O SL Benfica voltou a sofrer até à beira do fim. Na deslocação ao terreno da aflita Académica, a formação lisboeta esteve a perder e só garantiu o golo da vitória aos 85 minutos, pelo recém-entrado Raúl Jiménez.

Até lá os comandados de Rui Vitória atacaram muito, depararam-se com uma defesa férrea por parte dos “estudantes”, sentiram (aparentemente) nas pernas o esforço do jogo de terça-feira em Munique e só quando colocaram “a carne toda no assador” conseguiram perturbar as marcações dos da casa e alcançar os três pontos.

Para a história os números que mostram uma superioridade clara dos “encarnados” e a crença da equipa de que era possível chegar ao golo.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 29 - Académica vs Benfica
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Os 77% de posse de Bola do Benfica contra os 23% da Académica dizem muito do que foi o jogo. Mas não só. Durante largos períodos as “águias” mantiveram uma eficácia de passe acima dos 90%, fruto do posicionamento muito recuado da “briosa” e ausência quase total de pressão sobre o portador da bola. Esse facto permitiu, por exemplo, que Samaris somasse 99 passes, 68 deles ao intervalo, quando a sua média até ao momento era de 66.

Ao mesmo tempo, a Académica acabou a partida sem um único passe para ocasião, algo que só havia acontecido duas vezes esta época – União da Madeira no Estádio da Luz e V. Guimarães em Coimbra, curiosamente. Depois há os remates dentro da grande área: os “encarnados” somaram 14 num total de 18 disparos, e ainda registaram 12 cantos contra um dos anfitriões.

Ainda que a Académica tenha feito somente dois remates, colocou-se na frente aos 17 minutos por Pedro Nuno, no único tiro enquadrado dos da casa. Kostas Mitroglou empatou de cabeça aos 39 minutos e aos 85 o recém entrado Raúl Jiménez fez o 2-1, numa altura em que o Benfica tinha em campo três pontas-de-lança (Jonas ficou em branco!).

Trigueira adia festa do líder

A Académica defendeu muito e quase sempre bem. O Benfica atacou muito e nem sempre com o melhor discernimento. Mas quando conseguiu livrar-se da teia dos “estudantes”, estes puderam sempre contar com Pedro Trigueira. O guardião da “briosa” foi gigante entre os postes e até a sair deles. Registou seis defesas, algumas delas decisivas, dois alívios e uma intercepção. Uma exibição esforçada e que culminou com 7.0 no GoalPoint Ratings (GPR), sendo assim o mais valioso em campo.

A pontuação global das equipas não foi famosa, diga-se (Académica 5.18; Benfica 5.67), mas há dois benfiquistas que estiveram uns furos acima dos demais. Renato Sanches foi o melhor as “águias”, com 6.3 no GPR, mais umas centésimas que Nico Gaitán. O médio português esteve em todo o lado, arrancou impressionantes 90% de passes certos, dois passes para ocasião e nove recuperações de bola. Depois do esforço de Munique mostrou uma frescura invejável.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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