Messi, Messi e mais Messi. Para lá da espectacular campanha protagonizada pelo “outsider” Ajax, a história da edição 2018/19 da Liga dos Campeões vai-se fazendo, no plano individual, em redor dos feitos do pequeno argentino.

Frente ao Liverpool a “pulga” voltou a confirmar a aposta em converter a classificação final do prémio The Best FIFA em anedota histórica (terminou como quinto melhor do mundo). Para lá dos feitos na La Liga, onde já é campeão e pode terminar como rei dos golos e das assistências, Messi vai guardando o melhor para a competição mais mediática do planeta, a Champions. A edição anterior não tinha sido propriamente má para Leo, mas, colocada lado a lado com a actual, permite distinguir entre um bom desempenho e uma campanha “messiânica”.

 

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Já poucos se recordam, mas pelo meio desta “campanha”, Messi esteve afastado por lesão (fractura do antebraço), falhando aliás duas partidas da fase de grupos do Barça, a terceira e a quarta jornadas, e logo após um fantástico arranque em que amealhou uma “manita” de golos em apenas duas partidas, sinalizando o nível que viria a manter até agora: 15 acções para golo em nove partidas (12 tentos e três assistências) e sete eleições como MVP GoalPoint em nove jogos possíveis (oito, se contabilizarmos apenas os jogos como titular)!

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E os números impressionantes de Messi na presente edição da Champions não se ficam por aqui. Eis mais algumas curiosidades:

  • Lionel leva 49 remates na prova, tantos quanto o espectacular Hakim Ziyech. Diferença? O avançado do Ajax converteu 4,1% desses remates em golo, enquanto Messi atinge os 24,5%. Em remates enquadrados a comparação torna-se impossível: 24 para Messi, 19 para Ziyech, isto apesar de o internacional marroquino somar mais 140 minutos jogados.
  • Outra curiosidade mais familiar: Messi jogou apenas mais dois minutos do que Cristiano Ronaldo na presente edição, isto apesar de o português já ter sido eliminado. Tentou somente mais um remate que o português, que terminou com 48. As diferenças surgem a partir daqui: mais 11 disparos enquadrados para o argentino e o dobro dos golos (12,5% remates convertidos para Cristiano).
  • Está a visualizar aqueles passes de ruptura, que “rasgam” as defesas mais bem organizadas quando bem executados? Messi leva 14. O rival mais próximo é Eriksen (Tottenham), com nove.
  • Neymar (já eliminado) e o já referido Ziyech lideram em tentativas de drible, com 65 e 62 respectivamente. Mas na hora de contabilizar a eficácia, eis que salta Messi, com 52,5% de acerto no drible, e a dois apenas de ultrapassar o brasileiro no ranking absoluto.
  • Ao contrário do que alguns adeptos possam pensar, é comum jogadores com missões semelhantes a Messi somarem números elevados de maus controlos de bola. Sensações como Neres (37), Salah (36) e Ziyech (30) demonstram-no. Para Messi a coisa é diferente: soma apenas 12.

É caso para dizer que Messi está a ter, até agora, uma Champions… “jeitosa”, vá.