A Liga NOS chega à oitava jornada, a qual terá como prato forte o “clássico” entre Sporting e FC Porto, em Alvalade. Os “dragões” são líderes, com 21 pontos, 19 golos marcados, três sofridos; os “leões” estão em segundo lugar, com 19 pontos, 16 golos marcados e quatro concedidos. Se a diferença pontual não é relevante nesta fase, a verdade é que os números com que as duas equipas chegam a este importante desafio denotam uma tendência, que já se vinha notando desde a quarta jornada, altura em que comparámos os “três grandes” no nosso Barómetro GoalPoint.

Nessa altura, o FC Porto começava a mostrar uma eficácia e competência em diversos detalhes do jogo que sustentavam a boa campanha interna. Era cedo, certamente, tal como ainda é agora, para tirar grandes conclusões. Mas os números também servem para isso mesmo, fazer um quadro de momentos específicos. E o que eles nos dizem nesta fase?

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  • O FC Porto ganha na maior parte dos números colectivos que reflectem os principais momentos do jogo. A começar pelos remates. Os “dragões” rematam mais por cada 90 minutos (18,7) e também com mais pontaria (6,7 enquadrados), em relação aos “leões”. Porém, estes têm uma taxa de concretização dos disparos superior, com 17%, contra 14%, uma variável que costuma estar associada aos campeões.
  • Os comandados de Sérgio Conceição criam mais situações de perigo: 13,4 passes para finalização por 90 minutos (9,4 dos de Jorge Jesus); 3,0 ocasiões flagrantes (1,7). Porém, como referimos acima, os “leões” são mais lestos a concretizar, para além de que são mais produtivos nos cruzamentos, com 4,7 eficazes (por 90 mins). O Porto, contudo, tem uma melhor taxa de aproveitamento de ocasiões flagrantes (55%).
  • Em termos de desequilibradores, e como já referimos no artigo sobre duelos com vista para o “clássico”, Bruno Fernandes é um perigo nos remates de longe, mas o Porto tem dribladores de respeito, como Brahimi, que lhe permite chegar a este jogo com melhor eficácia de drible.
  • Também defensivamente o Porto tem estado melhor até ao momento. Com excepção dos desarmes, em que os lisboetas são superiores, os “dragões” afirmam-se nas intercepções, remates enquadrados permitidos (embora sem grande diferença) e cometem menos faltas.

As conclusões iniciais são mais ou menos óbvias. O Porto chega a este “clássico” com índices de produção superiores ao Sporting em termos ofensivos, de construção e também defensivos, sendo que os lisboetas lideram em poucos vectores embora um deles muito relevante (concretização). Algo que explica, em parte, a posição de ambos os conjuntos na tabela classificativa. Mas será essa diferença tão acentuada? Aparentemente, a exuberância portista dá-lhe uma certa vantagem, mas não estará o Sporting a mostrar apenas a sua veia mais cínica? Têm a palavra os artistas, no dia 1 de Outubro, pelas 19h15.