O Benfica, já se sabe, terminou a pior participação de sempre de uma equipa portuguesa na Liga dos Campeões com a sexta derrota consecutiva no Grupo A. Frente ao Basileia, em casa, a derrota por 2-0 teve várias causas e detalhes que, na análise que realizámos, já havíamos destacado. Um deles a pouca eficácia benfiquista no ataque – 23 remates, 14 deles dentro da área contrária, apenas três enquadrados com a baliza contrária.

Este “sintoma” preocupante não foi exclusivo desde jogo de despedida “encarnada” da Champions. Olhando para os números após o jogo, a equipa de Rui Vitória não só estabeleceu o pouco abonatório registo de pior participação lusa na prova, como mostrou total incompetência no momento de finalizar jogadas dentro da área.

Pos.ClubeGolosRematesRemates na área (bola corrida)% enquadrados (área)
32ºSL Benfica0,214,76,720,0%
31ºAPOEL0,38,35,723,5%
30ºQarabag0,36,32,526,7%
29ºMaribor0,510,34,529,6%
28ºSpartak M.1,512,76,730,0%
18ºFC Porto2,313,810,040,0%
Sporting CP1,29,55,747,1%
Besiktas1,89,86,760,0%

Médias por jogo na Champions League 17/18
Fonte: GoalPoint / Opta

 

As estatísticas da Liga dos Campeões esta temporada não enganam. O tal “sintoma” que se assistiu esta terça-feira no estádio da Luz foi mais uma “doença crónica” do Benfica na presente edição da competição. Sendo uma equipa com um valor assinalável de remates por jogo (14,7), a verdade é que as “águias” são apenas a 18ª equipa, nas 32 que participaram na fase de grupos, com mais disparos dentro da grande área (Porto a sexta, Sporting a 26ª) e, para piorar esse dado, conseguiu ser a formação em prova com mais pobre eficácia de remates enquadrados disferidos dentro das áreas contrárias.

Rui Vitória tem aqui dados importantes para analisar e trabalhar: os jogadores do Benfica apenas acertaram com a baliza em 20% dos disparos que fizeram dentro da área, teoricamente os mais fáceis de enquadrar. O Sporting, que rematou ainda menos nesta zona do terreno, enquadrou 47,1% (oitava melhor) e o Porto 40% (19ª). A melhor equipa neste pormenor foi o Besiktas, de Ricardo Quaresma e Pepe, com 60% de “pontaria”.