André Carrillo chegou a Alvalade em 2011/12, com um contrato de cinco anos com o “leão”. Com 19 anos e com um custo de apenas 690 mil euros, o jogador conhecido como “la culebra” (a cobra) estava longe de assumir o estatuto de contratação de peso. Era um projecto de futuro, a juntar a outros, produzidos na academia ou contratados fora. Passadas quatro épocas o peruano surge no epicentro de uma novela de renovação que vai alimentando títulos (da imprensa) e preocupação (dos adeptos e SAD leonina). Mas o que vale realmente André Carrillo? Vamos ajudá-lo(a) a perceber melhor o peso do extremo nos “verde-e-brancos”, uma pergunta pertinente tendo em conta que o “la culebra” faz parte daquele segmento de jogadores que, com ou sem justificação aparente, divide opiniões (e paixões) entre os adeptos.

“REI LEÃO” DAS ASSISTÊNCIAS

Existem os extremos que marcam golos, os que os dão a marcar e os que não fazem nem uma coisa nem outra. André Carrillo encaixa-se perfeitamente no segundo perfil, mesmo tendo em conta alguns (belos) golos que marcou ao serviço do Sporting. Os números comprovam-no: o peruano foi o “rei das assistências” leoninas nas últimas duas épocas, um facto importante se tivermos em conta que apenas na última (2014/15) assumiu estatuto de titular indiscutível. O ano passado Carrillo fez apenas menos três passes para ocasião do que o consagrado Nani, 58 contra 61, mas deixou o extremo português bem atrás na hora de contabilizar quantos desses passes resultaram em golo na Liga NOS: dez para o peruano, seis para Nani.

Entre assistências e golos marcados Carrillo totalizou uma influência de 22% nos golos leoninos na Liga NOS 2014/15. Na época em curso influenciou dois dos oito golos “verde-e-brancos” na prova (25%).

Quanto vale André Carrillo para o Sporting?
Clique na infografia para ampliar (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Se alargarmos o âmbito de comparação ao desempenho do campeão nacional (Benfica), Carrillo foi o segundo melhor, ficando apenas atrás de Gaitán (Jogador do Ano GoalPoint) por uma diferença de… três assistências. Se tivermos em conta os passes para ocasião criados por ambos os jogadores, o registo aproxima-se ainda mais: 18% de passes para golo convertidos para Gaitán, 17% para Carrillo. Quem diria, a “olho nú”.

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