O FC Porto somou a segunda vitória consecutiva na Liga NOS, ao bater a Académica, em Coimbra, por 2-1. Tal como contra o Benfica, os “estudantes” marcaram primeiro, igualmente por Pedro Nuno, deixaram-se empatar ainda na primeira parte e sofreram o golo da derrota no segundo tempo – o que deixa a equipa cada vez em maiores apuros. Os “dragões” foram a melhor formação este sábado, tentaram chegar à vitória desde o primeiro minuto e conseguiram-no mesmo sem carregar muito no acelerador.

Académica vs FC Porto - Liga NOS 2015/16
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Os primeiros minutos mostraram a tendência de toda a partida. Um Porto com muita bola, autoritário, paciente, mas pouco intenso, que teve em Maxi Pereira e Rúben Neves os elementos mais perigosos nesta fase. Em contraponto uma Académica encolhida, pouco pressionante e a dar poucos espaços. José Peseiro manteve a aposta em Danilo Pereira no eixo da defesa e José Ángel na esquerda, e tudo correu bem até aos 25 minutos, quando Pedro Nuno converter um livre na perfeição. Rúben Neves (38′) empatou com um remate fantástico de fora da área e colocou justiça no marcador. Justiça porque o Porto chegou ao intervalo com sete remates, três enquadrados, 73% de posse e 86% de passes certos, perante ausência de pressão contrária.

Também no segundo tempo se notou a dificuldade portista para entrar na grande área contrária, que colocou muitos elementos em zonas recuadas. Os “dragões” terminaram o jogo com 15 remates, cinco bem direccionados, mas dez desses disparos foram realizados de fora da área. Tal como o tento do empate, também o 2-1 surgiu de um remate de longe, com Brahimi (66′) a marcar quatro minutos após entrar em campo, com a ajuda de André Silva, que se fez ao lance, importunou a defesa contrária mas não tocou na bola. Realce também para o jogo positivo da Académica que, embora recuada, cometeu apenas sete faltas ao longo da partida.

Corona altruísta

O mexicano Jesús Corona gosta de rematar, de marcar e partir para cima dos adversários, mas desta feita o extremo esteve diferente. Saiu aos 86 minutos, para dar lugar a Francisco Ramos, mas deixou em campo um trabalho colectivo importante. Dos 11 passes para ocasião somados pelo Porto, Corona fez cinco, embora nenhum tenha sido aproveitado pelos colegas (Sérgio Oliveira e André André foram os autores das duas assistências). Realizou ainda dois remates (desenquadrados), esteve muito bem no passe (84,6% de 52 certos) e ainda ajudou na defesa, com duas intercepções e três recuperações. Uma exibição nada egoísta, para o colectivo, que lhe valeu 7.0 no GoalPoint Ratings (GRP) e a eleição de mais valioso em campo.

Pedro Nuno, o autor do golo da Académica, tal como o fizera ante o Benfica, foi o melhor na “briosa”. A conversão do livre foi irrepreensível e, no final, o médio terminou com quatro remates, um enquadrado e um passe para ocasião. Foi, sem dúvida, o mais influente dos homens da casa, com 85,7% de 21 passes certos, e 92,3% dos 13 que fez para o meio-campo adversário. E somou ainda três recuperações, sendo que apenas perdeu quatro vezes a posse de bola. Os 6.6 no GPR premeiam uma bela tarde para o jogador.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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