Alemanha vs. Argentina: a selecção natural

A “mannschaft” e a “albiceleste” chegam à grande final com naturalidade. Duvida? Confira os números.

A defender manda a Argentina

 

A consistência defensiva "albiceleste" coloca um desafio à Alemanha (foto: Shutterstock/AGIF)
A consistência defensiva “albiceleste” coloca um desafio à Alemanha (foto: Shutterstock/AGIF)

Consolidando a imagem que têm deixado neste Mundial, os “albicelestes” destacam-se sobretudo na hora de defender: menos golos sofridos (três contra quatro dos germânicos) e maior eficácia na disputa de bola (64% contra 54% dos teutónicos, numa variável liderada pela disciplinada equipa de van Gaal com 68%). Os argentinos obtêm ainda este rendimento efectuando menos faltas que os alemães (embora com mais cartões amarelos, seis contra quatro da “mannschaft”) e sofrendo mais faltas que os adversários (102 contra 90) na hora de reconduzir o jogo.

 ArgentinaAlemanha
Entradas ganhas10293
Eficácia Duelos aéreos (%)50,7%55,9%
Eficácia disputa de bolas (%) 63,6%53,9%
Intercepções8742
Bloqueios1921
Alívios191182
Faltas cometidas6070
Faltas Sofridas10290
Erros defensivos33
Erros def. result. Golo11
Cartões Amarelos64
Cartões Vermelhos00
Cartões por entradas perigosas64
Golos sofridos34

 

A “selecção natural”

Se a solidez defensiva argentina não será propriamente estranha ao ADN “albiceleste” (bastando para isso recordar o modelo de jogo que os havia levado à última final, em 1990), já o jogo de posse curta que procura sempre levar as ocasiões de golo para o interior da área com pouco recurso aos cruzamentos é uma matriz que, a resultar no título Mundial, destacará esta como a selecção alemã menos germânica de sempre a atingir o sucesso. Veremos quem sairá por cima neste confronto de ideias, na certeza porém que dificilmente o Mundial teria finalistas mais justos do que os que se preparam para discutir o título no próximo domingo.