Análise: Conheça os mais influentes goleadores de Benfica, Porto e Sporting

Analisámos o desempenho dos diversos goleadores que comandaram o ataque dos “três grandes” na última década, de modo a perceber quais foram, por clube, os mais influentes.

A questão que fica é simples: o que teria sido do Sporting 2012/13 sem os golos do holandês (foto: D. Niejmyrok)
A questão que fica é simples: o que teria sido do Sporting 2012/13 sem os golos do holandês (foto: D. Niejmyrok)

Sporting CP: Para lá de Liedson, a surpresa

A década em análise não trouxe títulos aos “leões”. Talvez por isso o registo dos seus máximos goleadores não é tão “gordo” como os apresentados pelos seus rivais, o que não impede o Sporting de ter colocado, por duas vezes, o brasileiro Liedson no lugar cimeiro do pódio dos goleadores da Liga. A omnipresença de Liedson como o mais influente artilheiro leonino da década é, talvez, a “surpresa mais previsível” desta análise, não só pela quantidade de épocas em que assumiu um peso notório nos golos marcados pela equipa (por três vezes foi responsável, com golos e assistências, por mais de 40% dos golos dos “verde-e-brancos”) como pelo facto de em 2008/09 ter tido influência em 49% dos tentos leoninos, o que o torna o segundo mais influente goleador da década entre os “três grandes” e aquele que, numa só época, mais golos decisivos marcou (seis que garantiram três pontos).

Para lá do previsível peso do “levezinho”, melhor marcador em seis das dez épocas em análise, sobra pouco, a não ser o facto de o nome que merece menção imediatamente a seguir ao brasileiro ser o do holandês Ricky van Wolfswinkel, que na pior época dos “leões” marcou ou assistiu 44% dos golos da sua equipa. Ricky quase iguala, aliás, mas na época anterior, o registo de maior número de golos que garantiram vitórias entre goleadores dos “três grandes”, ficando a um golo de Liedson e igualando o registo daquele que (lá chegaremos) é o mais influente avançado da década.

Fredy Montero surge como terceiro nome a reter entre os “leões”, mais por falta de concorrência do que por mérito próprio (a sua influência nos golos atingidos na última época, 28%, é uma das mais baixas dos três clubes), sendo que perde inclusive o lugar para Islam Slimani no decurso da época, não só no “onze” mas também no número de golos realmente decisivos (o argelino marcou quatro, o registo mais elevado da última época entre os três grandes).