A “ESTRELINHA” NOS PÉS DE GUEDES

O Benfica do segundo tempo seria não só mais conservador como ainda mais eficaz e “mortífero”. Um único remate, um golo decisivo, pelo jovem Gonçalo Guedes, numa magnífica execução técnica a dar sequência a um Gaitán que mesmo quando não produz ao seu nível consegue ser influente ao ponto de ter sido protagonista nos dois golos da “águia” em Madrid.

UCL 2015/16 - Grupos J2 - Benfica vs A. Madrid - 2 Parte
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O Atlético de Madrid apenas se poderá queixar de si próprio (Jackson Martínez falhou nada menos do que cinco ocasiões claras de golo), de Júlio César (seis defesas, algumas delas de enorme dificuldade) e da defesa da “águia” (o Benfica conseguiu bloquear cinco dos 23 remates “colchoneros”). A formação lusa conseguiria manter a vantagem até ao apito final, após resistir ao assédio insistente dos espanhóis, numa exibição defensiva de sacrifício, contra-ataque letal mas também aquela “estrelinha” que costuma assistir os campeões.

GRIEZMANN, GAITÁN E GUEDES, UM JOGO DECLINADO EM “G”

Quem nos tem acompanhado não estranhará os GoalPoint Ratings atribuídos pelo nosso algorítmo neste encontro. Incidindo apenas no desempenho estatístico individual qualificado por posição é natural que surjam, entre os derrotados, algumas das maiores figuras de um encontro onde o Atlético procurou, com muito perigo (mas pouco acerto) ser mais feliz.

Mas tal não significa que no plano da história do jogo nomes como Gaitán (no ataque) e quase todos os colegas do sector recuado não mereçam um destaque especial, juntamente com Gonçalo Guedes, um “fruto do Seixal” cada vez mais amadurecido. As “águias” não produziram estatísticamente o suficiente para “brilhar” no algoritmo mas conseguiram o mais importante: vencer e “brilhar”… no coração dos seus adeptos, que se fizeram ouvir no Calderón.

Nos anfitriões, Griezmann acaba por arrecadar o título de jogador mais produtivo do encontro: seis passes para ocasião, um deles a assistência para Correa, mostram a importância do francês nas tentativas de desconcerto da equipa “encarnada”. Já pela negativa… Jackson: o colombiano esteve irreconhecível, desperdiçando um número atípico (5) de ocasiões claras de golo.