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O Benfica voltou a sofrer uma derrota para a Liga dos Campeões, desta vez por claríssimos 5-0, na deslocação ao terreno do Basileia. A eficácia “à italiana” dos suíços resultou numa vantagem por dois golos ao intervalo, após uma primeira parte em que o Benfica até tinha tido mais bola. No segundo tempo, a história manteve-se, com a expulsão de André Almeida, aos 61 minutos, a fazer pender a balança ainda mais para o lado dos da casa, que infligiram uma goleada história ao Benfica – a qual obrigará a uma profunda reflexão na Luz nos próximos dias.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Mau início de partida por parte do Benfica, que sofreu um golo logo no primeiro lance da partida. Júlio César “tirou o pão da boca” de Steffen com uma boa “mancha”, mas André Almeida, ao tentar impedir a recarga de Oberlin, colocou a bola em Lang, que rematou rasteiro para o fundo da baliza. Apesar deste contratempo, a equipa “encarnada” chegou ao final do primeiro quarto-de-hora com o mesmo número de remates do adversário (dois, embora nenhum deles enquadrado) e com vantagem na posse de bola (57%-43%).
  • O Benfica pressionava, mas era o Basileia que colhia os frutos. Aos 20 minutos, a formação suíça chegou ao 2-0, numa jogada com início num pontapé de canto do Benfica. Oberlin, de cabeça, deixou para Steffen, que percorreu o flanco direito antes de cortar para o meio, devolvendo a bola ao companheiro de equipa que, na cara de Júlio César, não capitulou.

  • Apesar da desvantagem, o Benfica liderava em diversas variantes da partida. Completados 30 minutos, as “águias” tinham mais passes efectuados (213-100), maior eficácia na distribuição (85%-72%) e mais posse de bola (68%-32%). Para além disso, até tinham mais remates (4-3), embora ainda não tivessem conseguido alvejar a baliza defendida por Vaclik. Do lado da equipa suíça, um jogador dava nas vistas pelo contributo defensivo – o central Manuel Akanji, já com seis alívios.
  • Intervalo No final da primeira parte era a eficácia máxima dos da casa que fazia a diferença, uma vez que as duas equipas até tinham o mesmo número de remates, cinco. Os “encarnados” tinham dominado a posse de bola (70%-30%), trocando-a a seu bel-prazer, mas sem nunca conseguir importunar o guarda-redes contrário. Oberlin, com um golo, um passe para finalização, um drible eficaz e cinco duelos ganhos em dez disputados, liderava os  GoalPoint Ratings, com 6.6, um pouco mais do que o companheiro Lang 6.3. Do lado do Benfica, o melhor era o central Jardel 5.5, com 43 passes certos em 47 efectuados, um duelo aéreo ganho e um fora-de-jogo provocado.

  • A segunda parte arrancou com um remate bastante perigoso de Lang, a passar rente ao poste direito da baliza “encarnada”. Era o prelúdio do que estava para vir: aos 59 minutos, o antigo avançado do Sporting, Ricky van Wolfswinkel, ampliou a vantagem de grande penalidade, depois de uma falta de Fejsa sobre Oberlin.

  • Aos 64 minutos, o pesadelo ganhou contornos ainda mais duros. André Almeida viu o cartão vermelho por uma entrada a pés juntos sobre Petretta. A partir daqui, o Benfica perderia por completo o controlo da partida, após uns primeiros 20 minutos em que as “águias”, à semelhança de toda a primeira parte, tinham mais posse (65%-35%), e trocavam melhor a bola (83-46 em passes, 85%-70% em termos de eficácia de distribuição).
  • Cinco minutos depois da expulsão de André Almeida, o Basileia fez o 4-0, aproveitando um erro clamoroso de Pizzi. Oberlin, com um toque providencial, deixou a bola fora do alcance de Luisão antes de rematar por entre as pernas de Júlio César para o fundo das redes. Pouco depois chegaria o quinto golo da noite, desta vez de Riveros, a receber a bola de volta por parte de Van Wolfswinkel depois de, num momento inicial, ter deixado Luisão e Samaris para trás.

  • À entrada para os derradeiros dez minutos da partida, o Benfica ainda só tinha feito um passe para finalização no segundo tempo, da autoria de Pizzi, sendo que os outros jogadores “encarnados” com acções deste tipo, Cervi (2) e Jonas (1), todas elas na primeira parte, já tinham saído de campo. Aos 87 minutos, Júlio César ainda negou o 6-0 a Van Wolfswinkel com uma grande defesa, a sua terceira da noite, impedindo a goleada de ganhar contornos ainda mais escandalosos, numa partida em que o Benfica até teve mais bola (58% no total) mas não fez um único remate à baliza.

O Homem do Jogo 👑

Dimitri Oberlin é um nome que muitos adeptos do Benfica não esquecerão nos tempos mais próximos. O jovem avançado suíço, internacional Sub-19 pelo seu país, foi uma autêntica dor de cabeça para os defesas do Benfica e um dos protagonistas de uma goleada história para o clube helvético. Para além dos dois golos apontados, nos dois únicos remates à baliza que fez, Oberlin somou um passe para finalização, três dribles eficazes em seis tentativas, oito duelos ganhos em 16 disputados e uma grande penalidade sofrida. Não se pense, contudo, que Oberlin só esteve preocupado com tarefas ofensivas: conseguiu ainda dez recuperações de bola (mais do que qualquer outro jogador), e cinco acções defensivas, incluindo três desarmes. Tudo junto, Oberlin conseguiu 8.5 nos GoalPoint Ratings, a nota mais alta da noite. Uma jornada de sonho para uns, de pesadelo para outros.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Van Wolfswinkel 5.9 – Marcou um golo, de grande penalidade, e esteve muito perto de apontar um segundo, já perto do fim. Fez ainda um passe para finalização. Pela negativa, venceu um dos sete duelos que disputou.
  • Júlio César 5.4 – Sofreu cinco golos, mas deixa a Suíça como o melhor em campo da sua equipa, graças às três defesas que efectuou, todas elas a remates de dentro da área.
  • Jonas 5.2 – Fez dois remates, ambos bloqueados, e um passe para finalização. Falhou apenas três dos 38 passes que realizou, tendo acertado os cinco passes longos que arriscou.
  • André Almeida 4.3 – Acabou expulso pouco depois da hora de jogo. Em campo foi feliz nos dois dribles que executou, tocou 82 vezes na bola e bloqueou um remate do adversário. Foi o jogador da sua equipa que mais vezes perdeu a bola (21).
  • Pizzi 3.2 – Exibição irreconhecível. Foi o autor de um passe para finalização e foi o jogador da sua equipa que mais distribuiu a bola (74 passes, 63 deles eficazes), mas ficou ligado ao quarto golo do Basileia. Para além disso, falhou dois desarmes, perdeu a bola 18 vezes e foi desarmado em três ocasiões.

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