O “clássico” da Liga NOS entre Sporting e FC Porto está aí à porta. É já no próximo domingo que o líder visita o segundo classificado, num jogo que promete emoção e competitividade entre duas formações em bom momento. A separar as duas equipas apenas dois pontos – o anfitrião Sporting soma 19, o Porto 21. Os “dragões” são mesmo a única equipa que soma por vitórias os jogos que disputou até agora.

Importa olhar para os números de ambos os conjuntos, para perceber onde poderá residir a diferença em campo. Dependerá da estratégia, mas certamente mais ainda dos artistas em campo, os quais analisaremos em seguida. Será interessante acompanhar alguns duelos individuais, para tentarmos perceber onde poderá a balança pender para um dos lados. Optámos por olhar para cada sector de uma forma única e destacar um jogador de cada equipa, pela sua importância e influência na manobra da equipa. E uma conclusão é certa: há vários nomes que podem decidir o “clássico” de Alvalade, seja pela sua regularidade, seja pela capacidade de explosão e criatividade.

Mãos de ferro nas balizas

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  • Independentemente das estratégias, o posto é deles. Rui Patrício e Iker Casillas estão em excelente forma, mas para já o destaque vai para o português. Se na época passada defendeu “apenas” 64% dos remates enquadrados com a sua baliza, esta temporada regista já 79%, ainda assim menos que os 80% de Casillas.
  • Porém, Patrício tem mais trabalho, pois pára em média 2,1 disparos contrários, para os 1,7 do espanhol, e nas saídas pelo ar não dá hipótese neste duelo (1,1 para 0,1 por 90 minutos).
  • Pode parecer de somenos importância, mas não é: a eficácia de passe nos guarda-redes também conta e o “leão” soma 76% de entregas certas, para 67% do “dragão”.

As torres do “clássico”

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  • Não são as únicas “torres” das duas equipas, mas nestas duas épocas são dois nomes incontornáveis na competência defensiva dos seu emblemas. São, nesta fase, os centrais com melhor GoalPoint Rating dos seus conjuntos, entre os mais utilizados, e ambos dão garantias.
  • No passe e nos remates de cabeça, pouco separa Sebastián Coates e Marcano, embora o uruguaio se destaque nos desarmes a cada 90 minutos, com 1,6, para 1,1 do espanhol. Marcano, contudo, é mais perigoso na frente, pois soma já dois golos e uma assistência em sete jogos.
  • O portista ganha, igualmente, nas intercepções e alívios, e é praticamente imbatível nos duelos aéreos defensivos: ganhou 96% contra os 57% de Coates. Poderá estar aqui a chave do jogo?

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