O mercado de transferências de Verão da Liga NOS fecha a 31 de Agosto. Tempo mais do que suficiente para as equipas do principal campeonato luso corrigirem algumas situações e aproveitarem aquele negócio barato que pode vir a fazer a diferença a curto ou a médio-prazo.

O Scouting GoalPoint analisou vários mercados em busca daqueles jogadores que podem tornar-se craques no futuro ou colmatar necessidade imediatas das 18 equipas da Liga NOS. Com um orçamento máximo de 5 milhões de euros para os três grandes e de 1 milhão para os restantes emblemas, ficou a ideia clara de que não será por falta de verbas que aquela oportunidade de negócio e de reforçar um plantel fica por realizar. Confira as nossas sugestões.

Nota metodológica introdutória: este artigo, assim como outros (que recomendamos) assinados pelo nosso scout de sempre, Miguel Pontes, assentam sobretudo numa vertente observacional do futebol, complementar à perspectiva estatística transversal ao GoalPoint. Os valores de mercado utilizados são retirados do site Transfermarkt.pt.

Belenenses
Rafael Barbosa, o “maestro” (Portugal)
21 anos | Médio-ofensivo-centro | Sporting B
Valor de mercado: 200 mil euros

Muito criativo e de enorme capacidade de último passe. São estas a principais características de Rafael Barbosa. Este jovem jogador dos “leões” tem uma tomada de decisão muito boa e consegue assumir a bola na transição entre etapa de construção alta e a etapa de criação.

Com 21 anos e sem potencial para chegar à equipa principal do Sporting, poderia, no entanto, ser um reforço muito interessante para o emblema do Restelo, precisamente pela sua capacidade de comandar todo o jogo ofensivo.

Boavista
Ronaldo Lucena, o “pequeno génio da Vinotinto” (Venezuela)
20 anos | Médio-centro ofensivo | Zamora Futbol Club
Valor de mercado: 500 mil euros

Uma boa opção atacante para os “axadrezados”. Lucena é um médio de baixa estatura, com 1,69m, mas tal permite-lhe possuir uma enorme agilidade, aliada a uma potência física assinalável. Trata-se de um jogador muito forte no drible e com uma qualidade técnica acima da média relativamente ao passe e controlo da bola.

Imprime uma excelente dinâmica ofensiva à equipa, pois acresce às suas características a polivalência de poder actuar também sob um dos corredores, para além da zona central.

Na próxima página: Um “tanque” e um pinheiro”

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Miguel Pontes
Engenheiro civil de formação, actualmente na Deloitte, tem dado sequência à sua paixão pela vertente técnica e táctica do futebol, com passagens pelo CF Benfica (Scouting), SG Sacavenense (como técnico adjunto nos sub19 e posteriormente na área de scouting) e colaborações com a Belenenses SAD e diversos agentes.