A Liga 20/21 em quatro gráficos

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A Liga NOS 2020/21 ainda está quentinha, após o seu término na noite desta quarta-feira, e as lutas pelos diversos objectivos da época proporcionaram emoção e incerteza do princípio ao fim, pelo menos em alguns casos. Olhando para o “big picture” que foi o campeonato, como que para um álbum de recordações, percebemos claramente a evolução da tabela classificativa, da primeira à última jornada, compreendendo visualmente as oscilações de forma das equipas, as quebras, os ressurgimentos, aquelas que mantiveram uma regularidade inatacável.

Como base no inimitável trabalho de grande qualidade do TacticalSupersub convidamo-lo a olhar, “de cima”, para o que foi a corrida das 18 equipas da Liga NOS até à meta instalada na 34ª jornada, começando, claro está, pelo topo da tabela, que acabou por honrar a extraordinária campanha do Sporting rumo ao título.

Sprintar desde o início da “maratona”

[ A evolução do 1º ao 6º classificado ]

EvoluçãoTop6
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Este foi o percurso dos seis primeiros classificados. Salta à vista, instantaneamente, a “correria” desenfreada do Sporting rumo à glória. O “leão” começou a “sprintar” logo no início desta longa “maratona” que é a Liga NOS logo à sexta jornada, altura em que assumiu a liderança para nunca mais a perder. Apenas alguns abrandamentos não retiraram ritmo nem “pulmão” aos homens de Alvalade, que à 32ª jornada festejaram.

Destaque também para o início tremido do Porto, que estabilizou no segundo posto à 23ª jornada, mas também para o arranque afirmativo do Benfica, que aos poucos foi caindo, chegando a ocupar a quarta posição entre a 16ª e a 23ª jornadas. Uma irregularidade que também se verificou no Braga. Em plano oposto esteve o Paços de Ferreira que, apesar de um final de época de menor fulgor, chegou ao quinto lugar à 16ª jornada, nunca mais o largando, ficando uma posição acima do sensacional Santa Clara, que viveu momentos de alguma irregularidade, mas fez uma segunda volta extraordinária e garantiu a Conference League na última partida.

Famalicão descola com Ivo Vieira

[ A evolução do 7º ao 12º classificado ]

EvoluçãoMid6
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O percurso do Vitória de Guimarães salta à vista pela longevidade com que manteve o sexto lugar, que perdeu apenas na derradeira jornada, após a derrota com o Benfica. Entre as formações do meio da tabela foi mesmo a única que não foi afectada pelo “síndroma de montanha-russa”, como se nota em todos os outros emblemas. Um deles, um verdadeiro case study…

Melhor que o SpaceX, hein? O Famalicão entrou uma espirar descendente, qual foguetão a falhar um teste de aterragem, mas o “astronauta” Ivo Vieira chegou a tempo para agarrar nos comandos da equipa, após as saídas de João Pedro Sousa e Silas, e conseguiu inverter a trajectória, rumo a paragens bem mais elevadas. Este é, talvez, o caso mais óbvio de inversão de tendência a que assistimos esta temporada na Liga NOS, e que se nota claramente no gráfico para as equipas entre o sétimo e o 12º lugar.

[ A extraordinária trajectória do Famalicão a partir da 23ª jornada ]

EvoluçãoFama
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O Famalicão chegou a estar em sexto, começou a cair de forma consistente até bater no fundo, ou seja, no 18º lugar à 19ª jornada. Até que Ivo Vieira assumiu o comando da equipa, antes da 23ª ronda, e a partir daí foi quase sempre a subir, com resultados importantes uns atrás dos outros, alguns em terrenos bem complicados, como em Alvalade. Em 12 jogos, o madeirense elevou o Famalicão do 17º posto até ao oitavo, terminando em novo mercê de uma derrota na derradeira jornada, na qual ainda podia aspirar pela Europa. Extraordinário.

Quedas livres rumo ao “fundo do mar”

[ A evolução do 13º ao 18º classificado ]

EvoluçãoBottom6
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As trocas no fundo da tabela foram constantes, com algumas recuperações importantes (como no caso evidente do Portimonense), mas que não evitaram chegarmos à derradeira jornada com um emblema já despromovido e quatro na luta por fugir ao abismo. Ao Farense calhou a fava de ter de defrontar o Santa Clara no fecho da ronda, pelo que regressou à segunda, enquanto o Rio Ave, que chegou a andar pelo meio da tabela, começou a cair à 25ª jornada, face à quase inexistente produção ofensiva, e o melhor que conseguiu foi garantir um esperançoso “play-off” que lhe poderá permitir a manutenção.

Realce também para a queda do Marítimo sensivelmente a meio do campeonato, embora se tenha livrado de males maiores no fim, e para a “debacle” completa do Nacional, que à oitava jornada ocupava um excelente sétimo posto, ainda se aguentou em zonas tranquilas, mas “despenhou-se” a partir da jornada 19. E este é o quadro visual da Liga NOS que agora terminou.

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