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O Benfica foi incapaz de aproveitar o nulo no “clássico” para se aproximar do topo da classificação, ao empatar, por 1-1, na deslocação ao terreno do Marítimo. O golo de Jonas, logo aos dois minutos, parecia ser um “safanão” contra a crise, depois da goleada frente ao Basileia, mas as “águias” nunca conseguiram dominar a partida. No segundo tempo, o Marítimo teve menos bola, mas criou bastante mais perigo do que o adversário, e só não chegou à vantagem porque Júlio César teve uma noite inspirada.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Boa reacção inicial do Benfica ao mau desempenho europeu a meio da semana, com um golo a abrir a partida. Jonas, à entrada da área, recebeu de Grimaldo e atirou em arco ao ângulo superior direito da baliza de Charles, que ficou a ver a bola passar. A equipa “encarnada” terminaria os primeiros 15 minutos com três remates (contra um do adversário) e com uma ligeira vantagem na posse de bola (51%-49%). Em termos de eficácia de passe, registava-se um empate, com ambas as equipas a terem 67% de entregas eficazes – um número bastante baixo.
  • O Marítimo respondeu bem a este período inicial do Benfica, chegando à meia-hora de jogo com o mesmo número de remates do adversário, três, ainda que nenhum deles tivesse sido enquadrado com a baliza, e com 50% de posse de bola. Logo depois, Jonas obrigou Charles à primeira defesa da partida, com um remate colocado depois de uma falha da defensiva maritimista.

  • À entrada para os últimos cinco minutos da primeira parte, apenas um jogador do Benfica, Jonas, tinha uma percentagem de passes certos superior a 75% (79%, para ser exacto). Pizzi, o habitual pêndulo das “águias”, apresentava uns estranhos 33% de entregas bem-sucedidas no meio-campo adversário; pior, só mesmo o defesa Jardel (29%).

  • Intervalo Primeira parte com ascendente considerável da equipa do Benfica, a única equipa com remates à baliza e aquela que liderou em diversas vertentes do encontro. Jonas, o autor do único golo da partida, liderava os GoalPoint Ratings com uns claríssimos 7.3. A juntar ao remate certeiro, num dos dois disparos enquadrados que fez, o brasileiro tinha ainda dois passes para finalização, dois dribles eficazes, 14 duelos disputados e 18 passes certos – apenas Grimaldo tinha mais (20). Do lado do Marítimo, Fábio Pacheco 5.5 era quem se destacava com 90% de eficácia de passe, 30 toques e quatro intercepções.

  • Bom início de segunda parte do Marítimo, com dois remates à baliza nos primeiros 15 minutos – o segundo deles uma “bomba” de Rodrinho Pinho, a obrigar Júlio César à defesa da noite depois de deixar dois jogadores benfiquistas para trás. Ainda assim, a equipa visitante fechou este período inicial a dominar a posse de bola (62%) e com mais passes do que o adversário (70-43).

  • A equipa do Marítimo acabou por chegar ao golo da igualdade aos 66 minutos, num cabeceamento de Ricardo Valente, que se desmarcou de André Almeida e deu o melhor seguimento a um cruzamento certeiro de Bebeto. A capacidade de fazer cruzamentos eficazes era um aspecto em que o Marítimo “cilindrava” o Benfica nesta partida (5-1).
  • Aos 75 minutos, Jonas continuava a ser o único jogador benfiquista com mais do que um passe para finalização (três), sendo acompanhado por apenas três companheiros: Grimaldo, André Almeida e Raúl Jiménez. Do lado do Marítimo, havia seis jogadores com passes para finalização, sendo Ricardo Valente o líder nesta vertente, com dois.

  • A fechar a partida, uma torrente de remates da equipa do Benfica, que lutou com todas as forças para impedir novo resultado negativo, mas sem sucesso. A equipa “encarnada” fechou a segunda parte com o mesmo número de remates do adversário, oito, mas o Marítimo teve o dobro dos disparos à baliza (6-3), ainda que com apenas 38% de posse.

O Homem do Jogo 👑

Numa noite de fraca inspiração colectiva, Jonas desdobrou-se em papéis dentro de campo e voltou a actuar em zonas que não são propriamente as suas. O avançado brasileiro, o autor do golo da sua equipa, liderou em remates enquadrados (dois) e passes para finalização (três), o que demonstra o impacto que teve nos processes ofensivos da sua equipa. Para além disso, foi o jogador “encarnado” com maior eficácia de passe no meio-campo contrário (81%) e só foi suplantado por Salvio no capítulo de dribles eficazes. Tudo somado, Jonas deixa a Madeira com o título de homem do jogo nos  GoalPoint Ratings, com nota 7.2.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Ricardo Valente 6.7 – Apontou o golo da igualdade, num dos dois remates enquadrados que fez. Somou ainda dois passes para finalização, sofreu três faltas e disputou 14 duelos, vencendo seis.
  • Salvio 6.5 – Rematou seis vezes, mais do que qualquer outro jogador, embora apenas um desses disparos tenha sido enquadrado. Foi feliz em três das suas nove tentativas de drible e venceu sete dos 16 duelos que disputou.
  • André Almeida 6.2 – Criou uma ocasião flagrante de golo, somou 80 toques e conseguiu ainda um drible eficaz. Pela negativa, falhou 21 passes, seis deles no próprio meio-campo, e perdeu a bola 23 vezes.
  • Pizzi 5.2 – Uma noite para esquecer. Acertou 19 dos 29 passes que fez (nenhum deles para finalização), somou apenas um remate e 18 perdas de posse. Saiu aos 67 minutos, mas, ainda assim, foi o jogador que mais bolas colocou na área contrária (12).
  • Cervi 4.7 – Foi o pior elemento em campo. Ambos os remates que fez saíram desenquadrados, falhou uma ocasião flagrante, acertou 16 dos 25 passes realizados e perdeu a posse em 17 ocasiões.

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