O “clássico” a 13ª jornada da Liga NOS está aí à porta. O líder FC Porto recebe o terceiro classificado Benfica, num jogo que, não sendo decisivo, poderá repor uma distância pontual confortável a favor dos “dragões” ou baralhar ainda mais as contas do título. Três pontos separam duas equipas que viveram arranques diferentes de temporada: o Porto em grande forma e um Benfica a mostrar fragilidades que colocaram em perigo a luta pelo “penta”. Porém, o empate portista no último fim-de-semana, na Vila das Aves, reaproximou os dois emblemas, pelo que o jogo ganhou um ainda maior interesse. Isto tudo, claro, com o Sporting à espreita.

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Será que o Porto está em quebra e o Benfica a subir de forma? Ou foi apenas um “fogacho” momentâneo? Este poderá ser um bom tira-teimas, com as suas formações em confronto. Colectivamente, mas também em termos individuais. Após analisarmos o desempenho das duas formações e de onde poderão surgir os maiores focos de perigo, interessa também verificar quais os jogadores que podem decidir, ou ajudar a decidir, o “clássico”, nas várias vertentes do jogo. Quais os que chegam em melhor forma nas suas posições? A começar pelas balizas, que terão nomes talvez pouco esperados no início da temporada, e a terminar na frente, onde se decidem as partidas. Aqui ficam os números e os comparativos.

Esperava estes nomes no início da época?

GoalPoint-José_Sá_2017_vs_Bruno_Varela_2017-infog
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  • José Sá em vez de Iker Casillas, Bruno Varela em vez de Mile Svilar. Poucos apostariam no início da época que estes seriam os dois guardiões do “clássico”, e por opção dos treinadores. Mas eles aí estão. O portista surge melhor nesta fase, com 80% de remates enquadrados defendidos, contra 72% do benfiquista, que tem, porém, mais minutos em campo.
  • Bruno Varela ainda carrega consigo o peso de dois erros que resultaram em golo, um frente ao Boavista, que deu derrota “encarnada”, e outro ante o Rio Ave, que ficou 1-1 – dois lances que provocaram perdas de pontos. José Sá ainda não tem qualquer erro resultante em golo ou remate. Já o guardião encarnado lidera a Liga neste capítulo menos feliz, entre os colegas de posição.
  • José Sá chega a esta partida com mais defesas a cada 90 minutos, embora uma diferença residual (2,0 para 1,9), mas Varela destaca-se nas defesas a remates ao ângulo, com 54%, para os 38% de Sá.
  • O benfiquista sofreu cinco golos, contra dois apenas do portista que, por seu turno, soma 0,8 defesas a soco contra 0,4 da “águia”. Ambos têm 100% de eficácia nas saídas pelo ar.

Via rápida pela direita

GoalPoint-Ricardo_Pereira_2017_vs_André_Almeida_2017-infog
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  • As defesas são, por definição, sectores de salvaguarda, mas esta temporada, tanto Porto como Benfica têm contado com as suas retaguardas para desequilibrar na frente, quer pelo poder aéreo dos centrais, quer pela capacidade de integração dos laterais no jogo ofensivo. Ricardo Pereira, recentemente eleito jogador dos meses de Outubro e Novembro pelo GoalPoint, é paradigma disso mesmo.
  • Ricardo tem dois golos e duas assistências, as mesmas do habitual titular benfiquista na posição, André Almeida, mas em menos minutos, para além de que lidera em ocasiões flagrantes criadas, sete, contra três do benfiquista, sendo que ambos somam 13 passes para finalização.
  • O “dragão” também realiza mais desarmes e intercepções a cada 90 minutos, e é bem mais eficaz no cruzamento do que a “águia”, números que explicam a diferença de GoalPoint Rating entre ambos.

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