi um jogador de equipa fundamental. Fez a assistência para o 1-0 e três passes para finalização, para além de dois dribles eficazes em três.
  • H. Moreno 6.7 – O defesa-central esteve bem a defender e a atacar, sendo o melhor dos mexicanos. Para além de quatro alívios e duas intercepções, tocou 101 vezes na bola, teve uma eficácia de passe de 93%, acertou nove de 12 passes longos e fez o golo do empate.
  • Cédric Soares 6.6 – Belo jogo do lateral-direito. Esteve bem a defender, com quatro desarmes e seis de nove duelos ganhos, e fez um 2-1 para Portugal, no único remate que realizou.
  • Javier Hernández 6.2 – Esteve quase meio-jogo escondido, mas quando apareceu foi decisivo. Fez três remates, dois deles enquadrados (dois de cabeça), foi o autor do o 1-1  e baralhou com a sua movimentação.
  • Carlos Vela 5.9 – Aos poucos foi surgindo em destaque e colocou muitos problemas a Raphäel Guerreiro. Fez a assistência para o 1-1 e dois passes para finalização, e teve sucesso nos dois passes que realizou.