Ac. Viseu 🆚 Porto | “Viriatos” adiam decisão para o Dragão

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O FC Porto foi a Viseu empatar com o Académico local a uma bola, em jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Numa partida dominada pelos “dragões”, a formação da casa, que milita na segunda Liga, conseguiu, ainda assim, causar alguns calafrios, chegando mesmo ao golo que leva tudo empatado para o embate no Estádio do Dragão, na próxima semana. Zé Luís e João Mário marcaram os golos, num desafio em que o jovem Vítor Ferreira brilhou a grande altura, na sua primeira titularidade.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • O jogo começou logo com uma grande perdida de Moussa Marega que, isolado, picou a bola sobre o guarda-redes Ricardo Fernandes, mas a bola saiu ao lado. O Académico de Viseu não se atemorizou e construiu alguns lances de ataque com algum perigo, desestabilizando um pouco o jogo portista.

  • No primeiro quarto-de-hora, os “dragões” tiveram mais bola, como se esperava, cerca de 67% de posse, mas os dois únicos remates do jogo (desenquadrados) pertenciam aos homens de Viseu, que somavam também os únicos cantos (2). Os portistas iam-se destacando, pela negativa, nas faltas, com cinco.

  • À meia-hora já o Porto havia tomado conta do jogo em todos os momentos, com impressionantes 73% de posse, 88% de eficácia de passe e já três remates (contra os tais dois dos da casa), mas as duas equipas continuavam sem pontaria e os guarda-redes sem realizarem defesas.
  • Romario Baró era um dos mais inconformados. O médio ia tentando pegar na “batuta” do jogo e, nesta fase do jogo, registava o rating mais elevado, um 5.9 assente, sobretudo, nos dois dribles tentados e concluídos com êxito e no passe para finalização que registava.

  • O primeiro remate enquadrado surgiu somente aos 43 minutos e para os viseenses, com Fernando Ferreira a obrigar Diogo Costa a aplicar-se. E era este o cenário, um Porto mandão, mas sem ideias, um Académico a tentar surpreender a espaços.

  • Intervalo Jogo aguerrido mas pobre, no Fontelo, com o Porto a entrar dominador, mas o Académico a conseguir alguns lances de perigo. Os “azuis-e-brancos” tinham quase sempre a bola e remataram mais, mas mostraram tanta eficácia (ou falta dela) quanto os homens da casa que, por seu turno, apresentavam grandes dificuldades no passe (63% certos). O melhor em campo nesta fase era Romário Baró, com um GoalPoint Rating de 6.2, fruto de dois passes para finalização, dois dribles concluídos e dois desarmes.

  • A partida manteve a toada morna e confusa no arranque da segunda parte, mas o Porto, desta feita, foi mais eficaz. Aos 59 minutos, Vítor Ferreira isolou Zé Luís e este não desperdiçou perante o desamparado guarda-redes contrário. Ao quarto remate na segunda parte, terceiro enquadrado, os “dragões” marcaram.

  • À passagem dos 65 minutos, com o Porto já em vantagem, começava a ficar claro que este jogo estava totalmente na mão dos visitantes e os anfitriões já não conseguiam chegar com frescura ao último terço. Nesta fase, 65% de posse para o Porto, só um remate para o Académico, desenquadrado, e cinco disparos dos “dragões” na etapa complementar, quatro com boa direcção.

  • Só que aos 70 minutos, os anfitriões marcaram. Cruzamento da direita de Kelvin e João Mário, de cabeça, atirou para o fundo da baliza portista. Dois remates dos viseenses no segundo tempo, um golo.
  • O Porto tentava construir muito do seu jogo pelo corredor central, chegando aos 41% de ataques por essa zona. O Académico, por seu turno, chegou a 64% de ataques pelo flanco esquerdo – embora, curiosamente, o golo do empate tenha surgido de um lance na direita. Seja como for, o Porto continuava mais perigoso e Nakajima obrigou Ricardo Fernandes a grande defesa por volta dos 76 minutos.

  • Nos últimos minutos a pressão portista foi intensa, mas o Académico cerrou fileiras e impediu os “dragões” de alcançarem a vitória, partindo para o jogo no Estádio do Dragão com empate, mas vantagem portista devido ao golo marcado fora.

O melhor em campo GoalPoint👑

Mas que grande estreia a titular do jovem Vítor Ferreira. O médio do FC Porto, de apenas 19 anos, espalhou classe e capacidade de trabalho no Fontelo, terminando com números de jogador habituado à mais alta roda do futebol e nos vários momentos do jogo. O GoalPoint Rating de 7.9 reflectem três remates (todos de fora da área), dois enquadrados, a assistência para o golo de Zé Luís, bem como duas ocasiões flagrantes criadas em três passes para finalização, 88% de eficácia de passe e 14 recuperações de posse. Nunca se escondeu, pelo que terminou com o número máximo, de longe, de acções com bola, nada menos que 112.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Ricardo Fernandes 7.2 – O segundo melhor rating da noite pertenceu ao melhor dos viseenses. O guarda-redes da casa teve, naturalmente, muito trabalho e registou seis defesas, três a remates na sua grande área, e ainda tirou uma bola que se encaminhava para um ângulo superior.
  • Romário Baró 6.7 – Bom jogo de outro jovem formado no FC Porto. Baró tentou desde cedo ser o motor das movimentações ofensivas da equipa, mas também o primeiro na hora de trabalhar no duro. Para além de dois passes para finalização, o médio teve sucesso nas três tentativas de drible, recuperou nove vezes a posse de bola e registou seis desarmes.
  • João Oliveira 6.4 – Numa partida de grande luta a meio-campo, João Oliveira esteve muito eficaz a travar as investidas do Porto, terminando o jogo com nove recuperações de posse e o número máximo de desarmes (7).
  • Zé Luís 6.3 – As lesões não têm largado o ponta-de-lança, mas regressado de paragem, o cabo-verdiano fez o gosto ao pé, marcando o único tento da sua equipa, num total de três remates, um só enquadrado.
  • João Mário 6.1 – O guineense de 26 anos teve uma noite para recordar, pois foi ele o autor do golo do Académico na recepção ao “dragão”. O guineense teve, contudo, de lutar contra uma defesa portista consistente, ganhando apenas três de sete duelos aéreos ofensivos.
  • Jesús Corona 6.1 – Entrado na segunda parte para o flanco esquerdo, o mexicano mexeu muito com o jogo e mostrou uma vontade férrea de criar lances de golo. Em 21 minutos em campo, registou dois passes para finalização e completou cinco de seis tentativas de drible (as cinco no último terço).
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