Na Premier League existe uma nova sensação! E não nos referimos ao surpreendente Norwich de Daniel Farke, primeira equipa britânica a conseguir bater o Manchester City de Guardiola. Falamos do Leicester City, uma equipa que ainda vive na ressaca de um título de campeão que muitos consideraram um milagre, mas que tem operado uma renovação interessante a nível de jogadores e de filosofia futebolística desde a chegada de Brendan Rodgers.

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Antes de regressar à Premier League, Brendan Rodgers tinha contas a ajustar com os adeptos ingleses. A sua passagem pelo Liverpool pode ter deixado poucas saudades nos aficionados dos “reds”, mas aproximadamente três anos passados ao comando do Celtic valeram ao técnico um total de nove troféus… em nove possíveis. Os bons resultados não terminaram desde que Rodgers assumiu o Leicester City, muito pelo contrário. O técnico inglês surpreendeu os especialistas ao revolucionar a equipa praticamente desde o seu primeiro jogo. Na presente temporada, já com mais trabalho feito ao nível da definição das propostas de jogo, pode ser boa ideia apostar no Leicester em “sites” como o Casino Online 888. Alguns comentadores ingleses já apontam o clube como um dos favoritos à qualificação para a Liga dos Campeões (isto é, aos primeiros quatro lugares da Liga). Mas, afinal, o que mudou essencialmente no histórico inglês?

Futebol directo e talento individual

A organização táctica do Leicester City não é revolucionária. Rodgers joga em 4-4-2, contando com dois laterais extremamente ofensivos (Ricardo na direita e Chilwell na esquerda) e com dois médios-ala que ajudam a compor uma linha de quatro no meio-campo no momento defensivo, mas que aparecem muito frequentemente em zonas de último passe ou mesmo de finalização. O ataque é extremamente móvel, e conta com um elemento táctico valiosíssimo: Jamie Vardy. O avançado é responsável por arrastar marcações para que jogadores como Praet, Barnes ou Maddison possam penetrar as linhas defensivas dos adversários. Ao seu lado, o espanhol Ayoze Pérez – recentemente contratado ao Newcastle – opera numa função semelhante, sendo, no entanto, mais um avançado de apoios: uma espécie de elemento trabalhador no ataque, que desempenha a mesma função de retenção e recuperação de bolas que Ndidi faz no meio-campo.

Finalmente, o Leicester tem uma última arma estratégica: o jovem belga Tielemans, que está encarregue de oferecer largura à equipa em momentos de aperto e cuja missão, em momento ofensivo, passa por tentar servir de forma rápida os homens da frente.

Uma grande equipa de olheiros

Mas se a visão futebolística de Rodgers – a quem deve ser dado muito mérito – parece estar perfeitamente adequada aos seus jogadores, tal acontece porque o Leicester se muniu de jogadores jovens de grande qualidade. Os novos craques da equipa inglesa podem nem ter sido propriamente baratos (não estariam, por exemplo, ao alcance de um “grande” português), mas demonstram tanta qualidade futebolística que é impossível não nos lembrarmos do quão eficaz é o departamento de avaliação de jogadores e olheiros de Leicester.

Talento individual não falta no clube, que conta com alguns dos jovens jogadores mais empolgantes do mundo neste momento. À cabeça está James Maddison, um médio-ala de 22 anos que foi contratado ao Norwich, na altura na segunda divisão, e que tem uma visão de jogo e controlo de bola acima do normal. Num bom dia, Maddison é o patrão do jogo da equipa do Leicester, assim como o jogador mais habilidoso do plantel. Sem dúvida uma estrela em formação!

Mas este ano é o defesa-central turco Soyuncu quem tem feito as delícias dos adeptos. Contratado ao Friburgo, da Alemanha, este é um daqueles defesas que só se vendem por 70 milhões: extremamente eficaz a defender, forte fisicamente, dotado de uma grande capacidade de concentração e ética de trabalho e, acima de tudo, com uma qualidade acima do normal para transportar a bola em condução. Se não fosse um exagero, diríamos que Soyuncu lembra um pouco uma mistura entre Van Dijk e Hummels; pode sem dúvida tornar-se num dos melhores do mundo na sua posição.

Um plantel perfeitamente balançado

Outra questão vital para o sucesso do Leicester passa pela capacidade da organização e dos directores desportivos na definição de um plantel equilibrado. O “onze” inicial parece apontar a mesma simbiose perfeita entre juventude e experiência que existe no conjunto total dos jogadores. Schmeichel, Evans, e Vardy são os veteranos de uma equipa que se baseia essencialmente em jovens com menos de 25 anos, mas em todo o plantel encontra-se a mesma relação. Veteranos ex-campeões como o defesa-central Wes Morgan, o lateral Fuchs ou o ala Albrighton concedem à equipa o muito necessário ponto de vista do futebolista maturo, influenciando por sua vez um grupo de jovens jogadores cuja qualidade não pode ser descurada: Maddison, Barnes, Tielemans, Soyuncu, e Chilwell, mas também jogadores que são habitualmente suplentes – e que têm estado em bom nível -, como o médio de trabalho Choudhury (uma revelação desde a chegada de Rodgers) ou Demarai Gray.
Com todas estas armas, o Leicester City tem tudo para voltar a ser sensação: e desta vez, a jogar um futebol atractivo e de ataque.