P para perceber o futebol da América do Norte não precisamos de uma enciclopédia, mas com as partidas a disputarem-se, na sua maioria, durante a madrugada europeia, e aquela ilusão de que nos Estados Unidos o futebol não se joga com o pé, é bem provável que tenham andado a perder umas horas de divertimento e jogos emocionantes.

A Major League Soccer recebe as melhores influências da organização profissional do desporto americano, não sendo, por isso, de espantar que algumas das equipas compartilhem investimentos com as Ligas de futebol americano ou basebol. As grandes histórias que nascem por todo o território dos Estados Unidos, o enorme investimento feito ao longo de mais de vinte anos de Liga na construção de academias e centros de treino, e a forma de comunicar desta prova permitem tê-la bem por perto. Em Portugal também vale sintonizar os canais Eurosport para seguir os jogos em directo.

O nível do futebol praticado é, também, cada vez melhor. Não só porque, nos dias de hoje, a base da Liga é constituída por jovens que fizeram o seu percurso em academias, mas também porque as escolhas de mercado de diferentes equipas colocaram o foco na qualidade e não no currículo, demonstrando ainda capacidade de atrair jovens jogadores europeus e da América do Sul.

Ao mesmo tempo, o nível dos técnicos tem subido exponencialmente. Peter Vermes, no Sporting KC, é, aos 50 anos, um símbolo da capacidade de organização nesta prova, mas exemplos como os de Greg Vanney (43 anos, treina os Toronto FC) ou Jesse Marsch (da mesma idade, nos New York Red Bulls) apontam para um futuro risonho no país. Também a chegada de técnicos estrangeiros, como Patrick Vieira para os New York City ou Gerardo Martino para os Atlanta United, fez evoluir a maneira como se encaram as cambiantes tácticas do jogo de forma mais particular.

Ao conquistar a fase regular, os Toronto FC, de Jozy Altidore e Sebastian Giovinco, entram como favoritos para o “play-off” que se inicia esta quarta-feira. Mas a tradição recente aponta para o Oeste e para equipas com menor performance no campeonato e melhores índices de sucesso no momento em que se joga em eliminatórias. Mudar a bússola que tem tido no Oeste o campeão da MLS desde 2009 e ser a primeira equipa canadiana a conquistar o título são os grandes objectivos deste conjunto.

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