A ideia de que a motivação tem um peso fundamental no desempenho dos jogadores é também apontada como motivo para o menor rendimento do Benfica esta época. O facto de a equipa ter conquistado os quatro últimos títulos nacionais é visto por muitos como razão para menor empenho na prova. Porém, na Liga dos Campeões o cenário tem sido ainda mais negro para os comandados de Rui Vitória, com quatro derrotas em quatro jogos e uma goleada pelo caminho.

E Pizzi? Será que mantém os mesmos níveis mais modestos da Liga NOS quando chega o momento de jogar a Liga dos Campeões? O quadro em baixo mostra as variáveis do jogador na Europa nas duas últimas temporadas.[/vc_column_text]

Variável2016/172017/18
Golos00
Assistências00
Passes p/90m59.882.1
Passes certos p/90m51.469.2
Passes p/ finalização p/90m1.62
% Eficácia de passe86%85%
Ocasiões flagr. criadas p/90m00
Recuperações p/90m7.15.4
Interacções c/ bola p/90m78.196.8
Perdas de posse p/90m16.819.3

Fonte: GoalPoint / Opta

Pizzi parece ter melhores registos na Liga dos Campeões esta época do que na anterior. Golos e assistências, e até remates enquadrados, são coisas que nunca se viram do médio nestas duas temporadas, mas nesta altura parece bem mais interventivo na Europa.

  • Pizzi em uma média por 90 minutos de passes realizados bem superior à de 2016/17: 82,1 para 59,8. O mesmo se regista em termos de passes certos: 69,2 – 51,4.
  • O brigantino criou esta temporada, até ao momento, duas ocasiões para finalização por 90 minutos, contra os 1,6 da época finda.
  • O médio tem substancialmente mais interacções com bola nesta edição da “Liga milionária” que na anterior: 96,8 contra 78,1.
  • Porém, recupera menos posse de bola e regista mais perdas que no anterior registo.

Contudo, estes números podem ser explicados pelo contexto em que decorreram os jogos do Benfica recentemente. Se na época anterior a equipa registou uma média de 44% de posse, nesta, curiosamente, já vai em 54%, o que dá a Pizzi mais bola, mais interacções e passes. Mas nem por isso uma posse objectiva e eficiente. Aliás, sintoma de que padece toda a equipa e que teve expoente máximo em Basileia.

Dados que dão para pensar e tirar algumas conclusões. Mas nada como acompanhar a evolução de Benfica e de Pizzi ao longo da temporada. Cá estaremos para analisar mais dados.

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