O Sporting CP época 2015/2016 é uma equipa de “cara lavada” do ponto de vista táctico, quando comparada com a da época anterior. Jorge Jesus está ao comando de um conjunto reforçado e que ambiciona ganhar o campeonato nacional e ir ainda o mais longe possível nas restantes competições.

FASE OFENSIVA

Vejamos então o onze provável do Sporting CP na visita à Luz:

Análise Táctica: O Sporting de Jesus
Onze previsível de Jesus para o dérbi

Na fase ofensiva há bastantes mudanças em relação ao sistema táctico usado por Marco Silva. Jesus aposta claramente num 1x4x4x2 que enfatiza bastante a dinâmica criada pelos dois extremos (que são bem mais médios interiores do que propriamente alas, se estivermos a pensar em Bryan Ruiz e André Carrillo, este último colocado “na prateleira” recentemente). Sem o peruano, Jesus prefere apostar na qualidade de passe do “cérebro” João Mário, que tem uma capacidade fantástica de explorar os espaços vazios e em gerir a posse de bola.

Na linha defensiva, a equipa procura claramente a circulação de bola o mais rápido possível, sendo que quando sob pressão do adversário, William Carvalho baixa no terreno, colocando-se entre os centrais, possibilitando assim que o jogo dos “leões” ganhe largura nesta etapa de construção baixa.

Paulo Oliveira e Naldo não são especialistas em sair a jogar com bola controlada, nem têm um passe curto de elevada qualidade, ainda assim conseguem ser competentes para suportar esta ideia de jogo de Jorge Jesus. Jefferson e Esgaio são dois laterais muito rápidos e verticais, e assentam na perfeição no típico sistema italiano de 1x3x5x2, onde os alas são as grandes asas da equipa. No lado esquerdo, Jefferson é um especialista no cruzamento e remate de longa distância, enquanto no lado oposto surge um jogador que gosta de jogar curto e combinar enquanto se desmarca com movimentos exteriores. Esgaio é um jogador com um “pulmão” incrível e tem evoluído bastante com Jorge Jesus, sobretudo na correcção do seu posicionamento.

Na etapa de construção alta manda Adrien (por vezes Ruíz e J. Mário descem no terreno, de modo a pegar no jogo), uma vez que William fica junto dos centrais, muita vez posiciona-se até no meio destes, de modo a dar largura ao jogo do Sporting. Normalmente um garante o equilíbrio defensivo da equipa neste momento, pelo que apenas um faz o lançamento para a etapa de criação, geralmente solicitando um dos extremos ou o jogo de apoio de Slimani, de modo a que este combine com o corredor lateral.

Análise Táctica: O Sporting de Jesus
A fase ofensiva leonina

As pedras basilares, decorrentes da posse de bola e uso do ataque posicional, são João Mário e Bryan Ruiz. Enquanto Carrillo era um autêntico velocista, que conjugava ainda com uma técnica acima da média e uma criatividade digna de um “mágico” no que diz respeito ao drible, estes dois médios são mais de construção e não tanto de rotura. Até à sua exclusão das opções tínhamos visto um Carrillo a explorar bastante mais o centro do campo, imprimindo bastante velocidade ao jogo ofensivo leonino, por vezes posicionando-se quase como um “8”. Ruiz é já uma experiente “raposa” do meio-campo e tem um excelente pé esquerdo. Tende a procurar zonas mais interiores do terreno, sendo um organizador de jogo por natureza, e procura bastante a combinação com Jefferson. João Mário joga mais descaído para o lado direito, dando boa profundidade ao corredor (apesar de estar longe de ser um extremo puro, a sua qualidade de passe longo garante cruzamentos bastante proveitosos para os avançados), e o jovem português é muito forte em criar ocasiões de golo e garante uma criatividade importante ao processo ofensivo leonino.

Slimani e Teo são os dois avançados mais usados neste Sporting. Teo procura efectuar inúmeros movimentos de rotura, deixando assim Slimani numa vantagem ofensiva face ao desposicionamento da linha defensiva adversária. O argelino dá bastante apoio no jogo directo quando solicitado, contudo, quando aparece na área para finalizar, é mortífero.

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