Portugal ganhou na Albânia por 1-0, num jogo difícil do Grupo I e nem sempre bem jogado que apenas ficou resolvido nos descontos, graças a um golo de cabeça de Miguel Veloso após canto apontado por Ricardo Quaresma. Um desfecho que deixa Portugal a um ponto apenas da presença no Europeu de 2016, em França.

Qualificação Euro 2016 - Albânia vs Portugal - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Fernando Santos surpreendeu. A aposta em Miguel Veloso e Bernardo Silva, com Cristiano Ronaldo na frente, como ponta-de-lança, poderia não estar nas cogitações de muitos analistas, mas a ideia era aproveitar a mobilidade dos quatro jogadores mais ofensivos (Cristiano Ronaldo, Nani, Danny e Bernardo) para realizar trocas posicionais e baralhar a defensiva albanesa. Contudo, a defesa à zona dos da casa não caiu na armadilha de acompanhar a movimentação traiçoeira dos portugueses e nunca abriu espaços, e a linha mais recuada conseguiu, com os quatro foras-de-jogo arrancados a Ronaldo, anular a principal ameaça das “quinas”.

DIFICULDADES PARA FURAR

A Dinamarca empatou com a Arménia sem golos, um resultado que favorecia tanto Albânia como Portugal. Mas mesmo assim a estratégia das duas formações não terá mudado com esse resultado. A maleável frente ofensiva de Portugal era, teoricamente, difícil de travar, mas notou-se alguma dificuldade de entendimento entre Nani, Ronaldo e Danny (ou Bernardo Silva), pois as suas constantes deambulações e trocas posicionais obrigavam ao levantar da cabeça para procurar o colega. Este facto favoreceu a pressão albanesa e prejudicou o último passe.

Qualificação Euro 2016 - Albânia vs Portugal - 1º Tempo
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Ainda assim, por vezes essa estratégia resultou, originando espaços para os oito remates portugueses no primeiro tempo. Porém, apenas um saiu enquadrado com a baliza (um ao poste, por Nani), e as virtudes da ideia ofensiva esbarravam na linha defensiva albanesa, sólida quando recuada, inteligente a subir e a colocar Ronaldo e companhia em fora-de-jogo, tornando inútil o último passe luso. Os cinco (de oito) disparos portugueses realizados de fora da área são demonstrativos das dificuldades em furar a muralha albanesa. Os 58,6% de posse de bola e os 59,3% de duelos ganhos na primeira metade mostram, no entanto, o domínio português nesta fase.

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