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O Sporting somou três preciosos pontos, arriscamo-nos a dizer dos mais difíceis dos últimos anos, na visita ao Rio Ave. O “leão” venceu por 1-0, numa partida em que foi dominado, rematou bem menos que o seu adversário (maior diferença da Liga 2017/18 a não dar vitória à equipa mais rematadora), viu Guedes falhar uma ocasião flagrante frente a Patrício, um minuto antes de apontar o único tento da partida, no seu único remate enquadrado, pelo inevitável Bas Dost. Um “balde de água fria” para uns vilacondenses que mereciam algo mais deste jogo, um clássico momento de “estrelinha de campeão” dos “verde-e-brancos”.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Rio Ave atrevido nos primeiros dez minutos, com três remates (um do Sporting), embora nenhum enquadrado. Ainda assim a equilibrar a partida em termos de domínio territorial, com 50% de posse.

  • Esse atrevimento foi-se acentuando e, aos 20 minutos, os vilacondenses já tinham cinco disparos, ainda que todos sem a melhor direcção. O Sporting não passava do remate solitário, também desenquadrado, e registava 51% de ataques pelo flanco esquerdo, onde estava Marcos Acuña, mas também Gelson Martins a espaços.
  • À meia-hora pouco tinha mudado, com o Rio Ave a registar 54% de posse, sete remates, e Rúben Ribeiro a brilhar com quatro disparos. Porém, nenhum enquadrado. Nenhuma das equipas mostrava pontaria, e o primeiro disparo com boa direcção surgiu apenas aos 32 minutos, com João Navais a cabecear para grande defesa de Rui Patrício.

  • Só dava Rio Ave, que ocupava bem os espaços no meio-campo e não deixava o Sporting ter bola (apenas 43% de posse). Os “leões” tentavam colocar a bola nas costas da defesa contrária, com Gelson a surgir pelo meio em velocidade e Bas Dost descaído os flancos para abrir o corredor. Por isso, os da casa registavam nove remates aos 40 minutos, dois enquadrados, contra dois (sem direcção) dos lisboetas.

  • Intervalo Números atípicos de um jogo dos grandes. O Rio Ave era dono e senhor do jogo ao intervalo, com 60% de posse de bola, 11 remates, embora apenas dois enquadrados, sendo nove deles de fora da área. O Sporting, com dois disparos, nenhum enquadrado, só nos duelos tinha alguma vantagem, com 62% ganhos, e até no passe as coisas não corriam bem, pois não passava dos 72% de eficácia. Num jogo animado mas pobre no que toca a eficácias, apenas um jogador atingia os 6.0 nos GoalPoint Ratings, o defesa-central Marcelo, do Rio Ave, com um passe para finalização e sete acções defensivas. O melhor do “leão” era Rui Patrício, com 5.6, graças a duas defesas, uma delas extraordinária.

  • Formação leonina com mais bola nos primeiros 15 minutos da segunda parte, 60%, muito por culpa da saída de Daniel Podence para a entrada de Battaglia. Mas essa posse era inconsequente. Apenas um remate nesta fase, novamente desenquadrado, enquanto o Rio Ave chegava aos quatro, num total de 15. A equipa de Jorge Jesus melhorou bastante na eficácia de passe após o descanso, atingindo os 86% neste período, contra os tais 72% da etapa inicial.
  • Aos 69 minutos, golo anulado a Bruno Fernandes, por fora-de-jogo, numa altura em que o Rio Ave voltava a subir na partida, com 47% de posse nesta fase do segundo tempo. Teria sido o primeiro remate do médio leonino, que de relevante registava apenas um passe para finalização.

  • Excelente o Rio Ave no capítulo do passe, com números de equipa “grande”. Perto do fim da segunda parte registava 83% de eficácia, numa média global de 80%. E somava 17 passes para finalização.
  • Aos 84 minutos, Guedes (pior em campo, com 4.4) falhou um golo incrível, na pequena área, com Rui Patrício pelo chão. E na resposta o Sporting marcou. Battaglia cruzou da esquerda e Bas Dost rematou de cabeça com sucesso. A qualidade no ataque acabou por fazer toda a diferença nos momentos decisivos.

O Homem do Jogo 👑

O Rio Ave foi melhor, dominou, rematou muito, mal deixou o Sporting criar perigo, mas perdeu o jogo. Esta é a história que fica para contar, mas o que decorreu ao longo dos 90 minutos dificilmente poderia destacar como MVP um jogador que não dos vilacondenses – a não ser que fosse Rui Patrício. Apesar de não ter ajudado a sua equipa a marcar sequer um golo, Rúben Ribeiro foi o melhor em campo, com seis remates, embora nenhum enquadrado. O extremo fez cinco passes para finalização, acertou as três tentativas de drible, foi quem mais interagiu com a bola (87 toques), ganhou 12 de 23 duelos e ainda somou dez recuperações e seis desarmes. Terminou com um belo GoalPoint Rating de 7.4.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Rui Patrício 6.5 – O guarda-redes foi o grande responsável pelo resultado positivo leonino. Ao longo de todo o jogo foi segurando o nulo com um punhado de defesas espantosas, e acabou com cinco, duas delas a remates dentro da sua grande área. Grande jogo do internacional português.
  • Marcelo 6.3 – O defesa-central foi o melhor na primeira parte e manteve a bitola, apesar de ultrapassado. Para além dos espantosos (para um central) três passes para finalização, teve nove acções defensivas – dois desarmes, três intercepções e quatro alívios.
  • Nélson Monte 6.2 – O outro central anfitrião ajudou a “secar” Bas Dost durante a maior parte do tempo, pelo menos até aos 85 minutos. Recuperou a bola oito vezes, somou cinco intercepções e ganhou quatro de sete duelos.
  • Sebastián Coates 6.2 – O uruguaio esteve irrepreensível, ajudando no desacerto vilacondense na hora de finalizar. Para além das três tentativas de drible com sucesso em quatro (!), ganhou dez de 13 duelos, a totalidade das três pelo ar, recuperou nove vezes a bola e realizou quatro desarmes.
  • Bas Dost 6.0 – O holandês pouco fez durante o jogo, mas quando apareceu, decidiu a partida, com um golo de cabeça oportuno, em momento decisivo. No total somou apenas dois remates, ganhou quatro de oito duelos aéreos e tocou na bola somente 15 vezes.

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