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A Selecção de Portugal carimbou o passaporte para o Campeonato do Mundo do próximo ano, ao bater a sua congénere da Suíça por 2-0, no Estádio da Luz. Numa partida em que estavam obrigados a vencer para evitar o “play-off” de apuramento, os comandados de Fernando Santos – ele que tem mais um motivo para festejar esta terça-feira, pois completa 63 anos – dominaram a partida logo desde o apito inicial, chegando ao golo com alguma sorte à mistura, ainda antes do intervalo. No segundo tempo, um remate certeiro de André Silva após uma jogada magnífica confirmou o regresso da Selecção Nacional à Rússia, onde disputou este ano a Taça das Confederações.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início forte por parte da Selecção Nacional que, como era de esperar, entrou em campo com o intuito de dominar as incidências da partida. Nos 15 minutos iniciais, os jogadores portugueses tiveram 58% de posse, notória superioridade no número de passes (104-75) e o único remate até então – e logo enquadrado com a baliza, refira-se.

  • Nos primeiros 25 minutos houve muito pouco envolvimento por parte dos avançados das duas equipas. Juntos, André Silva e Seferovic somavam apenas 11 passes, 12 toques na bola e um remate.
  • À entrada para a meia-hora de jogo, ainda só se tinha registado aquele remate de André Silva, logo no período inicial. A equipa suíça conseguira equilibrar a posse (53%-47%, a favor dos da casa), subira a eficácia de passe para os 85% e já somava um canto. Mas havia um aspecto em que os portugueses levavam clara vantagem: o número de cruzamentos de bola corrida (9-4).

  • E foi precisamente de um cruzamento que nasceu o golo de Portugal, aos 41 minutos. O lateral-esquerdo do Benfica colocou rasteiro no centro da área, onde João Mário embrulhou-se com Sommer e Djourou, com a bola a entrar na baliza após um desvio acidental do defesa suíço.
  • Intervalo Finda a primeira parte, Portugal apresentava números que justificavam a vantagem alcançada. A Selecção Nacional fora a única equipa a procurar o golo, ainda que os suíços tenham conseguido equilibrar a posse de bola e o número de pontapés de canto. Ainda assim, era um jogador helvético, o lateral Stephan Lichtsteiner, quem liderava os GoalPoint Ratings ao intervalo, com 5.9, fruto de um passe para finalização, um cruzamento eficaz, seis acções defensivas e um fora-de-jogo provocado. Um pouco abaixo, ainda que com a mesma nota (uma centésimas menos), surgia Pepe, com 28 passes certos, sete deles longos, três duelos ganhos em outros tantos disputados (todos pelo ar), duas intercepções e dois alívios.

  • A segunda parte arrancou com um perigoso remate dos suíços – o primeiro enquadrado dos visitantes até então -, da autoria de Shaqiri. Era o sinal de que a selecção helvética regressara com o intuito de chegar ao empate, mas tal euforia depressa esmoreceu com o golo de Portugal, apontado por André Silva após excelente combinação entre Bernardo Silva e João Moutinho, que terminou com o médio do Manchester City a deixar rasteiro para o avançado do Milan.

  • Aos 70 minutos, Pepe, José Fonte e Cédric continuavam com 100% de eficácia nos duelos disputados, mas o mesmo não se podia dizer dos jogadores portugueses com mais disputas. André Silva só vencera três dos 13 duelos disputados e João Mário apenas três dos seus 11. O outro português também na casa das dezenas era Bernardo Silva, que registava 60% de eficácia após dez disputas.
  • Contabilizados 80 minutos, Portugal “esmagava” a Suíça no número de cruzamentos de bola corrida (22-8). No entanto, importa salientar que, desses 22, apenas um fora bem-sucedido, o que se traduz numa pobre eficácia de 4,5%. Os suíços, por sua vez, levavam dois cruzamentos eficazes – eficácia de 25%.

  • Os suíços não mais foram capazes de ameaçar Rui Patrício, que realizou apenas uma defesa em toda a partida, apesar de terem feito mais quatro disparos – todos eles desenquadrados. Portugal, por sua vez, terminou o segundo tempo com seis remates, dois deles à baliza. Já no tempo de compensação, Bernardo Silva esteve muito perto do 3-0, mas o remate acabou por ser interceptado por um defesa suíço.

O Homem do Jogo 👑

Bernardo Silva não marcou, é certo, mas foi o homem do jogo, apesar de ter falhado uma ocasião flagrante de golo – o que diz muito sobre o quão positiva foi a exibição do ex-jogador do Mónaco. A juntar à (brilhante) assistência para o 2-0, Bernardo Silva somou dois outros passes para finalização, 49 entregas certas em 54 tentativas, 77 toques, oito duelos ganhos em 13 disputados e um drible eficaz. Contribuiu ainda (e de que maneira) nas tarefas defensivas, com sete recuperações de posse e cinco desarmes, terminando a partida com 7.0 nos  GoalPoint Ratings.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • João Moutinho 6.9 – Uma exibição de encher o olho. Criou uma ocasião flagrante de golo, fez o único cruzamento eficaz de Portugal, acertou 61 dos seus 67 passes e colocou nove vezes a bola na área contrária. Fez ainda cinco acções defensivas e recuperou a bola em nove ocasiões.
  • André Silva 6.4 – Apontou o segundo golo da sua equipa num dos dois remates que efectuou – ambos enquadrados com a baliza. Venceu apenas três dos 14 duelos que disputou, cometeu sete faltas e realizou apenas 16 passes, nove deles eficazes.
  • João Mário 6.0 – Fez uma partida bastante completa, tanto a atacar como a defender. Esteve no lance do 1-0, somou três passes para finalização, 12 recuperações de posse e quatro acções defensivas. Pela negativa, não foi feliz em nenhuma das três tentativas de drible.
  • Ronaldo 4.9 – Uma noite para esquecer. Nenhum dos três remates que fez foi enquadrado, falhou uma ocasião flagrante de golo e foi feliz em apenas dois dos oito dribles que tentou executar. Dos 14 duelos disputados venceu seis.
  • Seferovic 4.1 – Foi o pior jogador da noite, na sua própria “casa”. Todos os remates que fez (três) saíram desenquadrados e desperdiçou uma ocasião flagrante. Não venceu nenhum dos sete duelos em que esteve envolvido e perdeu a posse dez vezes.

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