GoalPoint-Ajax-Tottenham-Champions-League-201819-Ratings
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O Tottenham garantiu esta quarta-feira uma final 100% inglesa da Liga dos Campeões. Após perder em casa por 1-0 na primeira mão e de chegar ao intervalo da segunda em desvantagem por 2-0, a formação londrina surgiu transfigurada na segunda parte, abrindo o seu futebol e pressionando bem à frente, anulando por completo o futebol do Ajax. Em consequência disso marcou três golos, todos por Lucas Moura, o último dos quais nos derradeiros momentos de jogo. Mais uma noite épica da Liga dos Campeões, com mais uma recuperação improvável – a sétima de um emblema inglês na competição (a perder por dois ou mais golos), mais do que qualquer outro país. Esta é a primeira final da mais importante competição de clubes europeus para os “spurs”.

O Ajax entrou personalizado no encontro, como é sua imagem de marca. Mesmo não tendo tanta bola como os ingleses, os “lanceiros” sabiam perfeitamente o que tinham de fazer e, aos cinco minutos, colocaram-se em vantagem no jogo, por Matthijs de Ligt, a cabecear após um canto cobrado por Lasse Schöne.

O Tottenham reagiu, acercou-se com algum perigo da baliza de André Onana, mas os seus seis remates no primeiro tempo (tantos quanto o Ajax) não conseguiram fazer abanar as redes. Ao invés, um lance de Dusan Tadic na esquerda, aos 35 minutos, encontrou Hakim Zyiech na grande área e o marroquino, de primeira, rematou forte e colocado para o 2-0. O Ajax tinha menos bola, mas era mais objectivo e pragmático a chegar ao ataque. Apesar disso, o melhor ao descanso era um central, De Ligt, com um GoalPoint Rating de 7.2, com um golo e todos os duelos aéreos (6) ganhos.

Os “spurs” não desistiram e entraram com grande fulgor na segunda parte, mais subidos no terreno, registando 74% de posse de bola e quatro remates, dois enquadrados, aos 55 minutos, altura em que Lucas Moura surgiu em grande velocidade na grande área holandesa para reduzir para 2-1. E aos 59 minutos, numa jogada de insistência em que Onana evitou o golo mais cedo, o atacante brasileiro fez o empate a duas bolas. Jogo louco no arranque de segundo tempo.

Aos 79 minutos, Zyiech atirou ao poste esquerdo da baliza de Hugo Lloris, numa altura em que o jogo estava totalmente partido e ninguém arriscava apontar num vencedor óbvio da eliminatória, apesar da vantagem ainda pertencer ao Ajax. Jan Vertonghen atirou à barra de cabeça, aos 87 minutos, vendo depois um adversário tirar a bola de cima da linha na recarga, numa fase electrizante e de grande qualidade. E o “golpe de teatro” acabou por acontecer.

Nos derradeiros momentos do tempo de compensação, Lucas Moura quebrou os corações holandeses, ao rematar à entrada da área, muito colocado, sem hipóteses para Onana. Era a loucura entre os adeptos londrinos. Pela segunda vez em dois dias, uma equipa inglesa dava a volta a uma desvantagem de três golos, neste caso fora de casa e em apenas 45 minutos.

A grande figura da partida só poderia ser uma. O brasileiro Lucas Moura fez um “hat-trick” e foi o herói do Tottenham, apurando-o para a final, com um GoalPoint Rating de 10.0. A nota máxima que premeia uma exibição fantástica, com três tentos em cinco remates (três enquadrados), dois passes para finalização, quatro dribles certos em seis tentativas e três duelos aéreos ofensivos ganhos em seis. Moura tornou-se no quinto jogador da História a fazer um “hat-trick” em meias-finais da Champions, juntando-se a Alessandro Del Piero, Ivica Olic, Robert Lewandowski e Cristiano Ronaldo.