Alemanha 🆚 Portugal | À terceira… não foi de vez

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Portugal jogou a terceira final do Europeu de Sub-21, mas mais uma vez saiu derrotado, por 1-0, pela Alemanha, prosseguindo a malapata. A formação lusa até criou alguns lances para marcar, mas nunce teve a objectividade e o pragmatismo dos germânicos, que foram melhores na primeira parte, marcaram cedo na segunda e poderiam ter dilatado a vantagem diversas vezes em contra-ataque, valendo à turma das “quinas” a qualidade de Diogo Costa na baliza.

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Pragmatismo alemão dita leis

Portugal começou muito bem, dominador, personalizado, com bola e a criar muitos lances de ataque, chegando mesmo às 12 acções com bola na área alemã contra uma apenas dos germânicos do outro lado. Mas aos poucos, a Alemanha acertou posições a meio-campo e anulou o “miolo” de Portugal, criando diversos lances. Os lusos só perto do descanso reagiram, com Vitinha a isolar-se, mas a optar por fintar em vez de rematar, perdendo-se o lance.

A Alemanha marcou logo no arranque da segunda parte, por Nmecha, o que obrigou Portugal a lançar-se no ataque. E foi isso que fez, criando muitos lances, em especial pelo flanco direito, deixando muitos espaços para contra-ataques alemães. E não fosse Diogo Costa e Portugal teria terminado com vários golos encaixados, como, aliás, mostram os expected goals (xG) finais.

[ Posicionamento alemão denuncia recuo germânico no segundo tempo ]

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O MVP GoalPoint👑

Portugal perdeu a final, apesar de ter tido mais bola, e o melhor em campo foi o seu guarda-redes. Esse facto diz muito da prestação de Diogo Costa, que terminou com um GoalPoint Rating de 6.9. O jogador do FC Porto terminou com cinco defesas, três a remates na sua grande área, quase todas de grande grau de dificuldade, evitando um resultado “gordo” para os germânicos.

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Outros GoalPoint Ratings 🔺🔻

Diogo Dalot 6.6 – O melhor elemento da primeira parte, sólido a defender e a subir com muito critério, manteve o nível na segunda, terminando com quatro duelos aéreos defensivos ganhos (100%), três intercepções e cinco acções com bola na área contrária.

Diogo Queirós 6.6 – Jogador com mais passes certos em toda a partida (65), ganhou seis de oito duelos aéreos e somou três intercepções.

Diogo Leite 6.3 – Falhou só um passe (em 60), recuperou oito vezes a posse, fez seis alívios e dois bloqueios de remate, demonstrando com posicionamento.

Fábio Vieira 5.7 – Um dos mais rematadores, com quatro disparos, nenhum enquadrado. Fez cinco passes ofensivos valiosos, completou dois de três cruzamentos e somou o máximo de acções com bola na área contrária (6).

Vitinha 5.5 – Aquela perdida no final da primeira parte… Essa foi a nódoa maior numa exibição discreta, mas que não lhe mancha a excelente campanha na prova. Completou todas as cinco tentativas de drible.

Florentino Luís 5.1 – Em termos de posicionamento andou perdido na primeira parte, tendo depois de correr quilómetros para tapar “buracos”, mas foi melhorando, registando nove recuperações de posse. Mas foi driblado três vezes.

Tiago Tomás 5.1 – Portugal perdeu a bola e TT viu-se sem que ninguém o servisse na frente de ataque. Sem hipóteses de aproveitar a profundidade, acabou substituído perto da hora de jogo, com dois remates, um enquadrado.

Gedson Fernandes 5.1 – Entrou perto do fim para o lugar de Florentino, sem tempo para ter impacto no jogo.

Gonçalo Ramos 5.0 – “Pedia-se” a entrada do ponta-de-lança, que só chegou nos derradeiros minutos. Sem impacto.

Francisco Conceição 4.9 – Entrou, esticou o jogo, criou desequilíbrios com o seu drible… que tentou oito vezes, apenas duas com sucesso. Foi inconsequente, mas também teve pouco apoio e linhas de passe.

Abdu Conté 4.8 – Interessante a forma como se integrou no ataque, com três passes ofensivos valiosos, mas na retaguarda somou só três acções defensivas, perdeu a posse quatro vezes no primeiro terço e foi driblado duas vezes nesta zona.

Rafael Leão 4.8 – Entrou ao intervalo para o lugar de Dany Mota, mas a sua acção foi quase nula.

Daniel Bragança 4.7 – A sua inteligência é incrível, mas perante a “muralha” alemã, nunca conseguiu ser decisivo. Ainda assim, destaque para dez passes longos certos em 11 e o máximo de recuperações de posse (12).

Dany Mota 4.7 – Esforçado, caiu muitas vezes nos flancos para fugir às marcações, mas nunca teve espaços nem velocidade para desequilibrar. Saiu ao intervalo, entrando Rafael Leão, com registo de dois dribles eficazes em três.

Jota 4.6 – Pouco mais de meia-hora em campo, tempo suficiente para deixar a sua marca… mas não deixou. Destaque para os 100% de eficácia nos 11 passes que fez.

Entre os alemães:

Niklas Dorsch 6.8 – O “trinco” foi o melhor dos alemães, excelente no passe (97% eficazes), incluindo no longo (seis certos em oito), com registo de oito recuperações e quatro desarmes.

Lukas Nmecha 6.6 – O jogador ligado ao Manchester City fez o único golo da final, fez quatro remates, três enquadrados, e mostrou que estamos perante um jogador de enorme futuro.

Arne Maier 6.5 Bom jogo do médio, com dois dribles eficazes (100%), 37 passes certos em 40 e quatro desarmes.

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